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Microchips nas árvores da Amazônia devem dificultar desmatamento

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Por em 17.10.2010 as 17:17

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Não é novidade que o Brasil enfrenta problemas com o desmatamento. A floresta amazônica, um dos lugares com maior taxa de desmatamento no país, tem milhares de quilômetros quadrados de árvores e é um dos pontos principais de biodiversidade do mundo.

Mais e mais árvores na Amazônia estão sendo cortadas a cada ano, e o desmatamento só tem aumentado. Esta tendência torna o Brasil uma das maiores fontes mundial de gases do efeito estufa, e coloca o país sob pressão internacional para diminuir esse desmatamento.

Agora, um novo sistema de microchips pode ser útil no combate ao desmatamento. Os proprietários de terra serão capazes de obter dados como quem cortou cada árvore, bem como a localização da árvore e o seu tamanho. Os chips contêm informações importantes que dizem aos compradores de madeira onde a árvore foi cortada, qual serraria processou e vendeu a madeira, etc.

A Ação Verde é a organização que está supervisionando o projeto-piloto. O grupo pretende reduzir o desmatamento implantando ideias como os microchips e a certificação de madeira.

O engenheiro florestal Paulo Borges, que faz parte da organização, foi quem desenvolveu o sistema. Os chips estão ligados a uma base de árvores, e os dados relativos à árvore podem ser recuperados com um dispositivo. Há muitos fornecedores que dizem que a sua madeira é proveniente de florestas sustentáveis, e o chip é uma maneira de provar se isso aconteceu mesmo, ou não.

Para evitar o desmatamento ilegal e o corte-e-queima de madeira, os proprietários de terra estão se tornando mais preocupados quanto ao local de onde vem a madeira que eles compram. Eles também querem proteger as árvores que estão em suas terras. Tudo isso vai se tornar possível se o sistema de microchips funcionar.

A Ação Verde acredita que os chips podem impedir a prática ilegal de extração de madeira e, com isso, evitar a criação de documentos falsos de certificação para a madeira. Se houver fraude entre o proprietário da floresta e da fábrica, o microchip seria de grande ajuda para esclarecer o que aconteceu, e tomar medidas contra a ação criminosa. [DailyTech]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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5 comentários

  1. muito interessante o projeto, parabéns. houve avanços de 2010 para cá?

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  2. Alexandre /

    O problema é que sempre vamos cair no mesmo problema crítico: Obter o comprometimento das partes envolvidas.
    O pior é que o desmatamento e tráfico de madeira gera muitos lucros aos marginais e, como todos sabemos, onde há dinheiro a ética geralmente é deixada em segundo plano =(

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  3. parabéns pela iniciativa só acho que esse sistema devia funcionar em todos os municipios pois todos os lugares as madeireiras fazem essa pratica ilicita.
    gostaria de saber onde esse sistema funciona ou seja quais os locais onde ele está implantado?

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  4. muito bem parabens as arvores serasera que vai funçionar eu estou torçendo para ver

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  5. Alexandre Henrique /

    A ideia é realmente muito boa, se for pra frente e for possível obter essas informações, será de grande ajuda para nossa floresta e meio ambiente.

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