Ser gay é escolha ou genética?

Entre 2% e 6% da população mundial se identifica como predominantemente atraída por pessoas do mesmo sexo. Há muitas hipóteses sociais e políticas para explicar por que isso acontece, mas o que a ciência diz sobre isso?

A existência de um gene para a homossexualidade é possível? Se este gene existir, isso significa que todos temos o gene gay, mesmo que ele não se manifeste?

Nos anos 1990, dois estudos usando o projeto genoma concluíram que homens gays têm um número maior de parentes homossexuais do que homens heterossexuais. Outra conclusão foi que irmãos homossexuais têm ligações semelhantes no cromossomo X, mostrando que é possível que a genética esteja envolvida nisso.

Um estudo mais recente incluindo 409 irmãos gays também encontrou ligações em uma região específica do cromossomo X marcada como Xq28 e em outra região do cromossomo 8.

Mas se há um ou mais genes da homossexualidade, como eles são passados adiante se 80% dos casais homossexuais não têm filhos? Esses genes não desapareceriam ao longo do tempo?

Um estudo recente da Universidade da Califórnia propõe que todo mundo teria um gene gay mas ele só se manifestaria se um grupo metil se ligasse a regiões específicas do DNA. Nesse estudo, os pesquisadores analisaram gêmeos homo e heterossexuais e observaram que padrões específicos de metilação estavam relacionados à orientação sexual. Com essas informações, eles criaram um modelo que poderia prever com 70% de chance de acerto a sexualidade de homens.

Esse tipo de pesquisa, porém, pode ter consequências cruéis para comunidades LGBTQs nos 73 países em que é proibido ser gay e há pena de morte para essas pessoas, como Sudão, Arábia Saudita, Irã e Iêmen. Caso algum dia seja possível declarar alguém homossexual através da simples análise de DNA, essas pessoas podem sofrer ainda maior violência. [Science Alert]

Confira no vídeo do pessoal do AsapSCIENCE – ¬que tem opção de legenda em português – outros estudos e possíveis vantagens para a comunidade humana em geral que poderia explicar a existência de pessoas LGBTQs.

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