O mesmo rosto pode parecer feminino ou masculino, dependendo do ângulo

Publicado em 1.12.2010

Neurocientistas americanos fizeram uma descoberta surpreendente: dependendo do campo de visão de uma pessoa, seu cérebro vê alguns rostos como masculinos ou femininos. Os resultados desafiam uma crença antiga da neurociência, de que a maneira como o cérebro vê um objeto não depende do local onde ele está localizado em relação ao observador.

Segundo os pesquisadores, a inconsistência do cérebro na atribuição de gênero aos rostos não é perceptível no mundo real, porque há muitas outras dicas ao redor, como cabelo e roupas, por exemplo.

Porém, quando as pessoas vêem rostos gerados por computador, sem todas as outras características de identificação de gênero, a diferença aparece com base na localização da face. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mostraram a participantes uma série aleatória de faces, que variavam de “muito masculinas” a “muito femininas”.

Os cientistas pediram que os participantes classificassem o sexo das faces geradas pelo computador, e um fato curioso surgiu: os participantes avaliaram os rostos mais andróginos como “masculinos” ou “femininos”, dependendo de onde eles apareceram.

Os padrões de detecção de ambos os sexos eram diferentes entre as pessoas. Por exemplo, algumas pessoas julgaram as faces mais andróginas como femininas sempre que elas apareciam no canto superior direito, enquanto outros consideravam as faces mais andróginas que apareciam no mesmo local como masculinas. Também apareceram diferenças quando os participantes julgaram a idade dos rostos, mas o padrão para a idade foi independente do padrão para o gênero em cada indivíduo.

Os pesquisadores acreditam que esta inconsistência na identificação de gêneros é devida a uma amostragem muito pequena, o que acontece também com ferramentas estatísticas, como as pesquisas.

Por exemplo, se você consultar 1.000 pessoas de uma cidade para saber se elas gostam de banana ou maçã, provavelmente obterá uma representação bastante precisa destas percentagens na cidade como um todo, porque o tamanho da amostra é grande. No entanto, se você fizer a mesma pesquisa com cinco pessoas que vivem na mesma rua, poderá obter 100% de pessoas que gostam de banana, ou 100% que gostam de maçã, e não haveria nenhuma consistência, porque a amostragem é muito pequena.

Os cientistas acham que a mesma coisa acontece no cérebro. No córtex visual, onde as imagens são processadas, cada cena visual que as células analisam as faz se agruparem. Dentro de cada um desses grupos, provavelmente há um número relativamente pequeno de neurônios dedicados à interpretação do gênero das faces. Quanto menor for a imagem, menos células são ativadas, então as células que interpretam rostos femininos podem dominar. Em outra parte do córtex visual, as células que interpretam rostos masculinos podem dominar. [ScienceDaily]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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