Incidência de ataques cardíacos é maior no frio

Publicado em 11.08.2010

Aproveite muito bem o calor no verão, porque aparentemente, o frio faz mais do que congelar seus ossos. Segundo um novo estudo, ele também pode aumentar o risco de você ter um ataque cardíaco.

Os resultados mostram que a cada grau Celsius na redução da temperatura em um único dia está associado à cerca de 200 ataques cardíacos adicionais.

Tendo em vista as mudanças climáticas globais, as relações entre clima e saúde são de interesse crescente dos pesquisadores. Estudos anteriores mostram que a temperatura exterior está ligada a um risco de mortalidade a curto prazo, sendo que tanto dias quentes quanto frios causam algum efeito.

Pesquisadores do Reino Unido analisaram dados de 84.010 internações hospitalares por ataques cardíacos registrados entre 2003 e 2006. Eles também analisaram as temperaturas diárias com foco em 15 áreas geográficas na Inglaterra e no País de Gales. Os resultados foram ajustados para levar em conta fatores que podem influenciar a taxa de ataque cardíaco, incluindo poluição do ar e atividade da gripe.

Os investigadores descobriram que uma redução de um grau Celsius na temperatura média diária foi associada com um aumento acumulado de 2% no risco de ataque cardíaco durante um período de 28 dias. O maior risco estava em duas semanas de exposição ao frio.

Esse número pode parecer pequeno, mas só no Reino Unido estima-se que ocorram 146 mil ataques cardíacos por ano e 11.600 eventos em um período de 29 dias. Assim, mesmo um pequeno aumento no risco se traduz em algumas centenas de ataques cardíacos em um único dia.

Os idosos com idades entre 75 e 84 e pessoas com doença cardíaca coronariana prévia parecem ser mais vulneráveis aos efeitos das reduções de temperatura. Não há nenhuma ligação entre temperaturas mais elevadas e maior risco de ataque cardíaco, mas isso pode ser porque as temperaturas no Reino Unido raramente são muito altas em comparação com outras regiões do mundo.

Os pesquisadores não têm certeza exatamente do que está por trás dessa relação, mas evidências de estudos em laboratório sobre a exposição ao frio sugerem pistas. As baixas temperaturas são conhecidas por aumentar a pressão sanguínea e os níveis de certas proteínas que podem aumentar o risco de coágulos sanguíneos.

Certas atividades mais comumente realizadas durante o tempo frio, como limpar a neve, podem também contribuir para o risco. Estudos realizados em diferentes partes do mundo vão ser necessários para determinar o quão dependente esta relação é do clima local.

Futuras investigações também podem lançar luz sobre quais grupos são mais vulneráveis a ataques cardíacos associados com o frio, bem como formas de prevenir o risco, como aconselhar pacientes, particularmente os idosos, usar roupas adequadas e aquecer as casas suficientemente. [LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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