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Ratos aprendem a detectar gripe aviária pelo cheiro

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Por em 1.09.2010 as 17:55

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Em um laboratório da Pensilvânia, camundongos passaram recentemente em um importante, e potencialmente desagradável, teste de cheiro, que mostrou que eles tinham aprendido a detectar o odor da infecção por gripe aviária em fezes de patos.

Em sessões de treinamento, os ratos identificaram corretamente os excrementos infectados mais de 90% das vezes. Mais tarde, em testes sem recompensa, os ratos identificaram as fezes infectadas corretamente em 77% dos casos.

Essa façanha foi construída em cima de evidências prévias que os animais podem “cheirar” doenças, e traz esperanças de que animais treinados – cães provavelmente, em vez de ratos – poderiam ser usados para detectar a presença de gripe aviária entre patos, gansos e outras aves. Os investigadores dizem que é provável que produtos químicos sejam responsáveis pelo odor que os ratos detectam.

Em um estudo semelhante publicado em 2002, pesquisadores treinaram ratos para detectar vírus de tumor mamário em odor de animais infectados. Os ratos dessa pesquisa também conseguiram detectar a doença, mas os pesquisadores de então também não sabiam o que eles estavam cheirando, mas especularam que as interrupções no sistema imunológico dos camundongos infectados é que produziram o odor.

Segundo especialistas, a urina do rato é provavelmente uma das “sopas químicas mais” complexas que se pode imaginar, e contém centenas de diferentes produtos químicos. Porém, alguns destes compostos, que são provavelmente potentes sinais para os ratos, aparecem em concentrações muito baixas e são difíceis de detectar utilizando instrumentos convencionais.

Por isso, segundo os pesquisadores, quando se trata de odor, a tecnologia não pode realizar o que os narizes dos ratos, cães ou mesmo os seres humanos podem. A instrumentação que existe hoje não é tão afinada como o nariz de um animal. É muito difícil para os investigadores lidar com todos os dados recolhidos e encontrar elementos importantes em um odor, enquanto que os animais têm feito isso há eras com facilidade.

No passado, os médicos usavam seus narizes como ferramentas de diagnóstico, mas essa prática, apesar de ainda estar viva, segue de uma forma limitada. Por exemplo, equipes de emergência podem identificar pessoas diabéticas que sofreram de cetoacidose pelo cheiro adocicado da respiração da pessoa. Cetoacidose é uma complicação séria da diabetes que ocorre quando o corpo produz altos níveis de ácidos chamados cetonas no sangue.

Atualmente, a vigilância da gripe aviária entre populações de aves selvagens engloba cinco métodos, cada um com os seus inconvenientes. Uma das técnicas mais importantes envolve a descoberta de aves mortas ou doentes para examiná-las e estudar a doença.

O problema desse método, segundo os pesquisadores, é que é muito difícil encontrar aves doentes e mortas. Muitas coisas além de gripe podem matar as aves. Se houvessem cães treinados para farejar a gripe aviária, isso agilizaria a detecção da doença em aves selvagens, seria muito mais eficiente, e permitiria que os investigadores direcionassem as amostras para as áreas de alto risco, onde a doença pode estar presente. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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