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Fomos projetados para a monogamia?

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em 18.04.2008 as 2:15 e atualizado em 7.08.2008 as 13:33

Apenas 3 ou 5% das quase 5 mil espécies de mamíferos (incluindo os humanos) formam laços duradouros e monógamos com os mais notórios sendo os castores, lobos e alguns morcegos.

Os seres humanos foram feitos para a monogamiaA monogamia social é um termo que se refere a criaturas que formam casais e criam seus filhotes, mas ainda tem “casos” extraconjugais. Casais sexualmente monógamos se acasalam apenas com um parceiro. Portanto um marido que trai a esposa com outra relação romântica e volta para casa em tempo de colocar as crianças na cama seria considerado socialmente monógamo.

Além disso, a definição de monogamia, para os cientistas, varia.

Psicólogos evolucionários já sugeriram que os homens êem maior possibilidade de ter sexo extraconjugal, parcialmente devido à necessidade masculina de “espalhar os genes” através da disseminação de esperma. Tanto mulheres como homens, dizem estes cientistas, tentam melhorar seu progresso evolucionário ao procurar parceiros de alta qualidade, embora o façam de maneiras diferentes.

A parceria comprometida entre um homem e uma mulher evoluídos, dizem alguns, é para o bem-estar das crianças.

“As espécies humanas evoluíram para formar compromissos entre homens e mulheres com o propósito de cuidar das crianças, portanto isso é um laço”, disse Jane Lancaster, uma antropóloga evolucionária da Universidade do Novo México (EUA). “No entanto esse laço pode se enquadrar em todo o tipo de padrões de casamento: poligamia, pais e mães solteiros, monogamia.”

A espécie humana é única entre os mamíferos no fator investimento dos pais ao criar os filhos.

“Nós sabemos que com os humanos há um laço entre o casal que é bastante forte, e há mais investimento paterno do que na maioria dos demais primatas”, disse Daniel Kruger, psicólogo social e evolucionário da Universidade de Michigan (EUA). “Nós somos especiais neste aspecto, mas ao mesmo tempo, como a maioria dos mamíferos, nós somos uma espécie polígama.” Daniel disse que os humanos são considerados “levemente polígamos”, pois os homens se acasalam com mais de uma fêmea.

Se as pessoas casadas ou com outros tipos de compromissos procuram por mais sexo, isso depende dos custos e benefícios.

“Há bastante evidência de que os homens têm menos a perder do que as mulheres ao ter sexo extraconjugal”, disse Jane. “Por ter menos a perder é mais fácil para que eles o façam.”

As mulheres, no entanto, podem perder os recursos do “papai” no que tange a cuidar dos filhos. “Para a mulher o bem-estar das suas crianças não é maior por causa da promiscuidade”, disse Jane ao LiveScience.com.

Alguns cientistas vêem tanto a monogamia social como a sexual em humanos como estrutura social ao invés de como um estado natural.

“Eu não acho que sejamos animais monogâmicos”, disse Pepper Schwartz, professora de sociologia da Universidade de Washington em Seattle, EUA. “Um animal realmente monogâmico é o ganso, que nunca se acasala novamente mesmo que seu parceiro (a) seja morto (a).”

Ela adicionou que a “monogamia é inventada para haver ordem e investimento, mas não necessariamente porque é `natural´.” [Fonte]

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6 Comentários »

  1. Acho que depende muito da educacao que a pessoa recebeu dos pais…

    se para ela/ele a poligamia for aceitavel, natural ou positiva, teremos um traidor.

    ja se para a pessoa a traicao for uma coisa errada (desonestidade com o sentimento do parceiro), ela nao tera dificuldade nenhuma em ser fiel… mesmo que o relacionamento nao de certo, ela ira primeiro terminar o atual para depois procurar uma nova pessoa.

