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Humanos sentem ‘cheiro do medo’ no suor

mulher nervosa

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Por em 8.03.2009 as 23:20

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Quando ameaçados, muitos animais liberam uma espécie de sinal químico que serve de alerta para os outros seres da mesma espécie, avisando que há um predador presente, por exemplo. Os outros bichos percebem o cheiro e reagem, se protegendo.

Uma pesquisa da Universidade Rice, coordenada pela psicóloga Denise Chen, mostra que o mesmo acontece com humanos.

Levando em consideração que nós usamos mais de um sentido ao mesmo tempo para “perceber” o mundo ao nosso redor, Chen analisou se o “cheiro do medo” aguça nossos outros sentidos, e nos auxilia a sermos mais cuidadosos.

Foram coletadas amostras de suor de homens com medo. Os voluntários mantinham um pedaço de gaze em suas axilas enquanto assistiam filmes de terror, com muita tensão.

Posteriormente, algumas voluntárias foram expostas aos químicos encontrados no suor, recolhido no estágio anterior do experimento. Depois de cheirar as substâncias, elas observaram uma série de imagens de rostos, cujas expressões variavam de felicidade para a de um medo ambíguo.

A tarefa delas, então, era apertar botões que indicassem se o dono da face estava feliz ou assustado, em um computador.

A exposição aos “químicos do medo” fez com que as mulheres interpretassem as expressões faciais ambíguas como a de uma pessoa assustada – mas apenas quando o rosto era ambíguo. Quando estava claramente feliz, elas não erravam.

A conclusão de Chen confirma o que já foi descoberto em análises faciais e vocais de pessoas com medo – as descobertas que um sentido faz, como a visão de um rosto ambíguo, são associadas ao que é descoberto pelos outros sentidos, como o olfato, quando detecta químicos associados ao medo. As duas conclusões se juntam, e a voluntária assume que a pessoa da foto está assustada.

“Nossas descobertas evidenciam que o suor humano tem significado emocional” explica Cheng. “Também mostram que os cheiros moldam o que vemos, de uma forma específica e emocional”.

O olfato é uma forma de comunicação entre outros animais, mas, no ser humano, ainda é um sentido enigmático. Humanos desenvolveram incrivelmente a visão e a audição. Então por que ainda precisamos do olfato?

As descobertas de Cheng podem esclarecer essa pergunta. Os cheiros auxiliam nossa percepção social, quando os outros sentidos não nos fornecem impressões tão exatas quanto precisamos. [Science Daily]

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