Geleiras derretem a taxa mais rápida da história

Publicado em 26.05.2011

Segundo um novo estudo, o derretimento das geleiras está subindo os níveis do mar mais rápido agora do que em qualquer momento dos últimos 350 anos.

Pesquisadores analisaram prazos mais longos que o habitual para chegar a essa conclusão. Eles mapearam mudanças em 270 das maiores geleiras entre o Chile e a Argentina desde a “Pequena Idade do Gelo”. Isto ocorreu por volta de 1870 para o campo de gelo norte, e em 1650 para o campo de gelo do sul (a última vez que eles estiveram muito maiores).

O campo norte se estende por cerca de 200 quilômetros e cobre uma superfície de 4.200 quilômetros quadrados, enquanto o campo de gelo do sul tem mais de 350 quilômetros de comprimento, cobrindo 13.000 quilômetros quadrados.

A pesquisa centrou em imagens de sensoriamento remoto do derretimento de geleiras do sul e do norte da Patagônia. As geleiras situam-se na Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Chile e Argentina.

Os resultados mostram que as geleiras perderam volume em média 10 a 100 vezes mais rápido nos últimos 30 anos. A taxa de rápido derretimento está ligada à sua contribuição para o nível global do mar.

Segundo os pesquisadores, as estimativas anteriores de contribuição no nível do mar pelas geleiras eram baseadas em escalas de tempo muito curtas, cobrindo apenas os últimos 30 anos ou mais quando as imagens de satélite já eram usadas para calcular as taxas de variação.

Os cientistas apostaram em uma abordagem diferente, utilizando um novo método que permitiu a observação de tempos mais longos, que cobrem períodos de 1650/1750 a 2010 e 1870 a 2010.

Eles sabiam que as geleiras na América do Sul eram muito maiores durante a Pequena Idade do Gelo. Dessa forma, mapearam a extensão das geleiras na época e calcularam a quantidade de gelo perdida pelo recuo e afinamento das geleiras.

Os cálculos mostram que nos últimos anos os glaciares de montanha têm aumentado rapidamente sua taxa de derretimento e, assim, aumentando o nível global do mar. Os números atuais mostram estimativas bem acima das outras médias.[BBC]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

Quer copiar nosso texto? Siga estas simples instruções e evite transtornos.
Compartilhe este artigo

1 comentário

  1. Tendenciosa esta pesquisa. É óbvio que haveria um grande derretimento das geleiras no período, já que o paradigma usado foi a pequena idade do gelo, também conhecida como mini era glacial(século XVI ao XIX), onde até a zona fluvial de Nova York congelou.
    Assim, com ou sem o arladeado aquecimento global, haveria sim um grande degelo.
    Seria interessante se fizessem uma pesquisa compreendendo o período de aquecimento medieval(século X ao XV), que apresentava temperaturas bem superiores às atuais, que possibilitaram até a agricultura na Groelândia (que seria impossível nos dias atuais).
    Interessante notar que no século X não havia as famigeradas emissões colossais de CO2 por atividades humanas…

    Thumb up 8

Envie um comentário

Leia o post anterior:
Antigua
Porque você deveria viajar para um lugar diferente

Nossa percepção de t...

Fechar