Ioga pode ajudar a reduzir batimentos cardíacos irregulares

Publicado em 5.04.2011

Um novo estudo adiciona mais um benefício para os praticantes de ioga: além de reduzir a pressão arterial e os níveis de colesterol, a prática pode reduzir pela metade o risco de arritmia cardíaca (batimentos cardíacos irregulares).

A condição, mais comum em idosos, é potencialmente perigosa e a principal causa de derrames.

O estudo envolveu 49 pacientes com distúrbio de ritmo cardíaco que não tinham limitações físicas ou qualquer experiência prévia com a ioga. Seus episódios de batimentos cardíacos irregulares foram medidos por um período de seis meses no hospital.

Durante os três primeiros meses, os pacientes foram autorizados a participar de qualquer atividade física que quisessem. Nos outros três meses, eles foram submetidos a um programa supervisionado de ioga que envolveu exercícios de respiração, posturas, meditação e relaxamento. As sessões duravam 45 minutos, administradas 3 vezes por semana. Os pacientes foram encorajados a praticar ioga diariamente em casa.

Monitores cardíacos mediram os episódios de arritmia cardíaca durante o estudo, e os pacientes completaram pesquisas para avaliar seus níveis de ansiedade, depressão e qualidade de vida global.

Em média, a ioga cortou os episódios de batimentos cardíacos irregulares pela metade, ao mesmo tempo em que reduziu significativamente a depressão e a ansiedade nos pacientes, e melhorou suas pontuações de funcionamento físico, saúde geral, vitalidade, aspectos sociais e saúde mental.

A fibrilação atrial, doença séria caracterizada pela arritmia, faz com que o sangue se acumule nas câmaras superiores do coração, onde ele pode coagular e viajar até o cérebro, causando derrames.

Como as atuais estratégias de tratamento para a fibrilação atrial incluem procedimentos invasivos ou medicações com efeitos colaterais indesejáveis, a descoberta do estudo pode ser muito útil. Considerando seu baixo custo e benefícios, a ioga deve ser considerada para o tratamento global da fibrilação atrial e outros problemas de ritmo cardíaco.

Estudos mais amplos são necessários para confirmar as conclusões da pesquisa, portanto os pacientes devem continuar com a terapia médica padrão. De qualquer forma, os pesquisadores não esperam que os doentes parem de tomar remédios, mas sim que a ioga se torne um suplemento para melhorar a qualidade de vida no geral. [Reuters]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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