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Milhares de pessoas ainda recebem terapia de eletrochoque

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Por em 1.06.2011 as 21:12

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Tendo em vista que o misterioso cérebro não é todo conhecido, a eletroconvulsoterapia – ou terapia de choque – é vista como o último recurso de tratamento para os doentes mentais. Sendo assim, por bizarro que pareça, cerca de 100 mil pessoas procuram o tratamento a cada ano. Uma delas é bem conhecida do público.

A atriz Carrie Fisher, que interpretou a Princesa Leia de Star Wars, revelou à apresentadora de talk show Oprah Winfrey receber tratamento de eletrochoque para lidar com seu transtorno bipolar. A decisão drástica muitas vezes é tomada quando apenas pílulas e coqueteis de medicamentos não produzem mais efeito.

David*, 40 anos, é proprietário de uma pequena empresa em San Francisco, EUA, e passou cerca de 10 anos de sua vida lutando contra o que ele chama de “depressão quebra-osso”. Ele já tentou entre 50 e 55 combinações de até dez drogas psiquiátricas diferentes.

David foi diagnosticado com depressão crônica. “Às vezes, minha depressão chegava ao ponto em que eu me sentia quase um psicopata”, lembra.

Ele procurou o tratamento de choque em 2006, alegando estar desesperado por socorro. Depois de quatro sessões, David relata que houve resultados positivos. A depressão crônica passou. Ele se sentia contente e, pela primeira vez em muitos anos, tinha paz de espírito.

“Eu mudei da água pro vinho, me senti uma nova pessoa”, comemora. “Foi um sucesso retumbante, acredito que a terapia reestruturou o meu cérebro para melhor”, defende.

David relata uma perda de memória leve, o que não é incomum segundo médicos especialistas no assunto. Normalmente, a perda de memória é mínima e quase sempre temporária.

A atriz que interpretou a Princesa Leia até faz piada sobre sua perda de memória em seu blog. Ela conta que sua mensagem na secretária eletrônica pede a quem liga que se identifique claramente caso ela se esqueça de quem a pessoa é por causa do tratamento.[Gizmodo]

*Nome fictício para proteger o anonimato do entrevistado.

Bruno Calzavara é estudante do 4o ano de Jornalismo na Universidade Federal do Parana, mas não vai se formar neste ano. Está fazendo intercâmbio na Universidade de Pisa, na Itália. Volta em agosto. Já trabalhou em vários campos jornalísticos e agora lida com o mundo fascinante dos textos científicos de HypeScience. É dono de um blog de viagem.

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2 comentários

  1. Fabiano /

    Muitos desconhecem mas a Eletroconvulsoterapia ou ECT é a melhor saida para muitos transtornos mentais e nao deveria ser vista com despreso pelas pessoas

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  2. morpheu /

    okaspokkpsa,,muito bom, tem que ser mesmo na marra… uiaaaaaa

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