Ser malvado é bom para a sobrevivência

Publicado em 17.05.2010

Não há nada melhor do que se sentir feliz e seguro em um relacionamento amoroso, certo? Errado. Durante tempos difíceis, ter parceiros emocionalmente inseguros pode ser bom para nos alertar sobre possíveis perigos. Quando encontram problemas conjugais, as pessoas reagem de forma diferente dependendo se elas consideram o mundo um lugar seguro ou não. Essa mesma reação acontece com as demais ameaças da vida.

Segundo a pesquisa, publicada na revista científica “Perspectives on Psychological Science”, o processo de evolução do ser humano fez com que fossem formados grupos mistos de pessoas seguras e inseguras. Esses grupos mesclados teriam (e ainda têm) mais chances de sobreviver do que exclusivos de cada tipo de pessoa.

Pessoas bem-sucedidas no amor possuem o chamado estilo de apego seguro. Eles veem o mundo de forma otimista e não deixam que pensamentos negativos atrapalhem sua vida. Até aí tudo bem, maravilha. O problema é que, diante de uma adversidade, eles tendem a agir dessa forma mais despreocupada também. “Pessoas seguras demoram mais para reagir aos perigos porque elas têm que se organizar antes”, diz o psicólogo Tsachi Ein-Dor, da Nova Escola de Psicologia de Herzliya, em Israel.

Por outro lado, temos as pessoas inseguras. Sua vida amorosa pode não ser lá muito sólida, mas, em situações inesperadas que exigem raciocínio rápido, elas se dão bem. “O comportamento de apego é uma adaptação de sobrevivência”, diz Ein-Dor. Por não conseguirem sobreviver por conta própria, as crianças têm de se unir aos seus pais. Se uma criança chora e é acalmada pela sua mãe, ela descobre que ele pode confiar nos outros para receber amor e apoio. Já aqueles cujos pais não têm tempo ou energia para lhe dar atenção aprendem na marra que têm de cuidar de si mesmas.

Para testar sua ideia de que grupos mistos beneficiaria sobrevivência, Ein-Dor e seus colegas colocaram grupos de três alunos em salas com uma máquinas de fumaça escondidas, que foram ligadas para simular um incêndio. Os grupos que mais rapidamente perceberam a fumaça eram aqueles que continham mais indivíduos de apego inseguro. Esses grupos também foram os primeiros a agir diante da ameaça e fugir da sala supostamente em chamas. [Live Science]

Autor: Rafael Alves

Quer copiar nosso texto? Siga estas simples instruções e evite transtornos.
Compartilhe este artigo

11 Comentários

  1. Eu tô namorando um carinha há um mês. Sou ciumento, inseguro, fico nervoso nessas situações. Ele tbm tem ciumes, mas é muito calmoooo, sem neuras, nem orgulho. Eu sou totalmente dono do meu ego, revoltado com o mundo e muito desconfiado.
    Mas olhando bem, tem muitas coisas que o ser humano “cria”. Não somos donos de ninguém e tudo o que podemos fazer é ter boas razões pra que gostem da gente. Não dá p exigir nada, de ninguém. Cada um trás sua carga de vida, que é única e particular. O que eu mais quero hj é deixar de ser tão neurotico e me entregar, pq o q vale é estar perto e brindar a alma.

    Thumb up 0
  2. SINCERAMENTE, COLOU MINHAS PLACAS COM ESSAS COMPARACÕES. O NOSSO COTIDIANO É CERCADO DE PERIGO, MAS O ÚNICO SENTIMENTO QUE RESISTE É O AMOR, QUE É A BASE D TUDO, POIS QUANDO QUEREMOS CONQUISTAR ALGUÉM, NÃO FALTA ELOGIOS: MINHA GATINHA, MINHA SEREIA, MINHA POMBINHA ETC. QUANDO CASA OS ELOGIOS AUMENTAM: SUA CACHORRA, SUA VACA, SUA URUBU, ETC. ANTES SE ACHAVA TEMPO PARA IR AO CINEMA, À PIZZARIA, A UM ANIVERSÁRIO, INCLUSIVE AO MOTEL, ETC. QUANDO CASA ESQUECE ATÉ QUE TEM MULHER EM CASA. QUANDO ESTAMOS NA CASA DA NAMORADA, NÃO LARGAMOS A LÍNGUA DELA, E MAIS ALGUMAS COISAS, ETC. QUANDO CASA, NÃO LEMBRA, NEM, DE DÁ UM SELINHO AO IR OU CHEGAR DO TRABALHO, E AQUELE ABRACO, NEM SE FALA. RESUMINDO: VOCÊ COLOCA TUDO A PERDER, QUANDO DEIXA DE CONTINUAR NAMORANDO, COMO ERA ANTES, POIS SÃO ESSAS ATITUDES QUE LEVAM ALGUÉM A CASAR. EXPERIMENTE FAZER AO CONTRÁRIO E VEJA O RESULTADO. NAMORE, NAMORE MUITO. GARANTO QUE NADA VAI ATRAPALHAR SUA VIDA. BOA SORTE.

    Thumb up 0
  3. Pessoas tranquilas demais num relacionamento nem sempre agem de forma impulsiva, muito bom, até certo ponto, porém como falou acima ,elas ficam fora do ar frente aos problemas (não só consjugais) e quando vê estão até perdendo o seu parceiro(a) por não lhes dar a atenção devida num momento de insegurança dele(a), ai se descabelam todas e já é tarde. Acho que poderia ser substituido a palavra insegura por cuidadosa em certos casos e a palavra tranquila por desligada também em certos casos.
    Não existe coisa mais chata de conviver com uma pessoa que tudo é 10, porque com certeza não é será ela que estará resolvendo os abacaxis quando eles aparecem. Mas ter bom humor faz bem ao relacionamento.

    Thumb up 0
  4. de fato a lógica foi muito bem desenvolvida, um assunto deveras interessante, porém, oque o título tem haver com o assunto ?

    ou não entendi bem a nuance ou algo nao tem nada haver.

    Thumb up 1
    • Tambem nao entendi o que o titulo tem a ver com o assunto.

      Thumb up 0
  5. Acho um pouco insconsistente a pesquisa. Não se analisa o ser humano desse modo. Sou muito tranquilo em minha relação e faço tudo que puder para não acabar. Lutarei muito para mante-la.

    Thumb up 0
  6. Eu descobri na pele que deixar as mulheres seguras você ouve delas que você perdeu o mistério… então infelizmente precisamos manter um joguinho… deixando elas inseguras um pouco… sem aquela sensação de controle.

    Thumb up 0
  7. Concordo plenamente com a pesquisa, o artigo trouxe-me lembranças das quais posso dizer que a prática prova a teoria.

    Thumb up 0
  8. Cara… eu faço parte desse grupo seguro e organizado… Até mesmo indiferente, diriam algumas das paixões q já passaram pela minha vida, mas isso é assunto interno!

    Mas não se enganem, eu sairia de um prédio ou sala enfumaçada, de maneira calma e ordeira, sem pânico, mas eu agiria!

    Acho q os tipos seguros desse estudo estão mais para acomodados, faltos de iniciativa, palermas…

    Thumb up 0

Envie um comentário

Leia o post anterior:
nasal_spray
Spray nasal torna homens mais sensíveis

Um spray nasal feito...

Fechar