Três enganos comuns que as pessoas pensam que são encontros extraterrestres

Publicado em 29.07.2013

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Quase todo mundo que já olhou para o céu à noite perguntou a si mesmo, pelo menos de alguma forma, a mesma questão: “Será que estamos realmente sozinhos no universo?”. A única coisa que é certa é que nós definitivamente não queremos estar. Talvez isso explique porque as pessoas continuam vendo OVNIs no céu, e porque estão sempre caindo em um de três tipos básicos de engano.

A ideia de que a humanidade é única é um pensamento muito deprimente para a maioria das pessoas. É natural, então, que nós passemos a interpretar praticamente qualquer coisa como um sinal de contato alienígena.

A história está repleta de relatos de avistamentos de OVNIs, mas se você tomar um segundo para parar e pensar, quase todos vêm com explicações, e nenhuma delas extraterrestre. Considere o seguinte: uma de nossas naves espaciais levaria cerca de 60 mil anos simplesmente para alcançar a borda de nossa galáxia, o que dificulta a viabilidade de uma visita extraterrestre. Isso não impediu hordas de pessoas dispostas a jurar até o dia da morte que viram, interagiram com, foram tocados e/ou sido sondados por criaturas de um mundo além do nosso.

Estas pequenas revindicações e suas posteriores “provas” de vida alienígena na Terra quase sempre caem em uma das três categorias: exercícios militares que deram errado, fenômenos da natureza, e, é claro, fraudes.

1. Casos Militares

Já percebeu como avistamentos de OVNIs tendem a acontecer convenientemente em torno de bases militares? Sim, e isso não é uma coincidência. Seja balão meteorológico, câmeras espiãs voadoras, ou aeronaves não autorizadas, as pessoas sumariamente, e felizes com isso, assumem que o mistério observado é alienígena – em vez de atividade militar. Especialmente em tempos de paranoia nacional.

A Batalha de Los Angeles

Após o ataque a Pearl Harbor, a sensação de segurança nos EUA foi destruída. Assim, três meses depois, quando um balão meteorológico casualmente passou flutuando sobre Los Angeles em 1942, a histeria coletiva se alastrou. O que uma cidade aterrorizada pode pensar? Pensou que se realizava um ataque aéreo militar maciça contra um intruso extraterrestre, resultando nesta fotografia icônica do que mais tarde foi apelidado de “The Battle of Los Angeles”.

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Inicialmente, a sombra no céu foi pensado como sendo um ataque vindo do Japão, mas em uma entrevista coletiva logo após o incidente, o Secretário da Marinha Frank Knox rapidamente procurou tirar atenção do fato, chamando-o de um “alarme falso”. Isso, em seguida, deixou o pessoal da mídia livre para publicar todos os tipos de “relatórios” de encobrimento de atividades extraterrestres.

A Batalha de Los Angeles aclimatou os civis para a noção de que avistamentos de alienígenas não eram apenas plausíveis, mas prováveis. Permitiu uma maneira mais confortável para explicar os seus medos.

O Incidente Roswell

Um dos mais notórios alegamentos de avistamentos de OVNIs (e a inspiração para um programa de televisão criminalmente subestimado), começou em julho de 1947, Roswell – Novo México EUA, quando o capataz William Brazel tropeçou em uma vala gigante com centenas de metros de comprimento e cheia de detritos, tiras de borracha, papel alumínio, papel, fita adesiva e madeira.

A confusão bizarra foi na propriedade onde trabalhava, e Brazel prontamente comunicou às autoridades, até que o relato chegou à base aérea de Roswell. O comandante da base descreveu o evento como sendo nada mais que um balão meteorológico com defeito, encorajando todos a esquecer tudo e voltar às suas atividades. Então, os teóricos da conspiração decidiram que era o momento perfeito para alavancar a demagogia UFO.

Stanton Friedman, físico e ufólogo, foi um dos que iniciaram as explicações envolvendo alienígenas nesse evento, porém trinta anos depois. Depois de entrevistar o Major Jesse Marcel, um dos inspetores do sítio original, em 1978, Friedman conseguiu o que estava procurando. Marcel afirmou que todo o evento foi um acobertamento militar de uma nave alienígena.

Glenn Dennis, um agente funerário, também afirmou que corpos foram retirados do local e levados para uma base aérea. Mas essas pessoas não eram totalmente insanas (ou, no mínimo, totalmente erradas).

