Terra pode se chocar com meteoro muito antes do previsto

Publicado em 30.06.2008

Meteoro se chocando com a terra, impacto - HypeScience.com

Uma pesquisa aérea feita em 1938 revelou o epicentro através do ângulo pelo qual as árvores haviam sido derrubadas. Uma área de 50 km de diâmetro ainda se mostrava devastada, com um formato de borboleta.

As árvores no epicentro foram carbonizadas e ficaram sem galhos ou casca, mas permaneceram em pé, que levou a cunhá-las como os “pólos telegráficos”.

Alguns pesquisadores pensam que um cometa teria sido muito frágil para haver causado o evento, e por isso um asteróide é o candidato mais plausível. Mas outros pensam que alguns cometas podem possuir partes de material mais resistente que sobreviveria a um mergulho na atmosfera terrestre.

Mas a ausência de quaisquer crateras conectadas ao evento de Tunguska deixaram a porta aberta para algumas teorias alternativas ao meteorito. Um bloco de antimatéria, o impacto de um buraco negro e, inevitavelmente, uma nave alienígena foram propostas como possíveis causas da explosão.

Mas, apenas no ano passado, pesquisadores sugeriram que o lago Cheko, que não apareceu em nenhum mapa da região antes de 1908, seja o epicentro real do impactante quando mergulhou na Terra. Sinais de radar indicam que há um objeto denso 10 m sob o lago e planejam investigar a área em uma expedição no próximo ano. Há sugestões de que podem haver caído dois objetos separados que explodiram na atmosfera cem anos atrás.

Meteoro se chocando com a terra, impacto - HypeScience.com
Pesquisadores espanhóis irão estudar o lago Cheko e procurar por amostras de meteorito para determinar se ele foi realmente o epicentro da explosão.

Estima-se que um asteróide de 1 km de diâmetro se choca contra a Terra a cada 100 mil anos. Rochas espaciais de cerca de 10 m de diâmetro se chocam com a Terra a cada 3 mil anos. Planeta gêmeo da Terra certamente existe

Mas alguns pesquisadores suspeitam que a freqüência seja maior do que esta. Mark Bailey investigou um evento conhecido como o “Tunguska brasileiro”. Esse evento pouco conhecido foi aparentemente causado por três grandes meteoritos que caíram na floresta amazônica. O fogo causado continuou por semanas ininterruptamente e despovoou centenas de quilômetros de selva.

Em junho de 2002 satélites militares estado-unidenses detectaram uma explosão equivalente a 12 quilotons. O evento foi atribuído a um asteróide que não foi detectado durante sua aproximação ao nosso planeta e se projetou através da atmosfera. Continua…

Autor: Cezar Ribas

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