Tabela periódica dos elementos sofre mudanças

Publicado em 20.12.2010

A tabela periódica é ensinada do mesmo jeito há muito tempo. Por mais de um século e meio, os seres humanos usam pesos atômicos padrão – um valor único. Porém, conforme a tecnologia evoluiu, os cientistas descobriram que os números desse gráfico não são tão estáticos como se acreditava anteriormente.

Agora, dez elementos que ajudam a compor o universo – hidrogênio, lítio, boro, carbono, nitrogênio, oxigênio, silício, cloro, enxofre e tálio – estão mudando de uma forma sem precedentes: seus pesos atômicos estão sendo alterados.

Os cientistas ainda não inventaram uma fórmula mágica para transformar as massas de todos estes elementos. Em vez disso, eles estão atualizando o que muitas vezes é considerada como “constante da natureza” na tabela periódica.

O padrão de peso atômico de um elemento, que é composto de um tipo de átomo, baseia-se na massa de seus átomos. O problema que os cientistas estão acrescentando está enraizado no fato de que estes átomos nem sempre têm a mesma massa.

Apesar de todos os átomos que constituem um elemento terem o mesmo número de prótons, os elementos têm variantes conhecidas como isótopos que possuem números diferentes de nêutrons em seus núcleos, fazendo com que alguns sejam mais leves ou mais pesados do que outros.

Alguns elementos têm mais de um isótopo estável. Por exemplo, o carbono tem dois: o carbono-12 e carbono-13. Os números em cada isótopo revelam quantas partículas eles têm em seus núcleos. Por exemplo, o carbono-12 tem seis prótons e seis nêutrons.

No passado, para dar um padrão de peso atômico para estes elementos, os cientistas faziam a média dos pesos atômicos destes isótopos com base em quão comum eles eram; quanto mais abundante um isótopo era, maior o papel que desempenhava no padrão de peso atômico.

No entanto, a abundância de um isótopo pode variar na natureza, levando a variações de peso atômico de um elemento. Por exemplo, o enxofre tem um padrão de peso atômico de 32,065, mas o seu peso real atômico está entre 32,059 e 32,076, dependendo de onde o elemento é encontrado.

Essas pequenas variações no peso atômico de um elemento são importantes para a pesquisa e a indústria. Por exemplo, medições precisas das abundâncias de isótopos de carbono são usadas para determinar a pureza e a fonte de alimentos como mel e baunilha.

Medições de isótopos de nitrogênio, cloro e outros elementos ajudam a localizar os poluentes em rios e águas subterrâneas. No esporte, as investigações de doping são feitas com base na identificação da testosterona, porque o peso atômico do carbono da testosterona natural humana é maior do que na testosterona farmacêutica. Ou seja, há uma grande quantidade de informações práticas que podemos obter através do peso atômico.

Agora, pela primeira vez na história, os pesos atômicos padrão de dez elementos serão expressos de uma maneira nova, que reflete com mais precisão a forma como esses elementos são encontrados na natureza.

Em vez de valores únicos, eles vão ficar expressos em intervalos, com limites superiores e inferiores, para transmitir variações de peso atômico. Por exemplo, o peso padrão do carbono está listado como um intervalo entre 12,0096 e 12,0116.

Os outros elementos da tabela periódica permanecem iguais, já que elementos com apenas um isótopo estável não apresentam variação em seus pesos atômicos. Por exemplo, os pesos atômicos padrão do flúor, alumínio, sódio e ouro são constantes, e seus valores têm mais de seis casas decimais.

Os especialistas dizem que as mudanças podem parecer confusas para estudantes e cientistas, mas são fáceis de serem aplicadas. Por exemplo: que número deve se usar em um teste, ou no laboratório? Em última instância, dependerá do elemento e do contexto.

Se as pessoas quiserem fazer um cálculo simples que envolva um destes 10 elementos, podem utilizar um valor único chamado de peso atômico convencional. Se precisarem de mais precisão (mais casas decimais do número), podem procurar um valor de peso atômico para o contexto específico que desejam. Por exemplo, o boro na água do mar tem uma faixa de peso atômico muito estreita, então a pessoa poderia selecionar um valor de 10,818. [LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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13 Comentários

  1. Como acadêmico de química é uma informação de muito valor pois sabemos que o mínimo desvio relacionados a qualquer área científica pode trazer grandes problemas…como também agregar novas perspetivas e entendimento sobre as áreas de conhecimento…muito bom o texto e de muita relevância..

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  2. As alterações proporcionadas por novas descobertas é o motor da ciência, o que a faz andar.
    E o importante é que não se tenha medo de se aceitar estas mudanças que, muitas vezes, podem jogar por terra conceitos já há muito enraizados …
    Abraços e um Feliz Natal a todos !
    :-)

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  3. a ciencia e isso mesmo, a cada dia aparecem novas descobertas e alguns conceito sao alterados faz parte da ciencia.

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  4. Adorei a matéria. Ciência tem que ser feita disso, de coisas que podem ser medidas , verificadas e repetidas. Essa é a verdadeira ciência. Sem suposições, sem chutes, sem influencia política. ” Chega de chutão gente “

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  5. é muito bom a evolução e novas descobertas da ciência! ainda bem que minha profição não sobre tantas evoluções! :)

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  6. Parabéns pela matéria! A tabela periódica é, para a maioria dos leitores do Hypescience, apenas um problema de ensino médio. A matéria é bastante oportuna e vem a acrescentar ao conhecimento de todo mundo.

    Mais uma vez, parabéns.

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  7. quer dizer q passamos anos estudando quimica para descobrir que tudo o q aprendemos está totalmente errado?

    SANTA PACIENCIA!

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  8. Andei eu tantos anos a partir a cabecinha com a tabela periódica para agora descobrir que afinal nào sei nada.IRRA!!!

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  9. Já não basta a nova ortografia, agora isso? Huehueheuheeh

    Falando sério, penso que era só uma questão de tempo até a tabela periódica ser alterada, quando mais descobertas a ciência faz, mas descobrimos que há mais do qeu nossos instrumentos passados conseguiam medir/observar/prever…

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