Novo tratamento utiliza laser para tratar epilepsia

Publicado em 20.06.2012

Doença misteriosa, que se manifesta quando menos se espera, a epilepsia atinge cerca de 1% da população mundial, segundo a ONU. Os sintomas (convulsões e perda de consciência) são normalmente controlados com medicamentos. O problema é que em cerca de 30% dos casos, nem isso é suficiente.

Para essas pessoas, que até pouco tempo atrás tinham de passar por cirurgias bastante invasivas, surge uma alternativa extremamente bem-vinda: o tratamento a laser.

Recentemente, uma equipe de médicos do Arizona (EUA) usou o método para tratar um paciente de 48 anos. O procedimento foi um sucesso, e o homem teve alta no dia seguinte.

Funciona assim: os cirurgiões introduzem no crânio do paciente um emissor de laser extremamente fino. Usando Ressonância Magnética por Imagem (RMI), eles identificam as áreas lesionadas do cérebro responsáveis pelos sintomas e as destroem com o laser.

Segundo o neurologista David M. Labiner, que participou da cirurgia, os efeitos são imediatos. “Quando as lesões são destruídas, as convulsões cessam”, destaca.

Esse tipo de procedimento foi usado para tratar epilepsia pela primeira vez em 2010. Porém, já é usado há mais de uma década no tratamento de tumores cerebrais. Desde então, médicos e pesquisadores de diversas instituições procuram torná-lo cada vez mais comum.[Medical Xpress]

Autor: Guilherme de Souza

É jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Curte ciência, cultura japonesa, literatura, seriados, jogos de videogame e outras nerdices. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento.

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