O universo em um clique

Superfície da Terra “se recicla” muito rapidamente

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Por em 15.08.2011 as 18:51

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O chão que pisamos parece permanente e imutável, mas as rochas que compõem a crosta da Terra são sujeitas a um ciclo de nascimento e morte que muda a superfície do nosso planeta.

Agora, os cientistas encontraram evidências de que esse ciclo é mais rápido do que se pensava: 500 milhões de anos, em vez de 2 bilhões.

As placas tectônicas que compõem a crosta terrestre estão constantemente disputando umas contra as outras: se roçando, se distanciando e batendo de frente.

Onde ocorrem colisões frontais, crostas oceânicas mais densas são empurradas por baixo de crostas continentais mais leves, fazendo com que a crosta derreta na feroz temperatura e pressão do manto da Terra.

Esta crosta oceânica se mistura ao resto do manto, que devido à sua alta temperatura e pressão, tem um fluxo lento que dá energia aos vulcões de todo mundo.

Praticamente todas as ilhas oceânicas do mundo são vulcões. Várias delas, como as ilhas havaianas, vieram de plumas que se originaram na parte mais baixa do manto. O processo geológico é o seguinte: rocha quente que fazia parte da crosta oceânica nasce em colunas cilíndricas de uma profundidade de cerca de 3.000 quilômetros e, perto da superfície, onde a pressão é reduzida, ela derrete e forma vulcões.

Os cientistas pensavam que este processo levava cerca de 2 bilhões de anos para se completar, mas novos dados sugerem que pode até levar um quarto desse tempo.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão através de uma análise química de minúsculas inclusões vítreas em cristais de lava basáltica do vulcão Mauna Loa, no Havaí. As inclusões microscópicas na rocha vulcânica continham elementos originalmente dissolvidos na água do mar que foram, então, absorvidos pelas rochas oceânicas. Isto permitiu que o processo de reciclagem fosse datado.

A idade é revelada pela razão dos isótopos (isótopos de um elemento químico têm números diferentes de nêutrons em seus núcleos) do elemento estrôncio, um número que muda com o tempo.

Com um laser desenvolvido especialmente para a ocasião, os cientistas mediram o estrôncio nas amostras de lava do Havaí e ficaram surpresos quando as descobertas sugeriram que a rocha tinha menos do que 500 milhões de anos.

“Aparentemente, o estrôncio da água do mar chegou a profundidades no manto da Terra e reemergiu depois de apenas meio bilhão de anos, em lavas do vulcão havaiano”, disse um dos autores do estudo, Klaus Peter Jochum. [OurAmazingPlanet]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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7 comentários

  1. o que eu quero comentar e que este depoimento eata super certo que isso deve ser evestigo mai e que os cientitas descobram varias coisa nos brasileiros devemos se bem infomados

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  2. zeus /

    -Até hoje,pesquisadores publicavam que a recuperação do meio ambiente era lenta e frágil,agora dizem que se reconstrói rápido;Afinal o que é verdade?–Recicla ou não recicla?

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  3. MAURO /

    Nooossa! Que coisa sensacional esta descoberta! Deveras interessante! Com certeza vai abalar as estruturas científicas e geológicas conhecidas pelo cientistas. Isso é mais interessante que um contacto de terceiro grau.

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  4. MAURO /

    Nooossa! Isso sim é interessante! Deveras interessante! Por certo vai mudar nosso “modus vivendus”.

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  5. Bovidino /

    O que me assusta é a diferença entre o que se pensava (2 bilhões de anos) para o que se pensa hoje (500 milhões de anos).
    Nada menos do que 1 bilhão e 500 milhões de diferença.
    Imaginem o que isso pode significar em diferentes áreas.

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  6. Cristiano /

    Isto sim é matéria excelente! Foi este tipo de matéria que me fez acompanhar diariamente este site quando o mesmo ainda tinha outro nome. Senhores editores, cuidado com as matérias de gosto duvidoso publicado nos últimos tempos…

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