
A bizarra conquista é similar à troca de corpos já exaustivamente explorada em tramas de TV e cinema nas últimas décadas.
Os neurocientistas da vida real, da Universidade Karolinska Institutet, na Suécia, conseguiram fazer que os voluntários pensassem que os corpos de outras pessoas e de manequins fossem os seus.
No experimento duas câmeras — cada uma representando um olho, que agiram como uma câmera estereoscópica — foram presas à cabeça de um manequim de lojas. Elas estavam conectadas à duas pequenas telas que ficavam na frente dos olhos do voluntário para que ele enxergasse o que o boneco ‘via’. Quando as câmeras do boneco estavam olhando para baixo olhando o próprio corpo plástico os voluntários sentiam que aquele era o seu próprio corpo.
A ilusão começava quando o cientista tocava simultanealmente na barriga do boneco e do voluntário com duas varetas. O voluntário via a vareta tocar a barriga do manequim, na perspectiva do manequim enquanto sentia o toque da outra vareta (imagem ao topo). Como resultado o voluntário sentia uma poderosa sensação de que o corpo do manequim era seu próprio corpo.
Em outro experimento as câmera eram presas à cabeça de outra pessoa. Quando ambos olhavam para baixo, enquanto se cumprimentavam com um aperto de mão, o voluntário sentia que o corpo da pessoa com as câmera como o seu.
A impressão sensorial da própria mão era vista pelo voluntário como vindo da outra pessoa. E a força da ilusão foi confirmada quando uma faca era segurada próxima ao braço da pessoa que estava com as câmeras na cabeça: os voluntários exibiam reações de estresse. Mas o mesmo não ocorria quando a faca era colocada próxima do braço do próprio voluntário.
O objetivo do experimento era descobrir mais sobre a ‘personificação’, ou seja, a maneira que o cérebro constrói a imagem do próprio corpo e como passamos a sentir que estamos localizados em nosso próprio corpo.
O conhecimento de que a personificação pode ser manipulada para fazer as pessoas acreditarem que que tem um novo corpo tem um grande potencial prático na realidade virtual e na robótica. Também pode ser útil na pesquisa de distúrbios da imagem corporal como anorexia.
A pesquisa foi publicada na edição online de dezembro da revista científica PLoS ONE. [Live Science, fotos AP]
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animal, só que quando eu li o título do artigo no e-mail eu pensei que já era uma “troca de corpo”, como se vc pudesse controlar o corpo da outra pessoa… isso sim é evolução, e creio que não está num futuro tão distante….