O Mar Morto não é tão morto assim

Publicado em 29.09.2011

Pelo nome você já cria uma imagem – Mar Morto. Águas turvas, paradas e, principalmente, sem vida.

Errado. Pela primeira vez, os pesquisadores enviaram uma expedição de mergulho ao Mar Morto, e para surpresa de muitos, ele está vivinho. Lá, eles descobriram fontes de água doce emitidas de crateras enormes no fundo do mar, junto com uma mistura variada de micróbios.

Ambos foram os primeiros achados do corpo de água mais salgado do mundo, que também é o ponto mais baixo do planeta.

O Mar Morto se situa entre a Jordânia, Israel e Cisjordânia. Seu sal pesado nas águas permitem aos seres humanos flutuarem sem esforço na superfície – um fenômeno que faz com que o Mar Morto seja um destino popular de turistas, ainda que seja notoriamente difícil para mergulhadores tentarem nadar dentro da água.

Uma equipe de pesquisadores conseguiu enfrentar o desafio e mergulhar nas águas salgadas para confirmar suas suspeitas de que correntes de água doce jorravam a partir de fissuras profundas no fundo do mar.

As fontes saem das íngremes paredes das crateras, com cerca de 15 metros de diâmetro e 20 metros de profundidade. Os mergulhadores descobriram que a água forma um complexo de nascentes que fluem ao longo do fundo do mar, que tem centenas de metros de comprimento e chega a 30 metros de profundidade em alguns lugares.

Além disso, os pesquisadores encontraram esteiras de micróbios que vivem perto dos furos no fundo do mar. A variedade de microorganismos que vivem em um ambiente que se pensava ser desprovido de vida foi surpreendente. Embora não haja peixes presentes, tapetes desses micróbios cobrem grandes áreas do fundo do mar.

O Mar Morto está desaparecendo rapidamente. Suas águas evaporam a uma taxa de aproximadamente um metro por ano, em grande parte devido aos seres humanos, que utilizam sua principal fonte, o rio Jordão, como água potável.

Pesquisadores estão criando o primeiro sistema para medir diretamente as nascentes do fundo do mar e estudar a estrutura do seu fluxo ascendente.

Ao desenvolver um sistema de medição para essas fontes, eles serão capazes de determinar com mais precisão a quantidade de água que realmente entra no Mar Morto. [OurAmazingPlanet]

Autor: Patricia Herman

é aspirante a jornalista, tem 21 anos e adora ler, principalmente poemas e a filosofia alemã do século XIX. Tem um único grande vício: música.

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13 Comentários

  1. O mar Morto quando morrer de fato voltará à vida reencarnando…

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  2. Isto simplismente é o poder de Deus se cumprindo. Peguem suas bíblias que estão encostadas na estante, cheias de poeira e abram-nas em Ezequiel no capitulo 47 e verão que a profecia começa a se cumprir, Deus cumpre o que promete e isto é sinal de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo está às portas e falta pouco para a sua vinda. Arrependam-se dos seus pecados aceitem o Filho de Deus, Ele está vivo e em breve voltará para buscar a todos aqueles que o confessarem diante dos homens e depois disso viverem uma vida de santidade de amor e de respeito as leis de Deus !

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  3. Certa vez vi um progeto para tentar salvar o mar morto fazendo um canal que o ligace ao mar mediterrâneo, minha curiosidade seria sobre a corrente que fluiria eternamente por esse canal do mediterrâneo ao mar morto, seria uma quantidade enorme e ele nunca enxeria pois esta em constante evaporação. ( sempre tem aquele viciado em correção ortográfica, fique a vontade)

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    • É amigão projeto com ‘g’ foi barra. Só vou comentar esse erro.

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  4. “sal pesado” não,essa doeu no meu estômago. Não se deve traduzir tudo ao pé da letra. o termo original “salt-heavy waters” estaria melhor traduzido como águas de alta concentração salina.

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    • Se estivesse adaptado, iriam reclamar que adaptaram, se está ao pé da letra, reclamam que está ao pé da letra u_u

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  5. Interessante….
    Tempos atrás eu li que no fundo desse mar foram encontrados diversas embarcações e utensilhos feitos em madeira com centenas de anos que estavam bastante preservados, já que como não continham “microbios”,seria a causa da preservação.

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  6. Parabéns aos mergulhadores e pesquisadores. Tem que gostar muito do que faz para mergulhar em águas turvas assim.

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