Risco de bebê morrer em segunda cesárea é menor do que no parto normal

Publicado em 15.03.2012

Dica para as mães: se você já teve seu primeiro filho nascido através de cesariana, é mais seguro ter o próximo também por cesariana, em detrimento do parto normal. A afirmação é de ginecologistas da Austrália, que verificaram em números os riscos de um parto normal para uma mulher que já fez cesariana antes. Embora seja desaconselhável, no entanto, os médicos afirmam que isso pode ser feito se planejado com cautela.

Não é de hoje que esta situação divide opiniões dos especialistas. Em 2010, alguns hospitais dos Estados Unidos proibiram que as mulheres fizessem parto normal se já houvessem dado à luz um filho por cesariana. O risco, segundo estudos relacionados a isso, é de que o útero poderia se romper em uma gestação assim, o que acarreta graves riscos à saúde da mãe e à vida do bebê.

A maioria dos médicos, no entanto, concorda que as chances de rompimento uterino são muito pequenas. Ainda assim, o estudo mais recente (do Centro de Saúde da Mulher em Adelaide, na Austrália) mostra que há diferenças.

Os pesquisadores analisaram, durante um período de cinco anos, 2.323 mulheres grávidas espalhadas por 14 maternidades na Austrália. Todas elas estavam na segunda gestação sendo que a primeira foi uma cesárea, ocorrida pelo menos 37 meses antes da atual.

Das mais de 1.100 mulheres que escolheram ter cesariana no segundo parto, 98% conseguiram. Mas apenas 43% das que esperavam ter parto normal puderam ter seu desejo atendido.

Entre os bebês nascidos via cesárea, apenas 0,9% tiveram complicações de saúde e apenas 0,8% destas mães tiveram sangramento excessivo.

Para os bebês nascidos no parto vaginal, no entanto, este número foi de 2,3%, enquanto 2,4% destas crianças nasceram com problemas. No grupo do parto normal, houve dois bebês natimortos (em que o feto já sai sem vida), e nenhum entre os nascidos à cesárea.

Estudos alternativos, no entanto, já apontaram que nem sempre a cesariana é o método mais seguro. Se uma mulher puder recorrer sempre ao parto vaginal desde o primeiro filho, este ainda é o método mais saudável possível.

A recomendação genérica dos especialistas, em linhas gerais, é que a mãe planeje com boa antecedência a forma como seu filho virá ao mundo. Desta maneira, é possível realizar uma eficiente Prova de Trabalho de Parto (PTP) em que o nascimento é planejado minuciosamente, e os riscos caem tanto para a mãe quanto para a criança. [LiveScience, Foto]

Autor: Dalane Santos

Dalane Santos tem 21 anos, é recém-formada em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e escreve para o Hypescience desde fevereiro de 2012.

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1 comentário

  1. Tá bem, esta é uma realidade australiana, que seria igual ou certamente pior se fosse no Brasil.

    Mas na Alemanha por exemplo, existe toda uma estrutura desde cuidados alimentares, exercícios específicos durante a gestação, ervas específicas e outros recursos tecnológicos cuidadosamente estudados, que fazem com que num 2º parto pós cesárea, ocorram exatamente as mesmas condições evolutivas de um parto normal comparado a outra cesariana, e claro com as óbvias vantagens que um parto normal oferece!

    Thumb up 2

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