  2. Por certo que homem e mulher se procuram por uma infinidade de razões, motivos, e circunstâncias. O laço de parceria para procriação é um dos ítens dum relacionamento. Mas a confusão e completo despreparo do ser humano quanto ao modo de encarar a energia sexual é causa de problemas gravíssimos na Sociedade, sendo que o embelezamento favorecido pela troca da energia sexual humana é algo que o ser sapiens pouco sabe, em contrapartida a sacanagem generalizada e o tutelamento religioso castrador da libido e escravizador enfeia a espécie e a torna dissaborida frente à vida, entre outros irreparáveis prejuízos, com dramáticos exemplos como demência, preguiça, euforias psicóticas (comum devido aos falsos ensinamentos religiosos), etc etc, etc. Homens e mulheres livres e conscientes atam-se por amor, mas amor não significa ligação de posse. O elo sexual é importantíssimo entre parceiros que convivem, mas o calor útil que une prazerosamente casais, filhos e amigos vale-se de muito mais que só sexo, e em todos os instantes de fato ninlguém é deveras monogâmico, pois mesmo sob essa imposição os devaneios afloram demonstrando que nossa espécie não encontrou ainda a sua sadia vivência por causa do terror religioso que não tem nada a nos acrescentar a não ser uma psiclolgia estúpida e coercitiva que nos degenera como espécie.

  3. Além do homem ser uma espécie onde o sexo não depende do cio ou de data marcada.
    E os genes da beleza e da sexualidade ajudarem as mais belas se perpetuarem.
    Tanto o prazer como a sensibilidade sexual, são os resultados de vários impulsos nervosos.
    E um patrimônio reservado para os que têm boa saúde.
    Pois podemos transformar o prazer físico em erotismo.
    E o erotismo em amor.
    Sendo que o amor adulto se alimentar de fantasias, de beleza, de gentileza, de segurança e de prazer.
    Existem motivos evolutivos para que desejemos específicos tipos de criaturas.
    E é comum nos sentirmos atraído por determinados traços físicos, temperamentos ou mesmo certas partes do corpo das parceiras.
    Todavia, embora na “seleção biológica” e social seja difícil pagar o preço necessário para ficar com quem se deseja. Assim como, superar os concorrentes.
    O macho que consegue se acasalar com a fêmea que considera atraente ou que lhe proporciona algum tipo de vantagem em relação às outras da mesma espécie, seria um vencedor.

  4. Poligamia.
    Acho que todos nós seres humanos somos poligamos, porque as vezes sentimos atrção por mais de uma pessoa, não vejo nada de errado em isso acontecer, claro que só deve ser aceito qaundo o seu parceiro(a) também aceita.

  5. A monogamia é algo que vem da ordem do construto histórico-social, que passa por diversas fases. Desde a Grécia com o Banquete de Platão ao amor cortês da Idade Média ( explorado por Lacan para embasamento de suas teorias) que trouxe a elevação da condição feminina, ao mito do amor romântico no séc. XVIII. O fato é que a ordem social estabeleceu que era útil e agradável o acasalamento legitimando assim pelo consenso coletivo (ou inconsciente coletivo) o casamento monogâmico. Mas deixando de lado análises históricas, culturais, antropológicas, religiosas e tantas mais; o que percebemos é que embora nós tenhamos certa autonomia para escolhermos qualquer modelo, temos nos inclinado a relações românticas e acredito que ninguém possa afirmar que é indiferente a infidelidade e que ela não gere sofrimento (mesmo que isso seja meramente cultural). Penso que não há nada mais confortante ante a angústia humana de existir e ser tão completamente só, que poder confiar na lealdade e fidelidade de outro ser humano, seja na relação de amizade ou entre pais e filhos, entre irmãos, entre sócios, ou casais. E se vivemos com base nos limites dos valores universais, o que resta é a escolha honesta de cada casal (hetero ou homossexual), considerando e se responsabilizando pelas conseqüências dessa escolha para si mesmo e para a sociedade. No mais a relativização desses limites, só pode gerar aberrações, das quais muitas têm nos aterrorizado no noticiário internacional.
    Por fim, concordo coma Pepper, professora de sociologia: “Só o ganso é realmente monogâmico!” E isso me impressiona demais! Será que a fidelidade do ganso tem a motivação da nossa noção de fidelidade? O que move o ganso a ser tão fiel?
    Desculpe ter me alongado tanto, te agradeço pelo tema tão instigante! Um abraço

  6. Concordo com Pepper Schwartz.
    Acredito que a monogamia é invenção do homem, é fruto da sua capacidade de pensar e intervir no mundo que o cerca, - intervenção que traz em seu bojo principalmente interesses de ordem social e econômica, totalmente em desacordo com as leis da natureza.
    Excelente o post! Bjs e inté!

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