Montanha-russa Eutanásia: o último passeio da sua vida

Publicado em 4.03.2012

Se você andar nessa montanha-russa, será sua condenação à morte. A invenção do engenheiro lituano Julijonas Urbonas, a “Euthanasia Coaster”, nunca foi criada, mas poderia ser realidade.

Por enquanto, só existe um protótipo desse passeio de diversões com a emoção final: a própria morte.

Eutanásia é a prática na qual você pode decidir pelo fim de sua vida (se você for um doente terminal, por exemplo) de maneira controlada e assistida. Sim, se montar nessa montanha-russa, você morre.

E o que poderia ser mais assustador do que isso – um passeio que dura 3 minutos, os dois primeiros dos quais são gastos lentamente subindo uma ladeira muito íngreme. Uma vez no topo, você ainda tem uma chance de fazer a decisão final de sua vida: viver ou morrer.

Se escolher a última opção, você cairá em alta velocidade e, em seguida, viajará através de uma rápida sucessão de loops.
O movimento de rotação cria uma força centrífuga que faz com que todo o sangue corra para longe do cérebro, e oxigênio insuficiente acabaria por levar à morte.

O inventor passou sua infância trabalhando em parques de diversões. Ele diz que seu projeto faz parte de um campo de estudo chamado Estética Gravitacional. A ideia por trás desta montanha-russa é “tirar a vida de uma pessoa humanamente, com elegância e euforia”.

A pessoa seria levada por uma série de experiências únicas que vão da euforia à emoção, visão em túnel e, em seguida, perda de consciência, antes de finalmente sucumbir às garras da morte.

Embora alguns possam considerar essa a melhor forma de ir, organizações antieutanásia dizem que a montanha-russa, se implementada, poderiam ser facilmente abusada. De acordo com Peter Saunders, “pessoas vulneráveis – enfermos, idosos, deficientes ou depressivos – poderiam se sentir sob pressão, seja real ou imaginária, para pedir uma morte precoce”.

Curiosamente, existem maneiras de “hackear” o sistema e “enganar a morte” com essa montanha-russa. Se acontecer de você ser tetraplégico, seu corpo não tem volume nos membros inferiores para acumular sangue, e, portanto, você poderia terminar sobrevivente.

Alternativamente, se você estiver usando um traje antigravidade, a emoção do passeio pode ser experimentada sem a necessidade de ser a última de sua vida. Mesmo assim, acho que não arriscaria. E você?[OddityCentral]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 25 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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18 Comentários

  1. Sim, Sim, Sim, Sim. Se eu estivese com o trage antigravitaçional, afinal se fosse bom ter essa esperiencia eu iria quer ir de novo.

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  2. Engenheiros, por isso vou ser um! Já pensei em ser médico, mas médico quando erra só mata uma pessoa…
    Claro que eu aceito, quer ir junto?

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  3. Eu quero me matar mas não tenho coragem de dar um tiro ou tomar veneno… Vai que falha e fico com sequelas… Mas com este método meu problema estaria resolvido, pena que ele não vai existir…

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    • Não vai. Não vou deixar isso acontecer. Ok “sistema” xD vcs foram dominados será ?!!!!!

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    • Não, acho que colocar você lá seria melhor, não se deve tirar a vida de alguém que traz inovações a humanidade.

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  4. Me fez lembrar da anedota onde no tempo da colonização ao tentar acelerar o passo nas expedições bandeirantes, os índios deitados, para descansar, respondiam ao pedido apressado dos bandeirantes de seguir a caminhada dizendo: “Já caminhamos rápido demais, agora temos que esperar nossas almas nos alcançarem antes de prosseguir”.
    Imaginei ele em uma montanha dessas!!!
    Seria Brasília uma montanha russa? Melhor seria se fosse Roleta Russa.

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  5. Nem sendo tetraplégico, nem com traje antigravidade, nem com nada!!! Obrigado vou muito bem!!

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  6. Corrigindo o texto, força centrífuga é apenas uma força fictícia, o que ocorre é que o corpo tende a manter o estado de movimento, inércia.

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    • Esquece esta história de “força fictícia”. A força centrífuga é uma força que aparece em sistemas inerciais, dependendo do teu referencial, por isto é melhor chamar de “força inercial” do que de “força fictícia”. Acontece o mesmo para a Força Coriolis, que também é uma força que aparece em referenciais inerciais, mas fora deles ela não existe…

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    • Não há nenhum problema no termo “força fictícia”, e um observador na montanha russa está num referencial NÃO-inercial, por isso ele “enxerga” essa força fictícia.

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