Os melhores e os piores países do mundo para se viver depois de velho

Essa verdade todo mundo conhece: a população mundial está envelhecendo. A expectativa de vida cresceu globalmente, não só nos países ricos. Na verdade, ela dobrou no último meio século.

No entanto, ficar velho hoje não é bom nem em certos países ricos.

Essa é a conclusão do Global AgeWatch Index (em português algo como “Índice Global de Alerta ao Envelhecimento”), uma avaliação da qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais com base na segurança de renda, saúde e ambiente de cada país.

O índice foi desenvolvido pela HelpAge International. Ele descobriu que alguns países com aumento da riqueza ignoram os seus cidadãos mais velhos: ser velho na Turquia é tão ruim como no Camboja.

O México, um país mais pobre do que a Turquia, mas com um melhor regime de pensões (ajuda do governo), é agora um lugar melhor para ser velho do que a Itália ou Portugal.

O Afeganistão é o pior lugar entre os pesquisados para ser velho no mundo, seguido de Moçambique e dos territórios palestinos. A Noruega é o país mais amigável aos idosos, seguida da Suécia e da Suíça.

Veja a lista completa do ranking dos países aqui (em inglês).

O Brasil nesse contexto

O Brasil fica em 58º lugar entre os 96 países pesquisados – ou seja, muito mal. Temos 23,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país, o que representa 11,5% da nossa população. Essa porcentagem deve aumentar para 28,9% em 2050.

Mas nem tudo são más notícias: regionalmente, temos o melhor desempenho em segurança de renda, com alta cobertura de pensões (86,3% da população acima de 65 anos recebem pensão do governo no Brasil), baixa pobreza na velhice (8,8%) e a maior taxa de bem-estar relativo.

No entanto, temos desempenho moderado na área da saúde, com uma esperança de vida aos 60 anos (depois dessa idade, um brasileiro pode esperar viver mais 21 anos) de um ano a menos do que a média regional.

Também não temos um bom desempenho em ambiente, devido a taxas abaixo das médias regionais em emprego (52,3%) e nível de escolaridade (21,1%) dos brasileiros mais velhos.

Em comparação com alguns de nossos vizinhos latino-americanos, o Chile aparece no 22º lugar, o Uruguai em 23º, a Argentina em 31º, o Peru em 42º e a Bolívia em 51º. Abaixo de nós, aparecem outros vizinhos, como o Paraguai (66º) e a Venezuela (76º), além de Rússia (65º), Grécia (73º) e Turquia (77º).

Visão que precisa ser mudada

Conforme as populações envelhecem, centenas de milhões de pessoas podem ficar dependentes de seus filhos no mundo todo. Além disso, podem viver vidas pouco saudáveis – de forma que não aproveitarão seus anos da “Melhor Idade”.

A culpa disso tudo pode ser da negligência que temos hoje com essa população vulnerável, tornando-as muito menos capazes de contribuir para a sociedade do que poderiam. Um recente estudo alemão descobriu que, se devidamente cuidada, a população idosa poderia ser um benefício para os países – uma fonte de sabedoria e experiência no local de trabalho, por exemplo.

O estudo crê que as sociedades precisam abraçar os aspectos positivos da longevidade, a fim de ver as pessoas idosas como um recurso. Elas precisam ter carreiras profissionais estendidas e ser mais autossuficientes. [NewScientist, HelpAge]

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