Médicos recomendam ingestão diária de vitamina D e cálcio

Publicado em 7.12.2010

No campo da ciência, há um crescente debate sobre a ingestão diária ideal de vitamina D e cálcio pelos seres humanos. Alguns estudos indicavam que as pessoas não recebiam a quantidade suficiente desses nutrientes por dia, mas nenhum padrão tinha sido considerado oficial.

Agora, um relatório do Instituto de Medicina dos EUA atualiza suas recomendações para a ingestão diária desses dois nutrientes, escrito por um comitê de peritos, que usaram informações de mais de mil estudos publicados.

A comissão concluiu que pessoas com idades entre 1 e 70 anos não precisam de mais de 600 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia, enquanto os com mais de 70 anos podem precisar de até 800 UI. Quanto ao cálcio, as pessoas precisam ingerir entre 700 mg e 1.300 mg por dia, dependendo de sua idade.

Não há evidências suficientes para fazer recomendações para crianças menores de um ano. Como resultado, a comissão prevê apenas uma estimativa aproximada das recomendações para essa faixa etária. Recomenda-se que crianças menores de um ano obtenham 400 UI por dia de vitamina D, e de 200 a 260 mg de cálcio por dia, dependendo da sua idade. Bebês amamentados devem receber suplementos de vitamina D, já que o leite materno não contém níveis adequados de vitamina D, mas contém níveis suficientes de cálcio.

Sendo assim, contrariamente a algumas conclusões anteriores, a maioria dos americanos e canadenses está recebendo quantidade suficiente de vitamina D e cálcio por dia. Com base no relatório, demonstra-se que o número declarado de pessoas na América do Norte com deficiência de vitamina D tem sido superestimado.

Segundo a análise da comissão, o erro resulta em parte do fato de que não existia um padrão para determinar se alguém é deficiente. Na verdade, dependendo do laboratório que se realiza o teste de sangue, uma pessoa pode ouvir que tem níveis deficientes ou suficientes da vitamina.

A comissão também opinou sobre o limite de ingestão para vitamina D e cálcio. Segundo os pesquisadores, obter demasiado cálcio pode colocar as pessoas em risco de pedras nos rins, enquanto o excesso de vitamina D pode danificar o coração e os rins, e aumentar o risco de morte.

Os pesquisadores enfatizam que os limites não são algo que as pessoas deveriam se esforçar para alcançar. O limite de vitamina D para pessoas com mais de 8 anos é de 4.000 UI. Quanto ao cálcio, pessoas entre 19 e 50 anos devem limitar seu consumo a 2.500 mg por dia, e os acima de 51 devem limitar seu consumo a 2.000 mg por dia.

Como cada vez os produtores de alimentos aumentam a quantidade desses nutrientes nos seus produtos, e as pessoas frequentemente recorrem a suplementos, há uma maior probabilidade de que as pessoas estejam tomando altas doses de vitamina D e cálcio. Por isso, é necessário ser cuidadoso.

Graças a contradições entre estudos realizados até agora, ainda é difícil dizer ao certo se a população está dentro do que é considerado ideal. Enquanto estudos baseados em ingestão mostram que a maioria dos norte-americanos não adquiria suficiente vitamina D a partir de alimentos, outros estudos dizem que a maioria das pessoas tem quantidade suficiente de vitamina D no sangue.

Para os pesquisadores da comissão, a peça que faltava nesse quebra-cabeça é o sol, já que a luz solar desencadeia a produção de vitamina D a partir de outros compostos no corpo. O relatório indica que, para muitas pessoas, o sol é um importante contribuinte para os níveis de vitamina D no corpo.

No entanto, houve um lado negativo mostrado no relatório. Os pesquisadores descobriram que as meninas com idades entre 9 e 18 anos estão em risco de não obter cálcio suficiente, e que os idosos erram o alvo para ambas as recomendações de vitamina D e cálcio. As pessoas nesses grupos podem precisar aumentar a sua ingestão de vitamina D e cálcio através de alimentos, ou possivelmente de um suplemento.

Por enquanto, as recomendações são feitas principalmente com a saúde óssea em mente. Segundo o comitê, embora estudos tenham mostrado que a vitamina D tem uma série de benefícios para a saúde, incluindo proteção contra diabetes, doenças cardíacas e câncer, as provas são inconsistentes e inconclusivas. Mais pesquisas são necessárias para determinar se estes nutrientes têm outras vantagens para a saúde, antes que seja feita uma recomendação oficial.

As novas recomendações do Instituto de Medicina vêm em três formas: a necessidade média estimada (NME), a recomendação de quantidade tolerada na dieta (RTD), e o consumo de nível superior.

A NME será útil para avaliar a ingestão de grandes grupos de pessoas, tais como a definição do padrão de alimentação na merenda escolar. A RTD é mais apropriada para a consideração das pessoas, e pode ser usada para recomendações médicas a pacientes. [LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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1 comentário

  1. tomei cálcio por quase dois anos. Parei porque surgiram bolinhas no seio, benignas, mas em decorrência do uso de cálcio. Será. O médico disse que sim. Faço exercícios físicos e ando na esteira diariamente. O exame de cálcio, pelo sangue mostra ótimo.

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