Grande colisor de partículas quebra recorde mundial

Publicado em 29.04.2011

O maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), estabeleceu um novo recorde mundial por colidir os dois feixes com mais partículas até agora.

O evento ocorreu dia 22 de abril. A intensidade do feixe chegou a uma luminosidade de 4.67 x 1032 cm-2s-1, maior do que o recorde anterior de 4.024 x 1032cm-2s-1, definido pelo segundo maior colisor de átomos do mundo, que fica nos EUA, em 2010.

O LHC fica no laboratório de física CERN, em Genebra, na Suíça. Ele opera desde 2009, e vem evoluindo em níveis de energia e intensidade de seus feixes de partículas.

A intensidade do feixe é uma medida de luminosidade, que corresponde a quantas partículas – neste caso, prótons – são armazenadas em cada feixe. Quanto mais prótons forem acelerados ao longo do loop de 27 km do LHC, maiores são as chances de dois prótons colidirem de frente.

Essas colisões são o objetivo do LHC; a partir delas, partículas exóticas, algumas das quais nunca vistas antes, podem ser produzidas e medidas.

Ou seja, a intensidade do feixe é a chave para o sucesso do LHC, então a alta intensidade conquistada significa mais dados, e mais dados significam um maior potencial de descoberta.

Os cientistas querem criar tantas colisões quanto forem possíveis, porque algumas das partículas que eles estão procurando são extremamente raras, e só aparecerão aleatoriamente.

Um exemplo é a partícula Bóson de Higgs, que os físicos acreditam que carrega outras partículas com massa. Ela é teorizada, mas nunca foi detectada. Se de fato existir, será criada no LHC eventualmente.

Graças às novas intensidades do LHC, os físicos poderão saber em breve se o Bóson de Higgs existe ou não. [LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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8 Comentários

  1. Caro Evandro

    A própria Mec Quan soluciona esse impasse,a função de onda tem que ser quebrada e será, foi e está sendo quebrada, o simples fato de se poder teorizar sobre qualquer coisa garante a “possibilidade” de que ela exista (todas as possibilidades pensadas existem como possibilidades), ao quebrar a função da onda aquilo passa a existir também como matéria.Aguns colápsos da onda ocorre de formas alheias a nossa cognição a forma que nos cabe e conseguir ser o “observador”. E é por ai que o colisor de hádrions caminha, uma vez teorizado, caminhar pelas possibilidades até achar uma que, de alguma forma se encaixe a nossa teoria.

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  2. mesmo o Paulo escreveu tanto mas não disse nada sobre a finaliddade daquele mambo… porque se formos analizar bem, tudo isso não passa de bio massa e depois bio bomba… quem vos garante a a bomba atómica não comessou com descobertinhas ehimmmmmm!!!!!!!

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  3. Não entendo patavinas sobre a tal partícula de bóson mas acredito piamente em quem entende.

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  4. Parece então, que achar essa partícula(Bóson de Higgs, se existe mesmo) é procurar uma gota específica em todos os oceanos juntos… eu acho quase impossível! quase porque o impossível não existe!

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  5. Paulo, se de fato a teoria sobre o Bóson de Higgs estiver correta. A questão é: e se depois de muito tempo, não conseguirem encontrar tal? Irão encarar isso como uma falha da teoria, e buscarão outra, ou continuarão com os mesmos preceitos?

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  6. Bóson de Higgs, tb conhecida como Partícula Deus, é a partícula que foi teorizada através de um algorítimo, pela nescessidade de transformar a informação energética em matéria.Extremamente fugaz só existe no intervalo de tempo entre ser energia e ser matéria (véu de Isis, Centro do Pêndulo…etc.). É como procurar um quase nada absoluto. Atualmente só o LHC será capaz de fazê-lo, e quando fizer um incremento na MecQuan trará um salto na nossa tecnologia. No mínimo porque a jornada até ele requer uma sofisticação tecnológica.

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