Recifes de corais são congelados para preservação

O preocupante panorama dos recifes de corais pelo mundo, em boa parte ameaçados de extinção, é especialmente verificado na Grande Barreira de Corais, uma faixa de 2.300 quilômetros de comprimento que se estende próxima ao litoral australiano. Diante dessa situação, cientistas americanos tomaram uma decisão preventiva: coletaram e congelaram amostras de todas as espécies de corais da região, que podem servir para repor os recifes no futuro.

Durante o mês de novembro, um grupo de pesquisadores americanos aproveitou a época de desova para coletar células reprodutoras dos corais. Imediatamente após a coleta, as células foram congeladas e “catalogadas”.

Quando for necessário, essas células têm a função de reconstituir os recifes danificados, através de processos biológicos das próprias espécies. A situação alarmante de algumas espécies é devida a fatores como lixo industrial, óleo, esgoto, fertilizantes, erosão, mudanças climáticas, acidificação e pesca predatória. Com tantos fatores ameaçando os recifes, os pesquisadores calculam que grande parte dos corais deve morrer entre 50 e 100 anos, se nada for feito.

Existem algumas espécies, armazenadas no banco de dados, que são propícias para a reconstituição de recifes. Congeladas, recomenda-se que essas células sejam usadas nos primeiros cinquenta anos. Na teoria, contudo, podem sobreviver nesse estado por mais de um milênio.

A primeira etapa do trabalho, que é fertilizar óvulos de coral a partir do esperma que havia sido congelado, foi realizada com absoluto sucesso. Para o futuro, os pesquisadores precisam aprimorar as técnicas de repovoamento dos recifes. [MSN]

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