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Pais subestimam a experiência sexual de suas “crianças”

Um levantamento anual mostrou que houve mais de 400 mil casos de gravidez com adolescentes americanos de 15 a 19 anos, e mais de seis mil entre 10 e 14 anos. Ainda assim, um projeto de pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA) mostrou que os pais não acham que seus filhos adolescentes já tenham relações sexuais.

Baseado em entrevistas sobre a vida familiar e relações entre pais e filhos, o estudo mostrou que os americanos, em geral, consideram seus filhos imaturos, ingênuos em assuntos ligados ao sexo. Eles chegaram à conclusão que existe uma dificuldade para os pais assimilarem as mudanças da puberdade. O fato de os filhos ainda serem tratados como crianças, em alguns casos, dificulta um diálogo aberto.

Por outro lado, os pais entrevistados afirmaram ter medo do “mundo lá fora” que envolve os jovens. A pesquisa descobriu que eles acreditam que os adolescentes da mesma idade já têm experiências e pensamentos libidinosos, e são uma influência perigosa para suas crianças.

Os depoimentos mostraram que falta, dentro das famílias, discussão sobre métodos contraceptivos, o que implica no alto índice de meninas grávidas. Uma das entrevistadas afirmou que não falou sobre contracepção com seu filho, mesmo depois que o garoto, de 16 anos, lhe contou que achava que a namorada estava grávida. “Ele é um garoto bom, só se envolveu demais e perdeu a cabeça”, disse ela.

Na opinião dela (que refletiu o pensamento da maior parte dos entrevistados), os pais só devem tratar destes assuntos com os filhos depois de terminado o colégio, quando atingem a maioridade. Mais um motivo para a gravidez precoce, já que os números mostram que deve haver diálogo antes dessa idade. Como diria o sábio ditado, é melhor prevenir do que remediar.
[Live Science]

7 comentários

  1. Luan P. /

    Num falo com minha mae nem de namorada…

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  2. *-* bjumeliga /

    putz vlho maes qnd comessam flar de sexo é um saco ne fla serio! mais pow a nticia e legal bjao pra vcs =*

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  3. Lu /

    Minha mãe conversava comigo desde de criança,o que foi bom ajuda no amadurecimento nesses aspectos e previne gravidez,e problemas sexuais!

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  4. Marcos /

    Sandro, parabéns pelo comentário !
    Além do mais, a idéia do “só ocorre com os outros” contribui para a ignorância, a falta de diálogo e de prevenção.
    Abraços

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  5. Sandro /

    É muito interessante o resultado desta pesquisa. Vêm ao encontro do que ocorre no Brasil: imensa dificuldade dos pais compreenderem e aceitarem o desenvolvimento psico-sexual de seus filhos desde o momento que alcançam 7, 8, 9 anos de idade. Abrir aos olhos, dialogar sem medos e preconceitos, é, ainda, o melhor método para resolução de conflitos e sobretudo prevenção a gravidez na infância e adolescência.

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  6. Marcos Souza /

    Não se poderia esperar outro resultado em um país onde se defende que a evolução de Darwin não deva ser ensinada na escola e sim o “Design Inteligente”…. onde maior parte das pessoas são criacionistas fanáticas e que acreditam que a terra existe a cerca de 10.000 anos apenas, porque é isso que a Biblia afirma…

    Ignorância pura e hipocrisia ao extremo….

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  7. Edemilson Lima /

    Os pais não se sentem à vontade para falar com os filhos sobre assuntos ligados a sexo. Os filhos muito menos. E tem muitos pais que não tem experiência alguma sobre algo tão delicado, para orientarem adequadamente suas “crianças”. Muitos pais não receberam de seus pais e não estudaram a respeito para terem o que passar. Assim é difícil.

    Eu lembro que durante o ensino médio havia uma aula de educação sexual, dado por uma professora muito mal preparada para o assunto. As aulas eram maçantes, mecânicas, não havia diálogo e nem interação. A professora não sabia cativar a atenção dos alunos e ela mesma não tinha muita experiência sobre o assunto.

    Desta forma, sobra aos adolescentes trocar idéias e experiências com amigos(as) que também pouco sabem sobre os cuidados necessários para prevenir gravidez e doenças. Há muitos jovens com boa vontade, mas falta-lhes quem lhes oriente.

    O pior problema atualmente são as más influências, tanto de amigos quanto da mídia, geralmente ditadas por modismos e “regras sociais” distorcidas.

    Por exemplo, é considerado antiquado, cafona e feio uma garota manter-se virgem. Quando uma garota se declara virgem, as próprias amigas que não são mais a rechaçam, enfiam-lhe na cabeça para que perca logo, de qualquer jeito e com qualquer um. O mesmo acontece com rapazes, numa situação ainda pior, colocando em cheque até a sua masculinidade.

    Onde ficam o respeito pelos sentimentos da pessoa? Será que ninguém tem consciência do quão estúpido e imbecil é isso tudo? Não percebem que cada um precisa de seu próprio tempo para amadurecer?

    Infelizmente não há uma solução simples para esses problemas. Os pais só correm atrás quando já é tarde demais. A maioria deles acha que proibir o(a) filho(a) de namorar irá resolver, mas considerando que “tudo que é proibido é mais gostoso”, a situação somente piora. Existe até mesmo uma lei para proibir o sexo entre jovens menores. Mas, será que proibir é a solução?

    A solução é orientar, conscientizar. Sexo todo mundo faz e seus filhos não serão excessão. É ingenuidade acreditar que será diferente com eles. O melhor a fazer é mostrar que a responsabilidade por sua própria vida é do(a) filho(a). É mostrar que o que ele fizer de errado irá refletir em sua própria vida, em seus sonhos, seus planos e seu futuro. Tanto pais quanto filhos tem que entender que não há nada errado em fazer sexo. Sexo é bom, o problema é não saber fazer da maneira certa, sem os devidos cuidados.

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