Com tanta controvérsia sobre o que realmente aconteceu, duas investigações oficiais do governo separadas ocorreram – uma em 1994 e outra em 1995. A primeira confirmou que a causa tinha sido de fato sido um balão meteorológico, em um programa confidencial que usou luzes sensíveis para tentar detectar testes nucleares russos. A segunda esclareceu que os “corpos mortos” eram manequins usados durante testes de paraquedas, manequins estes que, em seguida, tiveram que ser removidos.

Depois de Roswell, o interesse em potenciais naves alienígenas disparou, com cerca de 800 avistamentos ocorrendo nas semanas que se seguiram. Tal como acontece com a Batalha de Los Angeles, o clima internacional provavelmente desempenhou um papel fundamental. Enquanto as fotografias de OVNIs são agora relativamente raras e se formou um considerável ceticismo, naquela época, as reivindicações foram aceitas em massa. Cada avistamento de OVNI era apenas um outro acréscimo para cima de uma já grande pilha de eventos e indutores de ansiedade (quanto mais relatos vinham, mais a ideia se prospectava na população, causando ainda mais relatos).

As luzes misteriosas

Em agosto e setembro de 1951, a pequena cidade americana de Lubbock, Texas, teve seu próprio e breve período nos holofotes ufológicos. Avistaram um grupo de 20 a 30 luzes flutuando no céu, na noite de 25 de agosto. Na semana seguinte, o estudante Carl Hart notou um fenômeno similar no céu e tirou fotos, que o jornal local, em seguida, publicou e eventualmente enviou por todo o país.

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O Tenente Edward Ruppelt, do Projeto Blue Book da Força Aérea (a agência governamental norte-americana criada para o propósito expresso de investigações de UFOs) analisou as imagens e, finalmente, declarou como sendo uma brincadeira. Para Ruppelt, a visão não tinha sido nada mais do que postes a refletir sob as barrigas de um bando de maçaricos (aves). Testemunhas na área apoiaram esta explicação, concordando que eles tinham de fato visto e até ouvido grandes bandos de aves migratórias.

Ainda assim, outros sustentaram a ideia de que o tenente estava simplesmente tentando encobrir atividades militares com aeronaves. Qualquer que possa ser a explicação correta, no entanto, certamente não inclui alienígenas.

2. Fenômenos da Natureza

Nosso planeta é plenamente capaz de criar seus próprios e absolutamente belos fenômenos impressionantes que podem muito facilmente aterrorizar testemunhas que não entendem o que está acontecendo no céu acima deles. Geralmente, conforme a ciência avança, temos cada vez menos casos de pessoas relatando atividades suspeitas, potencialmente de outro mundo ou sobrenaturais, diante de uma ocorrência natural. Ainda assim, é curioso o quão rápido chegamos à conclusão de que uma visão fenomenal veio de algum ser alienígena quando, na verdade, ele só veio a partir de nosso próprio mundo.

Milagre do Sol em Portugal

Em 1917, trinta mil pessoas em Fátima, Portugal, supostamente testemunharam o “Milagre do Sol”, um evento que deveria ser uma prevista aparição da Virgem Maria. Multidões se reuniram para olhar para um céu nublado durante horas. Mas quando as nuvens finalmente abriram e o sol veio, todo mundo experimentou, simultaneamente, uma visão de luzes multicoloridas que vieram para baixo em espiral – pânico coletivo.

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Para esta população claramente de devoção religiosa, as luzes brilhantes poderiam muito bem ter parecido como um sinal do fim dos tempos. Quase 100 anos depois, sabemos do fato que ficar olhar para o sol por um tão longo período de tempo tem o potencial de induzir diretamente histeria em massa e alucinações. Se eles estavam procurando por um pouco de emoção, ao menos conseguiram. O dano grave na retina foi apenas um bônus.

As luzes do País de Gales

Em janeiro de 1974, as pessoas nas montanhas do País de Gales relataram ter visto luzes estranhas no céu, diretamente seguidas por um abalo violento do solo sob seus pés – hoje sabemos que eram terremotos. Os habitantes da montanha Berwyn, no entanto, definiram que havia apenas duas possíveis explicações: explosões de enormes meteoritos ou ataques alienígenas.

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Infelizmente para os sensacionalistas galeses, a ciência diz o contrário: quando a crosta da Terra está sob estresse antes da atividade sísmica, (o que se presume ser) luzes eletromagnéticas, muitas vezes, aparecem no céu. E o British Geological Survey (BGC) determinou que um terremoto de magnitude 3,5 havia agraciado a região com sua presença nessa mesma noite.

