O mito da falta de água no mundo

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em 23.06.2008 as 20:50 e atualizado em 25.06.2008 as 1:16

As pessoas podem viver com o aquecimento global, mas ninguém consegue viver sem água. Nos últimos anos a mídia freqüentemente veicula que no futuro faltará água para todos e esse precioso elemento natural levará, inclusive, a guerras entre as nações.

Água - HypeScience Magazine

Além de precisarmos de água para beber e para cultivar nossa comida e nossos animais (nossa comida, novamente) praticamente toda indústria depende dela. Uma pesquisa feita nos EUA descobriu que são necessários quase 5 mil litros de água para “colher” um simples hambúrguer (levando em conta a quantidade de água necessária para irrigar o pasto do gado). A principal fonte de eletricidade no Brasil também depende da água.

A demanda dispara

As reportagens que falam do terrível futuro sem água costumam divulgar algumas estatísticas que dizem:

  • Que a demanda de água triplicou apenas nos últimos 50 anos, enquanto os níveis de água caem em muitos dos países mais populosos.
  • Muitos dos maiores rios do mundo perderam muito seu volume e alguns secaram completamente.
  • Os lagos do planeta estão desaparecendo em taxas alarmantes: o Mar de Aral, por exemplo, está com menos de um quarto do seu tamanho original.

É verdade que isso é causa para alarme, mas para entender o problema é necessário ler além das manchetes para entender este pequeno fato: Não há falta de água.

Nosso planeta não está ficando sem água e também não está perdendo água. Há cerca de 1.362 quintilhões de litros de água no planeta e ela não está indo para lugar nenhum, mas sim, circulando. O ciclo hidrológico da Terra é um sistema fechado, e o processo é mais velho que o próprio tempo: evaporação, condensação, precipitação, infiltração e assim por diante. Em realidade há mais água em forma líquida no planeta do que havia algumas décadas atrás, devido em parte ao aquecimento global e o derretimento das calotas polares. Continua…

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15 Comentários »

  1. É verdade tudo o que se apresenta neste artigo, porém a questão da falta de água global não pode ser vista apenas pela quantidade total em circulação mas também pela quantidade de água potável, água própria para consumo disponível. É bem verdade que dentro de cinquenta ou mesmo cem anos possa existir muita água, mas é necessária que ele seja própria para consumo. O disperdicio de água calcula-se pelo custo benefício. Em suma, trata-se da escassez de água do ponto de vista económico: “o que poderia ser feito se tivesse água aqui e agora e não posso fazer devido a sua ausência!” Se deixo a torneira pingando é claro que para o ambiente pouco ou nada importa (no sentido apresentado pelo artigo), mas há de sair caro quando for necessária para consumo e não haver. Daí a escasséz e necessidade de poupança.

  2. Acho interessante corrigir o trecho “…costumava chover a mil anos atrás ” para
    “…costumava chover há mil anos atrás”

  3. O que está matéria não deixou claro, é como irá explicar o aumento na produção agrícola para atender a demanda do crescimento populacional que é exponencial.

  4. Gostei do artigo, e de sua apresentação. Bom, quanto maior a oferta, maior a demanda, sempre foi assim. Imagine, há milhares de anos não havia tanta gente no mundo quanto existe hoje, principalmente tão localizada. Assim como aprimoramos nossa tecnologia para melhor distribuir e produzir alimentos, teremos que melhorar nossa tecnologia para distribuição e manutenção da água que nós consuimos. A água é perfeitamente renovável, e nós não deveríamos estar tão neuróticos com o visível “desaparecimento” dela. Muito bom!

  5. Gostei do artigo porque mostra o ” outro lado da moeda” e nos tranquiliza quanto a tão propalada escassez. Com isso, não vamos deixar a torneira pingando só porque a água é reciclável. Mas valeu pelo alento e principalmente pelo tom ameno e nada apocalíptico a que estamos acostumados quando o assunto é água. Parabéns! que venham outros artigos que levante nosso moral de humanos que se esforçam para conviver mehor no nosso Planeta.

