Medicamento para emagrecer aumenta risco de doenças cardiovasculares

Publicado em 2.09.2010

Um estudo confirmou recentemente a suposição de que um medicamento para perder peso, o Meridia, pode não ser seguro para pessoas com problemas no coração. O remédio pode aumentar o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral em pessoas com sobrepeso e histórico de problemas cardíacos.

O ingrediente ativo do Meridia, sibutramina, suprime o apetite afetando os níveis de serotonina e noradrenalina, produtos químicos do cérebro. A droga deve ser receitada para pessoas com sobrepeso e obesidade, não para qualquer um que queira emagrecer.

A regulação do medicamento está sendo discutida. Os resultados da pesquisa, que incluiu 10.744 pessoas obesas ou com sobrepeso que tinham histórico de problemas no coração, diabetes ou fatores de risco como pressão alta, mostram que 4,1% e 2,6% dos participantes sob uso do medicamento tiveram um ataque cardíaco ou um derrame não fatais, respectivamente, contra 3,2% e 1,9% do grupo de controle, que tomava placebo. Isso significa que o Meridia aumenta em 28% o risco de ataque cardíaco, e em 36% o risco de derrame.

O efeito não foi o mesmo para pessoas sem histórico de problemas no coração. Também nenhum tipo de ataque cardíaco ou derrame fatais foram associados à medicação. Que o remédio pode causar problemas a pessoas com histórico de doenças cardíacas, insuficiência cardíaca e derrame já era conhecido há tempos, e desde que o medicamento foi aprovado e chegou ao mercado, possui um aviso em seu rótulo.

Porém, em 2010, depois da nova pesquisa, foi pedido que os fabricantes reforçassem esse aviso. A União Européia preferiu tirar o remédio de circulação. Os autores do estudo concordam, dizendo que a perda de peso que o medicamento proporciona (4,5% do peso inicial em um ano) não justifica seus riscos.

Segundo eles, não ficou totalmente provado que o Meridia não pode afetar o resto da população. Além disso, pessoas obesas podem ter problemas cardíacos ainda não conhecidos que podem se agravar com a ingestão do remédio.

Já outros especialistas não acreditam que seja necessário retirar de vez o medicamento do mercado, já que ele não parece ter efeito em pessoas sem problemas cardiovasculares prévios. Ainda assim, quem vai decidir isso é a Administração de Alimentos e Drogas, no dia 15 de setembro.[CNN]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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3 Comentários

  1. Sim Cesar o risco de uma pessoa obesa com “coraçao saudavel” ter um ataque cardiaco por causa de sua obesidade vai ser bem maior !!! que essa mesma pessoa tomando o medicamento, porem sempre com orientação medica e nas quantidades corretas.

    Thumb up 0
  2. E sem tomar a medicação, não aumenta também o risco de ataques cardíacos, justamente pelo fato da pessoa estar com sobrepeso ou obesidade?

    Thumb up 1
  3. tomo sibutramina a quase 2 anos sob orientação medica constante e não posso reclamar de nada do remedio

    agora que tem problemas cardiacos melhor nao arriscar

    entao acho phoda aqueles que precisam da medicaçao e tomam sobre controle e orientaçao medica nao poderem usar mais o remedio ou dificutar ao extreme a compra do mesmo por causa de meia duzia de medicos incompetentes ou pessoas que usam sem orientaçao medica ou em quantidades acima do recomendavel

    se o problema fosse no remedio ja estaria morto a muito tempo heheheh

    Thumb up 4

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