Motor espacial “impossível” passa pelo teste da revisão por pares

Publicado em 23.11.2016

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Boas notícias para os entusiastas do motor impossível, ou EmDrive: um novo estudo da NASA que sugere que o mecanismo pode realmente funcionar passou pelo processo de revisão por pares.

Isso significa que vários cientistas analisaram a experiência, e a consideram válida.

No entanto, não devemos nos empolgar ainda – a nova pesquisa é apenas um teste de laboratório, e não prova que o EmDrive definitivamente funciona. Por exemplo, a NASA não pode descartar todas as fontes de erro experimental.

Dito isso, a publicação revisada por pares é a mais recente de uma série de etapas que indicam que a tecnologia pode ser mais do que apenas um sonho de ficção científica.

EmDrive

O desenvolvimento do EmDrive foi iniciado pelo cientista britânico Roger Shawyer há cerca de 15 anos. O motor trabalha colidindo micro-ondas dentro de uma câmara, e não requer nenhum propulsor. Logo, poderia inaugurar uma nova era de voos espaciais mais rápidos e eficientes.

O novo estudo foi conduzido pelo físico Harold “Sonny” White, do Centro Espacial Johnson, da NASA. Ele descobriu que o EmDrive gera pequenas quantidades de empuxo no laboratório.

O EmDrive foi apelidado de “motor impossível” porque não deveria funcionar, segundo a Terceira Lei de Newton – para cada ação, há uma reação igual e oposta. Como o EmDrive não requer propulsor (não “explode” nada de sua parte traseira), como ele produz empuxo (a reação igual e oposta) ainda é um mistério. [Space]

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Natasha Romanzoti

é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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2 Comentários

    • Quem fez as contas disse que não dá para fazer viagens interestelares.

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