3. Fraudes (mentirosos, charlatões ou brincalhões)

E há quem simplesmente age de má-fé – e quem acredita.

Roswell: a Autópsia

Em 1995, o tema de Roswell mais uma vez acendeu conversas em todos os Estados Unidos quando o empresário Ray Santilli alegou ter em sua posse um filme em preto e branco de 17 minutos de uma autópsia alienígena recuperada do setor do Caso Roswell. Então eis que surge um documentário acompanhado do vídeo, com muitos, senão a maioria dos indivíduos entrevistados afirmando firmemente que eles acreditavam que era falso. As emissoras de televisão que mostraram o documentário mais tarde admitiram censurar as partes que colocavam a validade da autópsia em questão. Uma vez que o filme foi exibido, o diretor do documentário também afirmou que ele acreditava que o filme só podia ser falso.

Claro que, em breve, quase todos com algum tipo de conexão com o evento começaram a falar que era apenas uma brincadeira. Santili, então, admitiu que a maioria das “imagens originais” eram de péssima qualidade, e ele teve que usar porções refilmadas e reencenar eventos supostamente reais. Eventualmente, o artista e escultor John Humphreys também veio a público admitindo que ele tinha construído dois corpos extraterrestres e enchido-os com um pouco de mistura “saborosa” de cérebros de ovelha, geleia (sabor não especificado), vísceras de frango e ossos de articulações. Você sabe, coisas alienígenas…

Apesar de todas estas admissões e as provas em contrário, Santilli continua a afirmar que o filme é uma reconstrução precisa de 100% do original.

Morristown, New Jersey

Recentemente, 2009, os moradores de Morris Conde, New Jersey, ficaram de janeiro a fevereiro mistificados em torno de cinco luzes estranhas que sempre apareciam no céu noturno. Mesmo trabalhadores em torres de controle não conseguiam descobrir de onde as luzes estavam vindo – nada aparecia em seus radares. Portanto, é claro, a próxima conclusão lógica foi alienígenas.

No mesmo dia da mentira, dois jovens admitiram a fraude. Colocaram luzes simples em balões de hélio, e enviaram num caminho acima da cidade, em um esforço para mostrar como é fácil incitar um susto UFO. E certamente funcionou.

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Desde que sabemos 100% ao certo o que realmente aconteceu nesse caso, a extensão e a variedade de reações provaram o quão não confiáveis ​​e inconsistentes podem ser os relatos de avistamentos de alienígenas. Embora não tinha sido nada mais do que algumas luzes pairando, algumas pessoas afirmaram nunca ter visto nada tão assustador em suas vidas, alguns se recusavam a acreditar que a causa tinha sido balões, e um homem ainda insistiu que ele tinha visto nove luzes espalhadas que finalmente se juntaram numa linha e começaram a se comunicar uma com a outra. Portanto, não importa quão sincera a história possa parecer, as pessoas são absurdamente não confiáveis ​​quando se trata de um encontro alienígena – e outros também.

Ainda assim, sempre haverá pelo menos algum mistério não resolvido que leve a promessa de contato alienígena. Mesmo que seja apenas a menor das possibilidades, isso é tudo que algumas pessoas precisam para desencadear um “comboio de teorias da conspiração com atividades alienígenas”. [GIZMODO]

Autor: Jonatas Almeida da Silva

Analista e Desenvolvedor de Sistemas, e estudos pessoais com ênfase em Astronomia, Química e Tecnologia, trabalhos na área da programação orientada a objetos, animação 3D e projetos científicos. Xadrezista, tem como atividades de lazer o futebol, livros e filmes, e uma gama de gêneros musicais. Gremista oficial. Uma frase: O tempo não espera por homem nenhum. "A.L."

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46 Comentários

    • Davi, tem duas condições geralmente confundidas nesses assuntos: ufologia e astrobiologia. A ciência ou protociência astrobiologia é da sua opinião, e estima por razões científicas que a vida em outros mundos é altamente provável, e até no sistema solar existem objetos a serem estudados – Europa, Marte, Titã… A ufologia é um outro ramo, que pesquisa atividade de intelectos alienígenas AQUI na terra, (discos voadores, contato imediato), logo, é diferente. Existe outra, o SETI, que é uma protociência que procura formas de contato com civilizações extraterrestre – via sinais com mensagens codificadas detectáveis e analisáveis.
      Resta saber a qual das três estás falando – já que a verdade de uma não confirma a outra, acharmos vida em Marte não serviria de comprovação para a ufologia, a menos que achássemos uma base com discos voadores lá. :)

    • Até o presente momento, fortes evidências sustentam que a existência de vida extraterrestre é mais uma questão de fé do que de fatos.

