Maiores, mais quentes e mais massivas estrelas são fotografadas por nova câmera do Hubble

Publicado em 30.07.2012

O telescópio espacial Hubble, da NASA, lançado em 1990 para observar e fotografar objetos astronômicos, nos deu a chance de estudar mistérios e belezas do Universo diversas vezes.

Com um alcance de 14 bilhões de anos-luz (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros), sofreu a primeira reforma em 1993 e desde então vêm se renovando para permitir que nós tenhamos uma melhor compreensão do espaço.

Por exemplo, com sua remodelada Wide Field Camera, Hubble registrou em luz visível a região de formação estelar 30 Doradus, na qual fica um enorme aglomerado das maiores, mais quentes e mais massivas estrelas conhecidas.

Dentro de uma galáxia vizinha conhecida como Grande Nuvem de Magalhães, localizada no coração da Nebulosa da Tarântula, que recebeu esse nome por causa de seus filamentos brilhantes que lembram as pernas de uma aranha, fica a 30 Doradus.

No centro dessa região, que contém milhões de jovens estrelas, podemos ver o aglomerado estelar R136, esculpido com formas alongadas por fortes ventos e radiação ultravioleta.

Por ser a maior região ativa de formação de estrelas do grupo local de galáxias, o seu brilho – fluorescente por causa da já mencionada radiação ultravioleta das estrelas jovens e maciças aí nascidas – é tão intenso que é perfeitamente visível a olho nu, mesmo que 30 Doradus fique a cerca de 170.000 anos-luz de distância de nós.

A maioria das estrelas desse “super aglomerado estelar jovem” tem entre 1 e 2 milhões de anos, é gigante ou supergigante, e do tipo espectral O3 (espécie de classificação estelar, que significa que elas são muito quentes e muito luminosas – milhões de vezes superiores ao nosso sol – e azuladas em cor; são as mais raras estrelas da sequência principal): 39 estrelas do R136 possuem esta classificação.[NASA, AORE, AstroPT, CiencTec, ClubedeAstronomia]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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10 Comentários

  1. Se o hubble fotografa tao bem galaxias distantes e saem fotos tao bem figuradas e bonitas porque temos esses lixos de fotos da lua tao embaçadas sendo que a distancia é muito diferente…

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    • porque as fotos da lua sao tiradas daqui da terra, e a atmosfera “diminui” a qualidade das fotos.é algo mais ou menos assim, nao sei explicar em maiores detalhes…

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  2. Bela imagem. Ao Jonas. Falando de estrelas, assisti a um documentário ” o Universo 6 temporada, ” a terrível irmã gêmea do sol” eu coloquei legendas em espanhol e entendi perfeitamente. Ali se congectura da existência desta estrela gêmea( na realidade menor em massa e tamanho) devido a anomalias sutis nas orbitas dos asteróides entre Marte e Júpiter. No doc se fala principalmente das observações recentes daquela sonda que está por lá investigando Vesta e Seres. A maioria das estrelas constitui-se de sistemas binarios não é mesmo? Não acredito nas ideias catastróficas sobre 2012, mesmo porque uma civilização antiga como os Mais não teriam como prever que o Sol tem uma companheira, nem hoje a ciência moderna consegue. Aberto o debate.

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  3. Já que falamos da Nebulosa Tarântula, vale lembrar também de:
    - : Hodge 301: Um “irmão mais velho” do R136. aglomerado com uns 20 milhões de anos, contendo gás quente num movimento frenético por toda a sua extensão e intensa emissão de raios X. Estima-se que dezenas de supernovas já ocorreram ali.
    - : Wolf Rayet: O que pode ser mais assustador que uma estrela do tipo O? uma O evoluída, a Wolf Rayet (pelo nome eu achava que tinha a ver com lobos e raios mas na verdade nada mais é que os sobrenomes de seus descobridores. :) ) Uma WR é uma estrela muito quente super-massiva que se caracteriza por um Vento-Estelar tão intenso que perde grande quantidade de massa na forma dessa emissão, desintegraria e varreria o Sistema Solar inteiro em instantes. Só estrelas com muita massa (mais que 30 vezes a do Sol) evoluem pra essa forma exótica antes de uma supernova. Existem 100 delas catalogadas na Grande Nuvem de Magalhães.
    - : A efeito de comparação, a Nebulosa da Tarântula é tão luminosa que rivaliza em brilho com a famosa nebulosa de Órion, que está 1000 vezes mais próxima de nós.
    -: E é claro que não podemos esquecer que Tarântula nos proporcionou a mais próxima supernova vista ao vivo desde a invenção dos telescópios: a 1987-A

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    • JONATAS, as estrelas LBV,(variaveis azuis luminosas), são o próximo estágio das wolf-rayet, não são?eu pesquisei um pouco, mas não achei muita coisa, essas gigantes me intrigam muito…

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    • eu inverti,quis dizer se a wolf-rayet é o proximo estágio da LBV.

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    • Corrigiu certo. Uma boa fonte de informação que descobri nesses dois dias em que uma forte dor de dente me tirou do ar, foi a wikipédia alemã: em muitos artigos ela chega a ser mais completa que a em Inglês :), em astronomia. Vale a pena dar uma olhada.

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    • valeu vou dar uma olhada.

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