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Ratos com muitas irmãs fazem menos sucesso com as ratas

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Por em 24.10.2010 as 20:02

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Muitos estudos têm mostrado que ter irmãos ou a ordem de nascimento na família afeta mais tarde o comportamento de seres humanos e de ratos.

Ratas imprensadas entre dois ratos no útero de sua mãe, por exemplo, são mais propensas a mostrar comportamentos sexuais masculinos por causa da exposição a hormônios masculinos antes do nascimento. Outros estudos têm mostrado que a própria taxa de gênero da ninhada (ter mais machos ou fêmeas) afeta o comportamento do rato adulto.

Já nos seres humanos, foi mostrado que ter irmãs reduz a depressão em seus irmãos, e ter irmãos mais velhos pode aumentar as chances de comportamento agressivo.

A essa lista, você pode adicionar o fato dos irmãos estragarem a sua vida amorosa – pelo menos no caso dos ratos. Um novo estudo descobriu que ratos machos criados com muitas irmãs são menos atraentes para outras ratas do que os ratos que vêm de ninhadas equilibradas ou dominadas por machos.

Os pesquisadores contaram o número de machos e fêmeas no útero das ratas. Após os nascimentos, eles trocaram alguns dos filhotes, para que algumas famílias ficassem com o mesmo número de irmãos e irmãs, enquanto em outras se predominava o sexo masculino ou o feminino.

Conforme os ratos cresceram, os pesquisadores descobriram que a relação de sexo pré-natal (quantos machos ou fêmeas havia no útero da mãe) não influenciou seus comportamentos. Mas para os ratos, o sexo de seus irmãos importava.

Quando os machos que haviam sido criados com um monte de irmãs foram apresentados a fêmeas, eles passaram menos tempo tentando acasalar do que os ratos criados em ninhadas com mais machos ou equilibradas. Mas eles penetraram e ejacularam nas ratas tanto quanto os outros machos.

Segundo os pesquisadores, os machos são mais eficientes no acasalamento. A eficiência pode ser uma compensação para o fato de que os machos criados com muitas irmãs são menos atrativos para as ratas.

Essa conclusão foi tirada baseada na observação das fêmeas. Se elas querem acasalar, elas fazem um certo movimento e balançam suas orelhas, o que enlouquece os machos. As fêmeas fizeram esse movimento provocante muito menos para os ratos que tinham muitas irmãs do que para os ratos de outras ninhadas.

Os pesquisadores afirmam que os resultados também têm implicações para os seres humanos. A principal ideia é de que as famílias são importantes. O ambiente onde as pessoas são criadas não determina as suas personalidades, mas ajuda a moldá-las. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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2 comentários

  1. Eduardo /

    Não foi apresentando nenhum elemento que permita extrapolar esse comportamento para a espécie humana. Cientistas sempre sobrevalorizam as variáveis objetivas (passíveis de medição) em detrimento das subjetivas (comportamentais, culturais), de difícil aferição. Depois tentam nos empurrar suas conclusões idiotas.

    Vou até mais além, a experiência leva a crer que com seres humanos seja exatamente o contrário. Quando o homem tem irmãs, ele tem uma oportunidade de convivência e aprendizado muito maior com o sexo oposto, de compreender as diferenças e conhecer os pontos fracos. Isso sim conta!

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  2. Anderson /

    Quem será que pagou o salário desses pesquisadores, pra fazer uma descoberta de tamanha importância??? rs…

    Já foi melhor aqui, viu…

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