Jovens mudam atitudes sexuais com a internet

Publicado em 11.01.2012

Becky Nicolson tem 24 anos e teve uma infância normal. Quando era mais jovem, como a maioria das adolescentes, Becky se preocupava com sua aparência, o que as pessoas pensavam dela e quando ela arranjaria um namorado.

Mas depois de sofrer bullying na escola e desenvolver uma forte insegurança, ela tomou medidas mais drásticas do que a maioria. Becky começou a ter relações sexuais com estranhos que conhecia na internet para tentar impulsionar sua confiança e convencer-se de que era atraente.

Ela diz que entre os 15 e 20 anos, dormiu com 40 homens. Becky diz que não pensava nos riscos no início, mas mudou à medida que envelhecia. “Eu me tornei muito mais consciente dos riscos, e quão perigoso isso pode ser”, admitiu.

“Foi viciante em um ponto, apenas para me sentir bem comigo mesma por duas ou três horas ou dias. Mas depois de tudo o que tinha acontecido, eu sempre voltava a sentir uma sensação horrível sobre mim”.

O caso de Becky não é único. Novas pesquisas sugerem que redes sociais e outros sites de relacionamento estão mudando as atitudes dos jovens em relação ao sexo.

Um relatório chamado “O Uso das Tecnologias nos Relacionamentos” foi feito por acadêmicos da Universidade de Plymouth, em associação com o Centro de Segurança na Internet, no Reino Unido.

865 pessoas com idades entre 16 e 24 anos responderam uma pesquisa online. Um em cada 10 dos entrevistados disse ter se encontrado com pessoas que conheceram online e, em seguida, passaram a ter sexo casual com ela.

Cerca de metade dos entrevistados admitiu ter feito sexo online a partir de webcam, e um terço das pessoas disseram que tinha sido com um estranho.

Andy Phippen, professor que realizou a pesquisa, diz que ela mostra uma mudança de atitude nos jovens em relação ao sexo. “Os resultados desta pesquisa mostram que a tecnologia agora é parte normal das relações de dezenas de milhares de pessoas”, disse. “Isso pode incentivar as pessoas a serem mais promíscuas.”

É evidente que há perigos em encontrar pessoas para relações sexuais depois de encontrá-las na internet. Em exemplos mais extremos, houve vários casos em que mulheres foram assassinadas nesses encontros.

Além desses riscos, há também a preocupação com o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DST) devido a essas mudanças de atitude. As pessoas devem ficar atentas a segurança e pensar na saúde sexual antes desses envolvimentos. [BBC]

Autor: Stephanie D’Ornelas

É estudante de jornalismo, adora um café e um bom livro. Curte ciência, arte, culturas e escrever, mesmo que sejam poesias para guardar na gaveta.

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11 Comentários

  1. bullyng ,workshop etc ,como eu ,muita gente esta a ficar farta deste inglesismo mediocre,que algumas pessoas usam para caraterizar acontecimentos ou coisas, que existem em portugues ,para se afirmar mais informadas e cultas que outras,normalmente quem os usa estes inglesismos sao pessoas que tem necessidade de mostrar uma cultura que na realidade nao possuem .

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  2. É complicado, mas se pensarmos bem na roma antiga não havia Internet e havia alta disponibilidade para “sexo casual” nas tais “casas de banho” e afins.
    Na década de 70, quando a AIDS começou a crescer fortemente não havia Internet para seres humanos normais, apenas para uns nerds (que não comiam ninguém) e mesmo assim ela não deixou de crescer.
    Moro numa cidade de média para pequena (250 mil habitantes, hoje) e lembro que na década de 80 havia relatos de brigas por falta de drogas na porta de boates, ou por excesso de uso. Isso sem falar que “jovens”, mais velhos do que esses 13 anos mas não tão mais velhos assim, passavam a semana inteira pensando na próxima balada. A Internet só chegou na minha cidade em 95!
    Internet, computação e afins são ferramentas. Fica mais eficiênte? Sim! O potêncial destrutivo pode ficar maior? Sim! Mas é como aquelas máquinas que a IBM vendeu para os nazistas. Onde eles sistematizaram e automatizaram a matança utilizando os equipamentos o estrago foi maior, mas nem por isso eles lograram exito em matar todos os judeus.
    O contrário também é verdadeiro, a mesma tecnologia que permitiu aos nazistas matarem mais judeus era usada e vem sendo utilizada e aprimorada com grande velocidade para outras coisas, dentre elas fazer estudos sobre a propagação da epidêmia de HIV a fim de criar políticas para conter a infestação.
    Ou seja: são ferramentas, cada um as utiliza como achar melhor.