  6. Artigo: O mito da falta de água no mundo.

    Nos desculpe o autor do artigo supra, Sr. Benjamin Radford, mas a exposição deixa muitos tópicos importantes neste contexto sem a devida análise ou exposição. Vejamos apenas alguns:

    Embora tenhamos no planeta Terra uma considerável massa de água, temos que lembrar que nosso planeta caminha incessantemente pelo espaço sideral, e deve existir assim e na condição da água como gás difuso na atmosfera, alguma perda que e mesma pequena, porém de forma constante em um certo momento isto irá pesar no balanço mássico de água existente. Esta perda está diretamente associada à perda também dos gases que compõem a atmosfera terrestre ao espaço. Quanto maior a temperatura do meio ambiente, maior esta perda, e estamos em um ciclo de aumento de temperatura terrestre, motivado por muitos fatores e que julgo o mais importante o ciclo glacial que se concretiza a cada catorze mil anos.

    Olhemos ainda nosso planeta vizinho Marte, que e segundo estudos havidos já possuiu água e que agora esta somente existe em pequenas quantidades nos pólos, na condição de gelo pela perda total de gases da atmosfera. Olhemos ainda que a Terra se situa mais próxima do Sol do que Marte, sendo o Sol uma estrela e média grandeza que mais cedo ou mais tarde se transformará em uma anã branca, ou seja, a tendência seria aumentar seu diâmetro em condições consideráveis e com possibilidades de emborcar os três ou quatros primeiros planetas orbitais.

    Quando se fala em falta de água no mundo, não se quer dizer necessariamente de toda a água que existe. E ao contrário do que se expõe, ela é finita na condição de insumo ou bem. Fala-se sim, da água disponível e na condição de água doce potável ou que esteja na condição de tratamento possível econômico para a potabilidade e uso.

    Hoje somos mais de 6,5 bilhões de homens vivendo na superfície do planeta, com inúmeras necessidades, a maioria na dependência de utilização de água. Os meios estatísticos expõem ainda que em cerca de meio século, poderemos ter o dobro de homens vivendo em nosso planeta. Maior necessidade de agricultura, de criação de animais em regime integrado e fechado para produzir alimentos, e assim vai.

    Perguntamos: na condição que conhecemos as condições de uso e de possível reciclagem de água teremos todos nós no futuro, condições de usufruir água como o fazemos hoje?

    Julgo assim, que a possível falta de água no mundo, não é um mito. Mas uma realidade bem possível.

  7. O problema é que estamos equivocados, não é a quantidade, mas a qualidade da água que disponibilizaremos para o consumo humano.É inegável que no rio Tietê, ainda há água, mas por ventura alguém arricaria bebê-la? No planeta,todos os dias, morrem milhares de pessoas pelo uso e consumo indevido de águas poluídas, altamente contaminadas,tóxicas. A sede de um será a de todos, se não pela água num primeiro momento, mas pela equidade no uso dos recursos vitais para nossa espécie.

  8. Eu já havia pensado isso há tempos atrás, sempre estranhei essa idéia de “desperdicio de água” ou falta dela, se ela vai acabar evaporando. Gostei da matéria.

  9. Me parece que a “falta d’água” é semelhante à falta de alimentos. Na verdade eles existem, mas também existem pessoas que não podem comprá-los. O que está acabando é a água “di grátis”, ou seja, a água barata. Vamos precisar de investimentos para tornar aquela água do ciclo da água potável novamente (tirar todos os venenos e contaminantes que vão parar nos rios e lagos).

    @Sidinei: Esse é o argumento neomalthusiano. Na verdade, a produção agrícola tem aumentado a produtividade, de forma que um mesmo hectare de terra que no século XVII alimentava uma família agora alimenta dezenas delas. Claro que isso tem um limite, mas não creio que estejamos perto dele (até porque as modernas técnicas agrícolas não estão igualmente aplicadas nas terras férteis do planeta). O que preocupa mesmo é a quantidade de água que a agricultura consome. É a maior parte. E geralmente a água servida contém agrotóxicos, que vamos ter que processar de alguma forma.

