Pesquisadores criam sonda minúscula para estudar o interior das células

Publicado em 25.08.2010

Nas últimas cinco décadas, os cientistas passaram a compreender melhor o funcionamento interno de células de todos os tipos. Já algumas das tecnologias envolvidas em estudos intracelulares não tiveram o mesmo progresso. A instrumentação utilizada para o estudo dessas células se manteve praticamente inalterado.

Isto é, até os membros da Universidade de Harvard decidirem melhorar a antiga tecnologia dos anos 50 de sondas celulares. Os pesquisadores criaram um dispositivo de intrusão em nanoescala que pode estudar o interior de uma célula sem danificar ou mesmo incomodar seu delicado funcionamento interno.

As sondas anteriores utilizadas para este tipo de trabalho eram menores do que 5 mícrons, ou milionésimos de um metro. Isso pode não representar uma grande ameaça para células cardíacas, que podem ter até 50 mícrons de diâmetro, já para células nervosas de 10 mícrons pode significar uma experiência muito traumática.

O novo sensor é um transistor de emissão de campo (TEC) que mede cerca de 15 nanômetros e é facilmente introduzido até mesmo nas menores células nervosas sem causar qualquer estrago.

Mas não é apenas o tamanho da sonda nanoTEC que permite que ela seja introduzida sem impedir o funcionamento interno das células. Os pesquisadores também revestiram o sensor de nanofios com uma camada de fosfolipídios, o mesmo material que compõe as membranas celulares. Ao invés de ter que empurrar a sonda para dentro de uma célula, a célula ativa a sonda sozinha, pela fusão da membrana. O procedimento é semelhante à maneira como as células podem engolir vírus e bactérias.

Dessa forma, a inserção do nanoTEC não é tão traumática para a célula como as sondas elétricas, e o sensor pode ser inserido e retirado de uma célula várias vezes sem causar qualquer dano visível.

Esta nova sonda poderia realizar novos estudos importantes no interior das células, por exemplo, as que compõem os neurônios, ou para a compreensão do modo como células-tronco reagem e se transformam. [DailyTech]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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