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    • @Jonatas, no futuro, a Nasa vai encontrar alienígenas em Marte, mas estes vieram da Terra mesmo!!!

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    • Porquê vocês não vão a um motel logo?! As pessoas precisam se conscientizar de que, por mais que você não concorde com a opinião alheia, tem que respeitá-la, pois ninguém, eu disse NINGUÉM tem autoridade pra falar o que é e o que não é nesse assunto. Talvez nem a nossa espécie dure tempo o suficiente pra conseguir chegar à realidade do todo. Não é porque um é cientista, o outro é físico, químico ou seja lá a merda que for, que tem mais razão. Até porque TEORIAS não representam a verdade. Um hipótese provável mas não a verdade. O que nos torna únicos é a capacidade de cada um ter o seu pensamento, a sua opinião. Eu acredito que SIM, nós fomos e somos visitados por seres de outro planeta, outra dimensão seja lá o que for. Mas somos. As evidências estão em todos os cantos do planeta. Inclusive em nós mesmos. Não aceito ser chamado de “macaco desenvolvido”. Acredito sim, que podemos ter parentesco com tais animais, mas claramente uma manipulação genética. Só um cego não percebe isso. Mas respeito a “cegueira” das pessoas. Essa é minha opinião. MINHA. Simplesmente não consigo ver maneira de o homem ter erguido construções como Puma Punku, Teotihuacán, e várias outras obras magníficas que seriam obras de arte se construídas hoje… Com tecnologia pra esculpir formas em pedras que até para as máquinas de hoje seriam difíceis, com a precisão astronômica que demonstra a disposição dos prédios… Infelizmente sei que não vou viver tempo o suficiente para saber como tudo isso foi feito, de onde isso tudo, inclusive nós, viemos. Mas, por mais que a minha opinião soe absurda pra você, a sua também pode soar absurda aos meus ouvidos. Porém certamente vou respeitá-la e tentar entender a sua visão e, quem sabe, incorporá-la às minhas “teorias” caso tenha algo que se encaixe.

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    • @Davi Rodrigues:
      Eu só posso falar por mim: eu não tenho este costume que você tem, inclusive, para julgar que outros deveriam seguir seu comportamento estranho de resolver diferenças em um motel. Aqui é um espaço público e democrático para qualquer um debater. E, pelo jeito, nem mesmo os moderadores do Hypescience estão muito preocupados com o que se comenta por aqui, haja vista seu comentário ter sido liberado, não obstante o conteúdo grosseiro e sem educação que você usou nele. Posso até lhe sugerir que, no seu próximo comentário, você faça mais uso de palavrões e sugestões de carater pornográfico para testarmos até onde podemos usar de tais argumentos sem que o comentário seja bloqueado.

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    • @Davi Rodrigues:
      O melhor argumento do sem argumento é uso abusivo de falácias tentando demonstrar alguma razão. Eu não vou usar palavrões e nem lhe fazer sugestões de cunho pornográfico como é do seu costume. Aproveite o link a seguir: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia

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    • Hahahaha!!! Pior do que o Sheldon Cooper! Wagner.dtr, se essa conversa fosse pessoalmente realizada, eu te daria um biscoito pela sua magnífica descoberta da palavra “falácia” em nosso grandioso português.

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  1. Eu nunca vi nada incomum nos céus, mas não desacredito que exista vidas em outros lugares pelo universo. Não quero ofender ninguém, mas é mais provável existir vida em outros planetas do que um Deus espiritual para o qual as pessoas rezam, pedem perdão, enfim… É um “ceticismo egoísta” achar que somos únicos no universo. Agora para aqueles que não acreditam, está ai mais um motivo para darem mais valor a vida, pq é um sinal de que a vida como a conhecemos só é possível aqui, no planeta conhecido como TERRA.

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    • William Ferreira, uma coisa é achar que existe vida no Universo além da Terra – a maioria dos cientistas acredita que existe. E mesmo vida inteligente, tanto é que existem projetos de busca por vida inteligente, como o SETI (que até agora não deram resultado positivo).

