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Médico se recupera de câncer terminal graças a medicamento em desuso

Por em 29.07.2012 as 11:30

Diagnosticado com um tumor inoperável no fígado em 2005, o urologista Rami Seth, de 70 anos, recebeu a notícia de que teria apenas mais algumas semanas de vida.

“Eu queria dizer adeus a meus amigos e minha família, por isso organizei meu próprio velório”, contou Dr. Seth. “Eu disse a eles: ‘alguns de vocês irão ao meu funeral e dirão coisas muito boas sobre mim, mas eu quero ouvi-las agora’, então fizemos uma festa”.

Naquele mesmo ano, porém, seu colega de trabalho Poulam Patel sugeriu uma última alternativa: uma droga anticâncer desenvolvida na década de 1960, que se mostrou eficaz em apenas um de cada cinco pacientes. Além do índice de sucesso baixo, os efeitos colaterais intensos (sono, depressão e perda de consciência) faziam do beta interferon uma aposta arriscada. Como nada mais havia funcionado, ele aceitou o tratamento.

Durante dez meses, Dr. Seth tomou três doses semanais da droga. Como você, leitor, pode imaginar, o remédio funcionou: ele criou um tecido rígido em volta dos tumores, isolando-os e possibilitando sua remoção.

“Tem sido uma longa jornada até a recuperação, mas eu sinto que tenho muita sorte por estar aqui e tenho vivido meus dias ao máximo”, conta o médico, que teve de tratar um novo tumor em 2009, mas se recupera bem e não pretende pensar em um novo velório tão cedo.[The Telegraph]

Guilherme de Souza é jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Curte ciência, cultura japonesa, literatura, seriados, jogos de videogame e outras nerdices. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento.

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