O universo em um clique

Será que o ponto G finalmente foi encontrado?

Por em 26.04.2012 as 15:00

Todo mundo já ouviu falar da famosa zona erógena feminina, conhecida como “ponto G”. Mas, se ela existe, é uma completa outra história. Até hoje, os cientistas não conseguiram entrar num acordo sobre esse controverso ponto.

Agora, um médico afirma ter encontrado a primeira evidência anatômica de tal “estrutura”. O ginecologista Adam Ostrzenski, da Flórida, EUA, disse que uma dissecção cirúrgica revelou um saco de tecido erétil na parede frontal da vagina de uma mulher, que ele acredita ser o ponto G.

Ostrzenski dissecou a parede vaginal de uma mulher de 83 anos que morreu de um ferimento na cabeça menos de 24 horas antes.

Pesquisas anteriores sugeriram que ele precisava procurar o ponto G na profundidade da parede vaginal. Ele descobriu a estrutura que acredita ser a zona erógena repousando sobre uma membrana na parede frontal vaginal, abaixo da abertura pela qual a urina sai do corpo.

Dentro de um saco de tecido conjuntivo, ele descobriu aglomerados azulados de tecido ligados na extremidade inferior a uma estrutura parecida com uma corda, que media 8,1 milímetros de comprimento e inclinava-se a um ângulo de 35 graus para a uretra – o tubo que transporta a urina da bexiga para fora do corpo.

“Quando eu vi os aglomerados parecidos com uvas, imediatamente soube que isso era um tipo de tecido erétil”, disse Ostrzenski.

Essa parece ser uma importante descoberta, porque a estimulação do ponto G é conhecida por causar inchaço da parede vaginal. Se ele estiver correto, isso pode ajudar a pavimentar o caminho para terapias que tratem a disfunção sexual feminina.

No entanto, vários pesquisadores continuam céticos em relação à descoberta. Isso porque ela vem seguida de uma análise de estudos que concluiu que o ponto G provavelmente não é uma estrutura única.

Muitos duvidam até que o ponto G seja uma estrutura. Os cientistas alegam que nunca disseram que o ponto G era uma entidade anatômica distinta. Em vez disso, ele seria muitas estruturas diferentes estimuladas por diferentes tipos de nervos que convergem na área; ou seja, uma região altamente sensível, de grande complexidade erótica.

Beverly Whipple, uma das pesquisadoras que deu ao ponto G seu apelido em 1982, não tem tanta certeza de que Ostrzenski encontrou o ponto G. “Eu não tenho ideia do que é essa coisa que ele encontrou”, disse Whipple. “Nem mesmo sei se esse tecido é normal”.

Como o estudo foi realizado em apenas uma mulher, a estrutura poderia ser exclusiva dela. E, embora Ostrzenski chame o tecido de estrutura erétil, ele não realizou outras análises para mostrar que o tecido realmente faz o que ele alega, e também não apresentou evidências de que nervos passam por lá para transportar sinais estimulantes.

Vários pesquisadores de sexo renomados criticaram a publicação desse artigo. O autor da pesquisa admite que precisa reunir mais evidências e estudar outras mulheres. Somente se ele localizar a estrutura em mais mulheres e mostrar que a estimulação dessa estrutura produz excitação sexual, é que o debate vai começar. Façam suas apostas![ScienceNews]

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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13 comentários

  1. Saprugo, Só fala asneira! Deus axiste,quer a prova? Você está vivo…

    Não creio que exista o ponto “G”. É como cosegas, tem pessoas que sentem e outras não.. Básicamente é saber o que fazer, o importânte é sentir-se bem.. Ter aquele prazer gostoso com a parceira(a).

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    • Saprugo /

      Eu estar vivo não me prova nada, mas se isso basta para você, continue acreditando e seja feliz, não prejudicando ninguém que mal tém? Assim como eu sou feliz não acreditando, e pouco me importa se você ou o mundo todo acredita ou não… Agora me desculpe, mas asneira seria algo que vém de um ASNO correto? Bom, com isso eu queria só te dizer que asneira mesmo é escrever “axiste”, “cosegas”, “Básicamente” e “importânte”. Não que seja necessário ser membro da Academia Brasileira de Letras para “argujumentar”, se me permitem essa fusão de palavras, sobre a existência de Deus, mas um mínimo de conhecimento em gramática não faz mal a ninguém.

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  2. Elias /

    O cara disseca uma única mulher e já sai publicando certezas… Lamentável!!

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    • No momento que encontrarem o tal ponto G feminino, surgirão outros pontos como H,i,J,… eu quero ver depois do ponto z? hehehehehehehehehe

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  3. Será que um se relacionar de verdade, gostando e amando a pessoa, não é muuuito mais importante do que saber dessa icógnita?

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  4. Acho que tudo é saber como fazer, independentemente da existência ou não do ponto G.

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    • To precisando de umas aulas ! haha to brincando, não leve isso a sério não

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  5. eduardo /

    O ponto G está mais perto de nós homens do que pensamos… esse ponto está localizado na nossa carteira…. geralmente na foma de notas, cartões, cheques… kkkkkkkk

    Eu tb concordo com os outros cientistas… não creio que haja “o” ponto G, mas sim uma série de regiões da vagina que ajudam a estimular o prazer.

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  6. Paulo Eduardo /

    Caramba, vira e mexe postam matéria falanddo se o ponto G existe ou não! Até parece que o mistério da existência de deus e o ponto G andam no mesmo nìvel, he he!!

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    • Saprugo /

      Deus deve estar escondido no pongo G, por isso ninguém até agora provou sua existência.

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    • Saprugo /

      “G” = “God”

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  7. Se o cara nao for bom de cama , a mulher nunca vai encontrar o ponto G , éssa é a realidade .

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