Crença na compatibilidade sexual pode azedar a sua vida sexual

Um novo estudo sugere que o segredo para ter uma vida sexual melhor não é gastar todo seu dinheiro no sex shop ou desafiar as leis da física com alguma posição maluca, mas sim refletir sobre sua interpretação de amor e destino. Segundo uma pesquisa recente, indivíduos que acreditam que o amor e o sexo exigem tempo e dedicação são mais felizes e mais satisfeitos sexualmente do que aqueles que acreditam em almas gêmeas e química sexual instantânea.

É assim que você vai manter o desejo do seu parceiro mesmo em um relacionamento longo

O estudo, publicado online no “Journal of Personality and Social Psychology”, descobriu que nossa satisfação sexual é baseada em grande parte nas atitudes que temos a respeito do nosso relacionamento. Indivíduos que investem pesadamente em crenças de almas gêmeas e amantes predestinados são menos propensos a relatar relações sexualmente satisfatórias duradouras. E o contrário também acontece.

Ideologia entre quatro paredes

Para a pesquisa, cientistas da Universidade de Toronto e da Universidade Dalhousie, ambas no Canadá, realizaram um total de seis estudos com o objetivo de descobrir quais fatores são importantes para o relacionamento e a satisfação sexual do casal. Eles envolveram entrevistar uma grande variedade de casais, incluindo aqueles que vivem juntos, aqueles que ainda estavam na faculdade e até mesmo novos pais.

Os casais foram questionados sobre o quanto concordavam ou discordavam de determinadas afirmações que deveriam refletir a qual ideologia cada um deles pertencia: aqueles que acreditam em almas gêmeas sexuais ou em crescimento sexual. Os resultados revelaram estreitos laços entre a crença no crescimento sexual e maior satisfação sexual e com o relacionamento.

Casais que têm relações sexuais semanalmente são mais felizes

Segundo a pesquisa, isso pode acontecer porque pessoas que acreditam em almas gêmeas são mais propensas a interpretar os primeiros problemas do relacionamento como um sinal de que aquele casal não é “feito um para o outro” e podem se afastar ao perceber o primeiro sinal de incompatibilidade. Como não tinham espaço para o crescimento em sua ideia do que é uma relação sexual ideal, eram mais propensos a relatar menos qualidade no relacionamento e menos satisfação na cama.

Dedicação é a chave

“Indivíduos que acreditam fortemente em ‘destino sexual’ pensam que a qualidade de sua vida sexual irá prever o sucesso de seu relacionamento, o que significa que usam sua relação sexual como um barômetro para como seu relacionamento como um todo está funcionando”, diz o estudo, de acordo com o portal Psychology Today.

Na realidade, porém, a equipe explicou que uma relação saudável e satisfatória é aquela em que ambos os parceiros se esforçam para resolver as diferenças sexuais. Isso é algo que é mais comumente visto entre os indivíduos que acreditam em “crescimento sexual”. Além disso, acreditar no crescimento sexual também parece ter um efeito protetor nos relacionamentos quando o casal passa por momentos desafiadores, como após o nascimento de uma criança.

Matemática do amor: a lógica que rege relacionamentos longos e ficadas

Ainda que o conceito possa parecer muito romântico, na realidade, procurar por uma alma gêmea não é a melhor maneira de lidar com namoros. De acordo com o jornal “The Telegraph”, uma pesquisa de 2013 realizada no Reino Unido com aproximadamente 2 mil indivíduos, cerca de uma em cada sete pessoas entrevistadas afirmou estar em um relacionamento e até mesmo casado com alguém que não considerava “o amor de sua vida”.

Ou seja: a felicidade não depende de encontrar um parceiro mítico, digno de conto de fadas. No final das contas, é melhor jogar fora essa ideologia quase impossível e gastar seu tempo e dedicação para aperfeiçoar o amor que você já encontrou. [Medical Daily, Psycology Today]

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