    @Richard: A Terra é bem maior que Marte e, portanto, tem mais gravidade. O atrito com o gás interplanetário é irrisório e portanto estamos seguros por mais 1 bilhão de anos. Você tem razão quanto à fase gigante vermelha, quando a superfície do sol chegará perto da órbita da Terra (na verdade vai excedê-la, mas como terá menos massa e menos atração gravitacional, a órbita de nossa pedra favorita vai ficar maior) e a radiação vai evaporar tudo o que estiver sobre a crosta. Aí vai faltar água mesmo.

  10. Gostei da matéria.Eu, como cético, ja tinha refletido sobre isso anteriormente e cheguei à mesma conclusão:nós não vamos morrer secos como dizem muitos cientistas(sensacionalistas!) e seus documentos superestimados.Não vai faltar água para o nosso consumo como é alarmado pela imprensa em geral. Quem vai sofrer mais com a falta de água são os países pobres, não pela falta da mesma, mas sim por sua má utilização;ao invés de recebe-la através de um sistema de distribuição encanado, vão ter (como ja fazem hoje) de retira-la de um poço, onde hà poucos metros dali há um grande uso de agrotóxicos ou então algum animal sarnento defecando por perto! A chave é usa-la de maneira mais adequada. Um abraço e continuem fazendo matérias como esta é isso que queremos ver.

  11. Se é verdade que:
    “O ciclo hidrológico da Terra é um sistema fechado, e o processo é mais velho que o próprio tempo: evaporação, condensação, precipitação, infiltração e assim por diante. Em realidade há mais água em forma líquida no planeta do que havia algumas décadas atrás, devido em parte ao aquecimento global e o derretimento das calotas polares”
    Gostaria de saber:
    - Que tipo de benefíciio isto trás para a humanidade, uma vez q. a água está desaparecendo em locais mais longínquos(onde o homem poderia viver tranquilamente) e se concentrando em locais mais populosos, ou simplismente nos oceanos, onde é impossível, ao homem, de habitar.
    - Como fica a influência da poluição nesta questão de “sistema fechado”, uma vez q. em cada uma das etapas:evaporação, condensação, precipitação, infiltração e assim por diante, a mistura com poluentes é cada vez maior?????

  12. Gostei da Materia

    simples, objtiva e resoluta

    tenho acompanhado o trabalho destes “ecologistas”, maus informados

    contra a tecnologia e as soluções que a inteligência humana, depois que a igreja liberou, vem arrumando para nosso bem estar.

    Interessante que esta turma da ecologia só fala…..deveriam plantar agumas arvorezinhas….a natureza agradeceria

    Na verdade é um bando de atrazados contra tudo e todos aqueles que
    lutam pelo melhor….

  13. Adoro o formato e as informações deste site, O mito da falta dàgua por exemplo, é maravilhoso, pois pra mim mostra bem o que a maioria dos maus intencionados querem quando não esclarecem de forma inteligente as reais consequências do aquecimento global e como conte-lo.
    Parabéns!!!!!!

  14. Vejam “48- Provas de que as variações climáticas da Terra são cíclicas”
    No meu Ateusbr ou em
    http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=31436

  15. Creio que a matéria realiza um “sensacionalismo às avessas”. Julga-se a mídia por ser sensacionalista, entretanto não percebem que as informações passadas são muitas vezes necessárias, pois só assim a população se concientizará da importancia da água para o ser humano.

    Concordo com muitas informações transmitidas, apesar disto creio que a falta de água é um assunto muito mais complexo do que foi exposto. Devemos nos preocupar sim com o desperdício de água. A água que sai da torneira que está pingando (como diz o texto), entra em um sistema diferente do “sistema fechado do ciclo da água.” Quando esta água cai pelo ralo ela se mistura com outros compostos que acabam por produzir um efeito sinérgico, que muitas vezes é irreversível, como por exemplo a indústria têxtil que adiciona corantes que são solubilizados e muito persistentes, sendo de difícil remoção.

    Se existe tanta água disponível assim, por que temos que recorrer ao aqüífero quarani ???

    Apesar dos fatos mencionados por mim, achei as informações do artigo bem relevantes e gostaria de dizer que não sou a favor do sensacionalismo da mídia.

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