Jovens brasileiros no Ártico
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Neste episódio os jovens Amanda e Victor são acompanhados por uma equipe de filmagem enquanto conhecem novas culturas e regiões gélidas remotas.
Amanda e Victor tiveram uma aventura inesquecível por alguns dos lugares mais gelados da Terra. Confira o diário dessa viagem.
Victor: A gente está muito empolgado.
Amanda: Acabei de entrar no navio, estou procurando meu quarto.
Victor: Para Groenlândia.
Amanda: Primeira noite no navio e olha só como é que está a situação. Agora vou dar uma checada no Vitor, vou ver como é que ele está. Ele está dormindo, passando mal provavelmente. Está se sentindo melhor?
Victor: Estou, só que estou com medo de levantar.
Amanda: Não levanta. Todo mundo que estava se sentindo melhor levantou, e começou a se sentir mal e vomitar.
Primeira etapa: de Reykjavyk a Ammassalik. Depois de dois dias de enjôo e de horizonte vazio, surge a Groenlândia: imponente, bela e misteriosa. A aproximação revela casinhas coloridas, pintadas assim para quebrar a monotonia branca da paisagem. Monotonia para quem vive ali, bem entendido. Não para um viajante.
Amanda: É a primeira vez que o Victor vê neve, ele está prestes a comer neve. Eu vou filmar isso, que vai ser histórico.
O segundo trecho vai de Ammassalik a Nanortalik, uma viagem entre icebergs.
Victor: O iceberg está muito perto do barco. Ele é bonito e azul. A praia é nossa segunda parada na Groenlândia. É um lugar muito bonito, uma vegetação muito bonita, toda vermelha, amarela e laranja, muito diferente do que a gente espera. No local, só há uma geleira, em cima da montanha.
Em Nanortalik, a expedição deixou um de seus recados artísticos ao mundo.
Amanda: A nossa intenção era mostrar que, quando as pessoas vêm, elas vêem o que a gente viu, cada buraquinho da pedra tem uma vista para o lugar, que é muito bonito.
Amanda: A gente está no meio da Groenlândia.
Victor: Amanda faz um trabalho científico de climatologia. Ela está medindo a umidade do ar e a temperatura. Eles estão fazendo uma estação de climatologia.
Na capital da Groenlândia, Nuuk, vive um terço dos 56 mil habitantes da maior ilha do mundo.
Victor: As múmias são muito bem conservadas, porque elas provavelmente morreram em lugar muito frio, então o gelo conservou. Elas têm cabelo e pele.
No trajeto para o Canadá, a expedição cruza pela primeira vez o Círculo Polar Ártico.
Victor: Todo mundo olhando em frente, está muito engraçada essa cena. Parece que vai ter uma linha com uma placa escrita: “Círculo Polar Ártico, bem-vindo”.
O extremo norte da América é uma extensão da cultura inuit, a dos esquimós. É só ali que Amanda e Victor vão enfim encontrar o urso polar.
Victor: Acho que a gente assustou o urso. Ele está indo embora.
Victor: É o nosso último dia no Academic Chokalski. A gente está indo embora. A gente vai pegar o botezinho para Iqauit, que é nossa última parada.
Amanda: Está todo mundo meio emocionado. Ontem foi um chororô. [Fantástico]
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