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Rastro de magma pode ajudar cientistas a prever erupções

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Por em 20.10.2010 as 17:01

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Segundo uma nova pesquisa, as colunas de magma nas rochas da superfície podem ajudar a prever os locais onde erupções vulcânicas podem ocorrer.

Quando o magma – rocha derretida, conhecida como lava após atingir a superfície – viaja através de câmaras subterrâneas, altera o solo, sendo que algumas áreas da superfície “esvaziam” conforme o magma se afasta, e outras áreas “inflamam” conforme o magma se aproxima, criando intrusões de magma chamadas diques.

Essas deflações e inflações criam uma tensão na superfície do solo. Os cientistas queriam saber se essas tensões têm ligação com acontecimentos posteriores vulcânicos e se podem ser usadas para prever erupções. Para isso, eles pesquisaram uma fenda na superfície da Etiópia.

Em setembro de 2005, um evento vulcânico no Deserto de Afar, na Etiópia, forçou o magma através de rochas resultando em uma fenda na crosta terrestre de 60 quilômetros de extensão. Nos próximos quatro anos, mais 12 diques (as intrusões de magma) foram criados na mesma região, perto do Mar Vermelho.

Os pesquisadores descobriram que a posição sequencial dos diques não é aleatória. As tensões criadas pela formação de um novo dique são um fator para a localização da próxima formação de dique.

Para monitorar as alterações da superfície em torno de cada dique ao longo do tempo, os pesquisadores usaram Interferometria de Radar de Abertura Sintética (InSAR) em dados de satélite sobre o dique inicial, entre 2005 e 2009.

O InSAR combina duas ou mais imagens de radar do mesmo terreno, de forma que medições muito precisas (margem de erro de poucos milímetros) podem ser feitas entre quaisquer movimentos de terra.

Os dados do InSAR combinados com dados de GPS mostraram aos cientistas que as erupções vulcânicas posteriores estavam ligadas com a erupção inicial. A descoberta dessa ligação vai permitir aos pesquisadores ter uma ideia melhor de onde o próximo evento acontecerá.

Os cientistas ainda não conseguem prever com precisão a localização de futuras erupções, mas esse é o objetivo, bem como ajudar as autoridades a emitir avisos de evacuação a tempo.

Por enquanto, os pesquisadores planejam continuar a acompanhar eventos na Etiópia, usando uma variedade de métodos geofísicos. Assim, conforme ocorrerem novos eventos, os cientistas poderão aprimorar seus conhecimentos e fazer melhores previsões. [OurAmazingPlanet]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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