Se o alcoolismo é perigoso para a saúde, parar de beber de repente também é

Apesar de o consumo de bebidas alcoólicas ter sido associado, ao longo do tempo, com a sensação de alegria, um dos seus principais malefícios está justamente no aumento das taxas de cortisol, o chamado “hormônio do estresse”. Mas uma retirada brusca das bebidas na rotina de um alcoólatra pode causar um prejuízo ainda maior ao cérebro, conforme afirma uma pesquisa de instituições inglesas e americanas.

Altas concentrações de cortisol são devidas (entre outros motivos) à neurotoxicidade, uma condição que prejudica a memória, tomada de decisões, atenção e aprendizagem. Beber moderadamente não causa a neurotoxicidade: é preciso ser alcoólatra para chegar a esse ponto.

Estudos anteriores já haviam mostrado que bebedores em recuperação, durante o período de abstinência, apresentam taxas de cortisol ainda mais altas do que aqueles que ainda bebem. Esse índice está relacionado a disfunções mentais que atacam ex-alcoólatras, às vezes vários anos após largarem a bebida. Quando o consumo de álcool é interrompido abruptamente, os níveis de produção de cortisol não se alteram, multiplicando o efeito avassalador que ele causa no cérebro, em excesso.

Assim, os médicos dão o seguinte conselho. Da mesma maneira que um alcoólatra não começou a beber demasiadamente do dia para a noite, e sim foi aumentando a quantidade gradualmente, o abandono à bebida deve também ser gradual. [Live Science]

Por: Rafael AlvesEm: 9.09.2010 | Em Bem-estar, Principal  | Tags: , , ,  
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12 respostas para “Se o alcoolismo é perigoso para a saúde, parar de beber de repente também é”

  1. beber moderadamente e gradualmente com a maturidade. se atingiste a maturidade sem beber nao beba bruscamente para compensar o tempo perdido. dica: nao beber muito em poucos dias, mas beber pouco a pouco em muitos dias!

  2. Fui alcoólotra e parei de beber há 17 anos. Não conseguí abandonar o tabagismo porque não quis e não faz parte ainda da minha vontade de deixá-lo.
    Sei muito bem a dificuldade que é deixar um vício e sei, também, que não se consegue deixá-lo de forma gadual. como a matéria explica em seu texto acima. A regra é parar e parar mesmo, evitando de toda maneira o primeiro gole.
    Grupos de ajuda como o AA e outros similares são apenas engodos para enganar familiares; isto não funciona. Religião é outra forma ridícula que o alcoóltra é induzido a entrar para s salvar do alcoolismo. Qualquer solução que procuremos para este fim só há um caminho e este caminho se chama introspecção, decisão firme, muita fé em Deus e mudança radicais na maneira de viver e curtir a vida.
    Quem tem uma vida social ativa e muito recreativa terá que deixá-la antes de deixar o vício da bebida. O maior passo para se conseguir esta vitória é o isolacionismo total, substituição de afazeres rotineiros, de laser, de vida pública coletiva e frequências em festas com amigos que foram conquistados entre copos e garrafas.
    Isto demora em média seis anos para estabelecer um novo rítmo de vida, de comportamentos. Aprender dizer não é a principal arma; não é fácil, pois, qualquer pessoa que bebe é fascinada ao sim e topa tudo por momentos de interações, alegrias, rejubilos e tudo que uma vida divertida pode ofercer. Mas é preciso deixar tudo isto e sempre dizer não para si mesmo e para os convites.
    Quando passar o período de seis anos já poderá sair aos poucos em ambientes frequentados por alcoólotras. Sentirá discriminado no grupo e sentirá, também, uma vontade enorme de dar uma bicadinha num copo. Se fizer, põe tudo a perder; põe tudo a perder… A autodeterminação nessas horas deve ser respeitada como deve ser respeitado os seis anos que passou abstenço. Até os doze anos de abstinência, ainda corre o risco de voltar à estaca zero por tentação. Passando este período, a mente já está instruída, diplomada e com pós-graduação (não alcoólica srs!) para viver numa boa sem depender do álcool.

  3. alem de haver inumeros outras ferramentas que podem/devem ser usadas junto com a abstinencia como vit. B, chás, protetores varios, exercicios, yoga, musica, meditações e outros tratamentos alternativos.

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