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Novo sistema pode “tirar” água de diesel

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Por em 8.05.2011 as 12:53

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Uma nova tecnologia de captação de água potável a partir de exaustão diesel pode ajudar militares envolvidos em conflitos por todo o mundo, dando-lhes mais agilidade e mobilidade.

O trabalho militar exige um fluxo contínuo de água (até cerca de 27 litros por dia) para saciar a sede, preparar refeições saudáveis e manter a higiene. Porém, especialistas afirmam que o abastecimento de água aos soldados aumenta a vulnerabilidade dos militares e limita o uso tático das tropas de campo.

Agora, pesquisadores sugerem que o combustível que os militares usam para executar seus tanques, jipes, geradores e outras máquinas pode se transformar em água. Quando o combustível é queimado, ele é oxidado, portanto produz dióxido de carbono e água.

Teoricamente, um litro de diesel deve produzir um litro de água. Nem toda essa água é recuperável, mas com o novo sistema desenhado pela equipe, entre 65 e 85% dela deve ser aproveitável. Considerando o tanto de combustível que os militares usam, seria uma contribuição significativa para a questão da água.

Por exemplo, um Humvee (veículo militar), com uma capacidade de cerca de 95 litros, pode fornecer água suficiente para cerca de três soldados por tanque de combustível queimado.

O sistema em desenvolvimento baseia-se no processo conhecido como condensação capilar, que se contrasta com a condensação termodinâmica (o resfriamento do ar para que a água “caía” dele).

O sistema é como um tubo de aço oco, com paredes porosas. Condensa a água por capilaridade nos poros. A água líquida é constantemente aspirada para fora do tubo, permitindo que mais água seja condensada dos gases de escape que passam pelo centro do tubo.

A captura de água dessa forma reduz os contaminantes em cerca de 100 vezes, porque você está condensando-a em minúsculos poros, e deslocando-a continuamente. Como resultado, o tempo de contato entre os gases solúveis e a água é eliminado.

Segundo os pesquisadores, este sistema é uma melhoria de uma tecnologia mais antiga, uma proposta de converter a água do diesel baseada na condensação termodinâmica, pesada, volumosa e consumidora de muita energia.

O sistema ainda não é considerado implantável nos EUA. O laboratório adiou seu desenvolvimento em larga escala para os próximos anos; o orçamento necessário para isso é de quase 10 milhões de reais.

O papo militar é de fato interessante, mas se o sistema realmente pode trabalhar em escala real, poderia ser uma solução para o problema da escassez de água iminente? O que você acha? [MSN]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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6 comentários

  1. miquéias charles /

    Infelizmente é verdade;Só desenvolvem altas tecnologias no período de guerras…

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  2. SabiodeBrinks /

    A cada guerra, um passo gigante na tecnologia é feita

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    • SENAM /

      Pela tua afirmação,Vamos Viver em guerra por que isso traz desenvolvimento. Triste, muito triste

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  3. Marte /

    “Porém, especialistas afirmam que o abastecimento de água aos soldados aumenta a vulnerabilidade dos militares e limita o uso tático das tropas de campo.”

    O combustível, então, é mais importante que a água para os soldados?

    Asterix estava certo: esses romanos são loucos.

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  4. sabio /

    Melhor acabar com as guerras,assim não precisaria sustentar militares.

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  5. De novidade para mim, somente a informação de que um homem em campo de batalha consome 27 litros de água por dia.
    Nos parece extremamente pouco, uma vez que o índice mediano mundial é de cerca de 145 litros por dia por individuo.
    Queima de combustível fóssil não gera somente água e gás carbônico, mas sim uma quantidade apreciável de sub-derivados, alguns com efeitos colaterais para o homem com oclusão ou dissolução certa nesta água produzida, o pirobenzeno, por exemplo e que é considerado potencialmente carcinogênico.
    Separar isto tudo pelo processo de condensação por capilariedade, não nos parece ser possível. Terá que existir um processo complementar até que esta água possa ser considerada de potabilidade.

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