
A dispareunia ataca, na maioria das vezes, mulheres. Dificilmente homens declararam sofrer com o problema.
Também foi descoberto que mulheres que sofrem dores na hora de fazer sexo têm sistemas nervosos mais sensíveis a qualquer tipo de dor. Isso sugere que a dispareunia não seja um problema de natureza sexual, e sim uma condição que tenha a ver apenas com a dor.
A pesquisa que provou isso foi baseada em uma pesquisa, que contou com a ajuda de dois grupos de mulheres – um grupo sofria de dispareunia e o outro não. A tarefa delas era lembrar de palavras que fossem:
- relacionadas com sexo
- relacionadas à dor
- palavras agradáveis não relacionadas ao sexo
- palavras desagradáveis não relacionadas à dor
Mulheres dos dois grupos tinham um vocabulário maior relacionado ao sexo do que à dor. No entanto, mulheres com dispareunia lembraram de mais palavras ligadas à dor. De acordo com os especialistas, o estímulo da desagradável fez com que as mulheres com dispareunia lembrassem, mais facilmente, das palavras ligadas à dor.
“Se o sexo e a dor são lembrados conjuntamente, de forma repetida, eles devem ter interpretações interiores que sejam similares” declara Lea Thaler, da Universidade de Nevada, nos EUA. “Por causa de suas experiências com dor crônica, mulheres com dispareunia parecem ter representações internas da dor que podem ser, facilmente, ativadas. Essas mulheres têm hipervigilância quando se trata de informação sobre a dor e a sentem sempre com mais intensidade”.
Em outras palavras, mulheres com dispareunia sempre estão procurando pela dor, atentas a qualquer coisa que possa causá-la, e, quando realmente a sentem, elas a acham pior do que realmente é.
Essas descobertas mostram que os tratamentos para a dor durante o sexo devem ser reformulados. Thaler afirma que, se a dispareunia for classificada como um problema de dor, e não um problema sexual, novos tratamentos seriam testados e, talvez, se mostrassem mais eficientes.
“No entanto, algumas pessoas acham que, se mudarmos a classificação da dispareunia, esqueceríamos o impacto enorme que o problema tem na vida sexual de algumas mulheres” pondera a professora.
A sugestão de Thaler para quem sofre com o problema? Terapia cognitiva. As mulheres seriam acostumadas a não esperar dor antes do sexo, logo, elas não sentiriam tanto o problema, já que tendem a exagerar. [Live Science]
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Muito boa matéria!!!
No meu ver, acredito que deve-se excitar bastante a parceira, para que a mesma fique com a genitalia molhadinha para uma penetração masi facil e penetrar de vagar para não machucar a mesma, aumentar o ritimo conforme a sua satisfação sem o desconforto da parceira, isso ajuda muito evitar a dor nas parceiras sensíveis…