Jogos Olímpicos de Londres deverão ser os mais seguros contra doping

Publicado em 13.09.2011

Os cientistas encarregados de antidoping dos Jogos Olímpicos de Londres disseram que os jogos do ano que vem serão os mais difíceis para fraudes até hoje.

David Cowan sugeriu que um novo teste para detectar droga no sangue poderia ser implantado pela primeira vez, e confirmou que haverá um novo teste para hormônios de crescimento humanos.

Segundo Cowan, um novo laboratório terá como objetivo realizar cerca de 6.000 testes durante os jogos.

Hoje, os pesquisadores já desenvolveram testes para quase todas as formas de doping no esporte, mas o que ainda causa a maioria dos problemas é a prática dos atletas de armazenar e transfundir o seu próprio sangue.

Conhecida como doping de sangue autólogo, a prática aumenta o número de células vermelhas do sangue e dá um impulso substancial a resistência de um atleta, permitindo-lhe transportar mais oxigênio.

Vários concorrentes de alto nível olímpico foram acusados desse doping ao longo dos últimos 30 anos, mas os cientistas não conseguiram desenvolver um teste eficaz para apontar a falha.

Cowan afirma que isso pode estar prestes a mudar. Ele deu detalhes de um novo teste que compara a idade de amostras de sangue olhando o componente genético das células vermelhas do sangue.

“Estamos trabalhando em um esquema de onde o material nuclear, não o próprio núcleo, mas o material RNA na célula, aparece ‘mudado’. Usando esses marcadores, nós seremos capazes de distinguir o sangue armazenado do sangue que está no corpo naturalmente”, explica.

No passado, os cientistas desenvolveram um teste bem sucedido para outro tipo de manipulação, chamada doping sanguíneo homólogo, que envolve a retirada de sangue de parentes ou amigos de um grupo de sangue similar, e foi altamente prevalente no ciclismo e esportes de inverno na década de 1990.

O teste é baseado nas diferenças de antígenos de superfície da célula do sangue, e levou à condenação do ciclista Tyler Hamilton, que ganhou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, mas falhou no teste para doping de sangue homólogo pouco depois.

Em reação à introdução desse teste, os dopers passaram a confiar em seus próprios suprimentos de sangue e fazer o doping autólogo. Em 2006, a polícia espanhola invadiu uma clínica em Madrid, que realizava doping altamente organizado baseado principalmente em armazenamento e transfusão de sangue. Dezenas de ciclistas e outros atletas estavam envolvidos.

Sem diretamente confirmar que o teste para doping autólogo estaria disponível na próxima Olimpíada, Cowan deu o sinal de que deve estar pronto a tempo. “Eu nunca iria garantir que estará pronto, essa é a natureza da pesquisa. Mas estamos trabalhando muito rapidamente nisso, o progresso é muito emocionante. Se você é um atleta, tenha cuidado; nós podemos ter um teste no tempo”, disse.[BBC]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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