      Outra coisa bem diferente é afirmar que somos visitados. Não há uma única evidência de que alguma vez tenhamos sido visitados, o que indica que ou nunca fomos visitados, ou quem visitou não deixou nenhuma marca, nenhum sinal. Poderiam ter deixado alguma coisa enterrada na Lua, e este seria um farol que permaneceria acesso por milhões e milhões de anos — poderia, por exemplo, ser um mapa qualquer ou um símbolo que, quando fosse detectado, apontaria imediatamente para uma origem alienígena. Poderiam fazer a mesma coisa em outros corpos inertes do sistema solar que chamam a atenção, como Mercúrio ou Ceres. Até agora não encontramos nada. Ou os alienígenas não sabem como chamar a atenção, ou eles não deixaram nada em nenhum lugar, e se não deixaram é por que ou não querem que saibamos de sua presença, ou por que não imaginaram que algum dia uma civilização tecnológica se formasse neste sistema, ou simplesmente nunca apareceram por aqui.

      Por enquanto, quem afirma que somos ou fomos visitados deveria apresentar uma evidência palpável. Até agora não apresentaram nada.

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    • Realmente Cesar, você está certo com suas afirmações. São muitas as possibilidades, tendo em vista a quantidade de galaxias que existem. Acredito que num futuro próximo teremos um resultado positivo desses projetos. Agora a questão é: Será que a humanidade esta/estará preparada para uma noticia com esse teor? Apesar de as pessoas estarem evoluindo no assunto, sabemos que uma maioria esmagadora não aceita, não acredita ou tem medo… principalmente os religiosos, sem querer ofender. Não desacredito de alguns relatos. Apesar de nunca ter visto algo incomum, pessoas próximas de mim já relataram uma situação sem explicação. E acredito nessas pessoas pelo fato de serem pessoas sérias, competentes e maturas. Não me deram nenhuma evidencia mas nunca tiveram motivos para mentir. Eu acredito que em nosso planeta existem muitas evidencias. Se olharmos para nossa história, principalmente das civilizações mais antigas, veremos muitos feitos sem explicação… O tempo é nosso aliado. Com ele teremos nossas respostas!
      Obrigado por comentar oq escrevi. É legal quando uma conversa flui sem o interesse de agredir quem escreveu, ou querer provar quem sabe mais… e sim pelo fato de expormos nossas idéias, descobertas e nossos conhecimentos, sempre com humildade! Escrevi mais no intuito de registrar que temos valorizar oq temos, nosso planeta. Alguns olham para o céu, outros não se arriscam… mas poucos percebem onde estão. Somos envolvidos pelo capitalismo que tem um preço pra tudo… Menos para uma casa como a nossa!

      Forte abraço Cesar, até +!

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    • William, com os relatos acontece coisa semelhante. Quem afirma que viu, provavelmente viu alguma coisa. Mas “ver” é algo que acontece em várias etapas. Supondo que haja algo para ser visto, os passos seriam o seguinte:

      1. algo a ser visto emite luz;

      2. esta luz atravessa camadas de ar, com diferentes densidades, sofrendo distorções (geralmente negligenciáveis, mas em certas condições são importantes), e também encontrando grãos de poeira e de gelo ou água suspensas na atmosfera, sofrendo absorções, reflexões, difrações;

      3. a luz chega ao olho (em alguns casos depois de atravessar a lente de um óculos), atravessando o cristalino (sofrendo refração) e atingindo a retina;

      4. a retina é um tecido fotossensível que está recoberto com um tecido mais ou menos opaco, responsável pela alimentação da retina (sim, nosso “projeto inteligente” é estúpido no que tange à retina);

      5. o sinal luminoso é transformado em sinal bioelétrico e transferido para o cérebro;

      6. o cérebro realiza a interpretação do sinal.

      E as coisas podem dar errado em vários pontos. Por exemplo, pode ser que na origem tenhamos uma miragem, um efeito causado pela reflexão da luz de outro fenômeno, geralmente o Sol. Podemos ter distorções na luz, alterando a forma ou cor do que está sendo visto. Pode ser que parte da imagem caia sobre uma região da retina da pessoa que está com defeito. Pode ser que o nervo ótico dispare aleatoriamente, criando sinais espúrios que o cérebro interpreta como sendo alguma coisa no céu. E isto sem contar que algumas vezes as pessoas vêem fenômenos normais e corriqueiros, mas não sabem identificar os mesmos, ou interpretam incorretamente…

      É por isto que testemunhas oculares não tem muito prestígio na ciência.

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