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  3. O jovem nem conheça o q lhe trará problemas pelo resto da vida, ele pode se tornar um dessiminador de doenças, contaminando quem fizer sexo c\ ele, ñ usara preventivos ,provando que é um inrresponsável. Quando quizer uma familia ñ vai poder, estara estério ou condenado ao sofrimento com uma doença incurável, degenerativa, a abortos espontaneos , ou q gera filhos deformados, ou doenças fatais q matam depois de grandes sofrimentos.Essa liberdade sexual q estamos vendo está mexendo com a cabeça das pessoas, muitos estão tão confusos citando leis criadas para proteje-los como forma de expressar uma sexualidade livre, q eles nem entendem realmente o q são, se são homens ou se são mulheres, eles ñ sabem se definirem.São um terceiro sexo?Isso ñ existe.

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  4. Olá Losinsky, abordas-te aí um caso que é realmente muito grave. Para mim é gravíssimo.
    Eu vejo crianças de 9 10 11 12 13 anos, que como dizes e bem, que eram para brincar na rua ou a jogar bola, mas não, não lhes interessa isso, porque o que mais querem é prestituirem-se. = EU VEJO = e isto não é mentira, porque moro num bairro social, e essas crianças, jogam sim, à prostituição uma com as outras sem sequer terem a vergonha do que estão fazendo.
    Pergunto:
    De onde é que isto tudo vem?
    Ainda se fossem adultos, nós admitia-mos.
    Será que éa influencia da internet? Para mim é, mas que o futuro de essas crianças já se encontra traçado, não tenho a menor dúvida. Como adulto não tenho podor pelo homossexualismo, para tanto faz, agora crianças que deveriam brincar e já se encontram nessa vida, enfim. carlossimoes

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  5. A questão principal nesse caso é o aumento das transmissões de doenças. Mesmo com todos os cuidados, quanto mais relações mais sugeitos estamos.

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  6. Já tive relações casuais com dezenas de mulheres que conheci pela internet, mais precisamente atravez de um famigerado “bate-papo” on line.
    As mulheres hoje estão, sim, mais propensar a irem a cama com desconhecidos, e cada vez mais jovens.
    Garotas em fase de afirmação de imagem (após bullying, final de relacionamento ou mudanças físicas) se jogam ao sexo casual. Isto não é exatamente ruim quando elas aprendem a minimizar os riscos envolvidos.
    O problema é quando isso traz a essa garoto uma imagem de si mesma pior que a anterior ao ocorrido.
    Não importa se acontece on-line, em casas de show, em parques, festinhas, casas de swing, praias, igrejas ou bares. O importante é fazer isso por vontade própria, cercada de segurança e sem arrependimentos.

    Sem o vício do ato, você pode ser você mesmo sem esses encontros:
    Hoje sou casado com uma grande mulher que conheci através desse mesmo bate-papo.

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  7. Isso é um Caso Realmente tenso, Crianças com 10, 11 anos que era pra estarem Brincando na rua ou algo do tipo, hoje já estão em busca de companheiros e quando chega os 13 já viu néh?! As Crianças ameaçando o Futuro da Nação e o Papa vem falar de Casamento Gay, é cada uma que eu realmente não Intendo.

    http://www.docshd.net – Documentários online

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    • Você não acha estranho que as crianças começaram a mudar depois que ser ‘gay’ começou a se tornar uma modinha, como se fosse normal. Para uma pesinfluenciam seu crescimento, tornando o cérebro mais tisoa ser gay ela precisa sofrer uma alteração dos genes. Se os genes não explicam tudo, Um deles parece ser o desenvolvimento biológico do feto ainda no útero. E é dessa área que vêm saindo as pesquisas mais promissoras. Uma delas é a teoria dos hormônios pré-natais. A idéia é que os hormônios sexuais masculinos (andrógenos) se conectam às partes responsáveis pelos desejos sexuais no cérebro e picamente masculino ou feminino. A conexão dependeria das proteínas receptoras de andrógenos (AR, na sigla em inglês). Imagine que cada célula do cérebro seja uma casa. As ARs funcionariam como o portão dessas casas, que controla a entrada de pessoas. Sabe-se que a quantidade e a localização desses portões são diferente nos homens e nas mulheres. Cientistas já constataram, por exemplo, que o hipotálamo masculino tem mais ARs que o feminino. Portando gay pode ser considerada uma doença assim como Síndrome de Down, que para o azar dos gays não temos uma cura ou tratamento.

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    • Eu até pensei que a mulher estava na cama.

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    • Te peço desculpa Nelson, mas ser gay, não é doença, as armonas que já se encontram dentro do feto da mãe que nos ade dar à luz, são duas; as femininas e as masculinas, logo aquela que for mais veloz ou mais forte, é que traça o destino de cada qual. Não é vergonha ser o que não queremos ser, mas o mais forte ganha sempre, ser gay, é normal, não temos que ser contra ou a favor, só temos que aceitar e com respeito, porque essas pessoas sofrem e muito, eu que o diga, porque falo com amigos que são gays, não tenho vergonha de comentar isto, porque tenho amigos/as gays. Sou aberto a qualquer comentário, não tenho qualquer direito ou juízo humano de acusar nem rotular o ser semelhante a mim. Todos diferentes, todos iguais.Obrigado pelo teu comentário Nelson, ele foi aberto e muito bom, bem haja pessoas como tu.carlossimoes

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