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Miguel Kramer em 5.02.2009 as 20:49 e atualizado em 9.02.2009 as 0:06

crânio de australopitecus

Sua mãe sempre pediu para que você tomasse cuidado com seus dentes, não mastigar balas, caroço de pipoca e brita. Ela estava certa – a mandíbula do homo sapiens não é tão forte. Mas não era assim com nossos ancestrais.

Uma nova pesquisa publicada há poucos dias atrás revelou habilidades de “quebra-nozes” em nossos ancestrais de 2,5 milhões de anos atrás. Isso possibilitou que eles adaptassem sua dieta para diferentes tipos de alimentos, oferecidos por ambientes e ecossistemas variados.

Na pesquisa, os cientistas criaram uma réplica do crânio de um Australopitecus, ancestral do homem atual, e, usando a mesma mecânica das simulações de batidas de carro, meditam a força da mordida que seu “avô” teria.

Mark Spencer, da Universidade Estadual do Arizona, é parte do time de pesquisadores internacionais que publicou o estudo “A biomecânica da alimentação do Australopithecus africanus”. Segundo ele, era importante que os homens primitivos tivessem a força para quebrar nozes e castanhas com seus dentes.

“Esses alimentos que eram fáceis de se arranjar, simplesmente caíam de árvores. Eram importante forma de sustento quando caçar ficava mais complicado. Pode-se dizer que, o que hoje resolvemos com ferramentas, nossos ancestrais resolviam com os dentes”.

É uma pena que não tenhamos mantido esta habilidade. Devo confessar que sempre que observo o Bibo, (meu hotweiller de 55kg), mastigar um osso como se fosse sucrilhos eu sinto uma pontinha de inveja… e fome. [Science Daily]


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