O buraco negro da Via Láctea está cuspindo projéteis do tamanho de planetas

Publicado em 9.01.2017

A cada poucos milhares de anos, uma estrela azarada chega muito perto do buraco negro no centro da Via Láctea, e sua poderosa gravidade a destrói, liberando gás pelo universo.

Antes, pensávamos que este era o fim da história. Mas não é.

Uma nova pesquisa mostra que, não só o gás pode se reunir em objetos de tamanho planetário, como esses objetos então são lançados por toda a galáxia.

“Uma única estrela triturada pode formar centenas desses objetos de massa planetária e nos perguntamos: onde eles acabam? Quão perto chegam de nós?”, disse a principal autora do estudo, Eden Girma, da Universidade de Harvard, nos EUA.

Projéteis

Os pesquisadores desenvolveram um código de computador para responder a essas perguntas.

Os cálculos indicam que o mais próximo desses objetos de massa planetária pode estar dentro de algumas centenas de anos-luz da Terra, e teria um peso em algum lugar entre Netuno e vários Júpiteres.

Eles não são brilhantes o suficiente para terem sido detectados por pesquisas anteriores, mas podem ser vistos por instrumentos futuros, como o Grande Telescópio de Pesquisa Sinóptica e o Telescópio Espacial James Webb.

Falsos planetas

A grande maioria dos objetos de massa planetária – 95% – sairá de nossa galáxia devido a suas grandes velocidades de cerca de 10.000 km/s. Como a maioria das outras galáxias também têm buracos negros gigantes em seus núcleos, é provável que o mesmo processo esteja em ação neles.

“Outras galáxias como Andrômeda estão atirando esses objetos em nós o tempo todo”, explica o coautor da pesquisa, James Guillochon, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, nos EUA.

Embora possam ser de tamanho planetário, esses objetos seriam muito diferentes de um planeta típico. Eles são literalmente feitos de estrelas e suas composições podem variar.

Eles também se formam muito mais rapidamente do que um planeta normal. Demora apenas um dia para o buraco negro destruir a estrela, e cerca de um ano para os fragmentos resultantes formarem esses objetos. Em contraste, são necessários milhões de anos para criar um planeta como Júpiter a partir do zero.

Detecção

Uma vez lançados, levaria cerca de um milhão de anos para um desses objetos alcançarem a vizinhança da Terra.

O desafio será diferenciá-los dos planetas “errantes” criados durante o processo mais mundano de formação de estrelas e planetas.

“Apenas um dos mil planetas errantes será um desses bichinhos de segunda geração”, afirma Girma. [Phys]

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Natasha Romanzoti

é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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2 Comentários

    • Não tem como um texto tão vago estar errado. Ou certo.

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