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Tratamento com ondas de rádio reduz pressão arterial

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Por em 9.12.2010 as 19:23

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Segundo um novo estudo, uma terapia com ondas de rádio poderá ser usada rotineiramente para reduzir a pressão sanguínea em pessoas cuja hipertensão não responde aos medicamentos.

O tratamento reduziria o risco de derrame e doenças cardíacas em centenas de milhares de pessoas. A hipertensão arterial ocorre quando a pressão arterial sistólica de uma pessoa ultrapassa 140 milímetros de mercúrio, e a pressão diastólica fica acima de 90 mmHg.

Tratamentos com medicamentos convencionais ajudam a relaxar os vasos sanguíneos. No entanto, 15% dos pacientes hipertensos não respondem a estas drogas. Além disso, a doença aumenta o risco de doença cardíaca coronariana e derrame. Em todo o mundo, 7,1 milhões de mortes por ano são diretamente atribuídas à pressão arterial não controlada.

O novo procedimento objetiva os nervos em torno do rim, que estão alojados dentro da parede da artéria renal. As ondas de rádio chegam ao interior da artéria por uma sonda inserida através da coxa do paciente.

Nos pacientes hipertensos, esses nervos são muito “ligados”. Eles aumentam a pressão arterial através da retenção de sais e água e da constrição dos vasos sangüíneos. Para “desligá-los”, os pesquisadores usaram a sonda de ondas de rádio para aquecer a artéria em 10° C. Isso reduziu a atividade do nervo entre 30 e 80%, deixando a artéria ilesa.

O estudo envolveu 106 pacientes com pressão arterial sistólica superior a 160 mmHg, que usavam três ou mais medicamentos anti-hipertensivos. O nível normal é de 120 mmHg. Cerca de metade desses pacientes foi submetida ao novo procedimento.

Após seis meses, a pressão arterial sistólica caiu pelo menos 10 mmHg em 84% dos pacientes que receberam o tratamento. Isso deve reduzir o risco de derrame em mais de 30%. Porém, o tratamento não foi eficaz para todos os pacientes. Os pesquisadores especulam que alguns pacientes não tiveram os nervos suficientemente “desligados”.

Em média, a pressão arterial sistólica nas pessoas tratadas diminuiu 32 mmHg, e a pressão diastólica 12 mmHg, enquanto a pressão arterial no grupo de controle não se alterou. Os pesquisadores não observaram nenhum efeito colateral sério.

Os testes terão que ser repetidos em grupos maiores para que os pesquisadores possam avaliar os efeitos a longo prazo, em detalhes. A primeira vez que o procedimento foi testado foi em 2008, e a pressão arterial do paciente permanece baixa até hoje. Assim, os pesquisadores esperam que o tratamento seja permanente.

Se isso for confirmado, o procedimento terá profundas implicações para os pacientes que sofrem de hipertensão. O tratamento pode ficar disponível para aplicação clínica na Europa e na Austrália nos próximos 12 meses. [NewScientist]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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3 comentários

  1. otima noticia, porem quero informar, que ja exinte aparelho no brasil, que funciona com eletromagnetismo e radio frequencia tecnologia alema e japonesa, sou distribuidor do produto, funciona para tratamentos diversos, como presao , diabetes, colunae outras mas.

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  2. clarice /

    eita notícia boa …..vou enviar esta matéria para os meus amigos “hiper”

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  3. ana paula camoesas /

    Espero não morrer até lá,e melhor ainda,ter dinheiro para pagar esse tratamento

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