Qsymia: novo remédio pode emagrecer 10% do peso em 1 ano

Publicado em 18.07.2012

qsymia remédio para emagrecer

Na última terça-feira (17), o painel regulador de medicamentos dos Estados Unidos aprovou a droga contra a obesidade Qsymia, antiga Qnexa, da Vivus.

O Qsymia é uma combinação de dois outros medicamentos existentes no mercado, a “fentermina”, um derivado da anfetamina que reduz o apetite, e o “topiramato”, um antiepiléptico usado para tratar convulsões, que não deve ser tomado por grávidas porque pode causar malformações do feto.

Justamente por conta do risco de defeitos de nascimento, assim como elevada frequência cardíaca, a Food and Drug Administration (FDA, Administração de Alimentos e Drogas dos EUA) demorou três meses para revisar o plano da Vivus e liberar a droga.

Já a fentermina teve seu uso proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2011, e o topiramato (ou topiramento) é aprovado para uso no Brasil, indicado para casos de enxaqueca e convulsões.

Qsymia e o problema obesidade

Depois de 13 anos sem aprovar nenhum medicamento para emagrecer por causa dos riscos que eles traziam à saúde, finalmente o FDA aprovou não só um, mas dois remédios. Além do Qsymia, mês passado o Belviq, da Arena Pharmaceuticals, foi aprovado para comercialização.

No entanto, especialistas acreditam que o Qsymia venderá melhor, pois é mais eficaz: em testes clínicos, a pílula ajudou pacientes a perderem até 10% do seu peso após um ano de tratamento, em comparação com a média de perda de peso de 5% no mesmo período nos testes com Belviq.

Em maiores detalhes, os pacientes que receberam a dose recomendada de 7,5 miligramas de fentermina e 46 de topiramato perderam, em média, 6,7% do seu peso. Os que receberam uma dose mais elevada, de 15 miligramas de fentermina e de 92 de topiramato, perderam, em média, 8,9% do seu peso total.

Orexigen Therapeutics é outra empresa que também está esperando aprovação para lançar sua droga contra a obesidade, mas o FDA a obrigou a conduzir um estudo de segurança para verificar riscos de condições cardíacas primeiro.

Por enquanto, os efeitos secundários mais comuns do Qsymia são formigamento das mãos e pés (parestesia), tonturas, sensação de sabor alterado, insônia, constipação e boca seca. Porém, a Vivus também terá de realizar um estudo de longo
prazo para provar que o medicamento não provoca ataques cardíacos ou derrames.

De acordo com o FDA, o medicamento não deve ser usado durante a gestação porque aumenta os riscos de lábio leporinos nos fetos. Também não deve ser usado por pacientes com glaucoma e hipertireoidismo, e não é recomendado para pacientes que tiveram, dentro de seis meses, problemas cardíacos ou derrame, já que pode aumentar o ritmo cardíaco.

Alguns podem se perguntar: então porque a droga já foi aprovada? Com cerca de dois terços dos norte-americanos considerados com sobrepeso ou obesos (no Brasil, 50% dos homens e 48% das mulheres têm sobrepeso, e 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos) e os grandes custos relacionados com a saúde pública e a economia, o FDA sofre uma boa pressão para aprovar novos tratamentos para a perda de peso.

“O grau e gravidade da obesidade e da falta de eficácia das intervenções farmacológicas são duas razões principais para o desenvolvimento de Qsymia”, disse o presidente da Vivus, Peter Tam.

Qsymia pode ser prescrito para adultos obesos (IMC 30 ou maior) ou adultos com sobrepeso (IMC 27 ou maior) com pelo menos uma condição de saúde relacionada ao peso, como pressão alta, diabetes tipo 2 ou níveis elevados de colesterol.

“Qsymia, se utilizado de forma responsável em combinação com um estilo de vida saudável, que inclui dieta e exercícios, oferece uma outra opção de tratamento para controle de peso em adultos obesos e com problemas de saúde relacionados ao peso”, conclui a Dra. Janet Woodcock, diretora do centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas do FDA.[Reuters, RCMPHARMA, MedicaldoBrasil, Abril]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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2 Comentários

  1. Não desaprovo os remédios para emagrecer afinal obesidade é um grande mal no nosso seculo como ex obeso sei bem como esse é um grande problema que superei com muita reeducação alimentar, apoio psicológico, e muitos muitos exercícios, pois ai que mora minha maior preocupação e de ver varias pessoas simplesmente tomando uma pilula para ser tornar mais magras sem que aprendam os verdadeiros benefícios dos exercícios físicos e da própria parte psicológica pois boa parte da obesidade vem de vários fatores psicológicos e conformismos, conformismos no próprio vicio trazido pelas comidas, como eu sempre disse comer e fumar é basicamente a mesma coisa, um prazer que vem de um habito não só prazer mas também se torna necessidade por conta do vicio na “felicidade” trazida, e como os fumantes por que se contentar com isso? é felicidade é sim, é um prazer é sim, mas tudo isso lhe causa mal, então busque uma maneira de viver sem ir se envenenando aos poucos

    Thumb up 9

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