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Tsunami japonês “arrancou” grandes pedaços de uma plataforma de gelo na Antártida

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Por em 10.08.2011 as 15:00

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O terremoto de magnitude 9 que causou um tsunami no Japão em março foi tão poderoso que quebrou icebergs enormes a milhares de quilômetros de distância, na Antártida.

Segundo uma nova pesquisa, o ponto de quebra dos icebergs da plataforma de gelo Sulzberger na Antártida está ligado ao tsunami, que se originou com o terremoto ao largo da costa da ilha japonesa de Honshu.

A confirmação veio por observações de satélite da costa da Antártida imediatamente após o terremoto. Não é a primeira vez que um iceberg partiu por causa de um evento como esse, o que aconteceu, por exemplo, após o terremoto de magnitude 6,3 que atingiu a Nova Zelândia em fevereiro. Mas a nova descoberta marca a primeira observação direta de uma conexão entre tsunamis e quebras de iceberg.

Depois que o tsunami foi acionado no Oceano Pacífico, Kelly Brunt, especialista em criosfera, e seus colegas imediatamente olharam para o sul. Usando imagens de satélite, eles foram capazes de observar novos icebergs flutuando para o mar, pouco depois do tsunami atingir a Antártida.

Os cientistas explicam a dinâmica do evento: um terremoto na costa do Japão causou ondas maciças que explodiram para fora de seu epicentro.

O inchaço de água em direção a uma plataforma de gelo na Antártida, 13.600 quilômetros de distância e cerca de 18 horas após o terremoto, criou ondas que quebraram vários pedaços de gelo que, juntos, igualam cerca de duas vezes a área de Manhattan.

De acordo com registros históricos, esta peça de gelo, em particular, não se mexia pelo menos 46 anos antes do tsunami chegar.

A baía em frente à plataforma de gelo Sulzberger era amplamente carente de gelo do mar no momento do tsunami. Os cientistas acreditam que gelo do mar ajuda a amortecer inchaços e ondas que podem causar este tipo de ruptura.

Na época do tsunami de Sumatra, em 2004, as geleiras potencialmente vulneráveis da Antártida foram protegidas por uma grande quantidade de gelo marinho, e os cientistas não observaram eventos de ruptura relacionados a esse tsunami.

“Existem teorias de que o gelo do mar pode proteger as plataformas. Não havia gelo no mar, neste caso”, disse Brunt. “Um grande pedaço de gelo se partiu por causa de um terremoto de 13.000 quilômetros de distância”, finaliza.[OurAmazingPlanet]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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3 comentários

  1. leandro /

    É tudo é culpa do aquecimento, que saldade dos tempos de antigamente que não existia nada,só um monte de nativos fazendo sacrificios ao deus sol, deus lua, deus pedra etc…só o progresso pode assegurar que venhamos a superar esse metro d’agua(até o fim de 2100) que tanto falam. viva ao consumismo, capitalismo etc… que financiam as pesquisas científicas, e quem nao concorda por favor nao use o carro, nem enegia elétrica nem nada e vá morar numa clareira no meio do mato…

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  2. willian /

    A ganância humana arrancou muito mais.

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  3. Luis Setubal /

    Vamos fazer um combo, de tsunami com aquecimento global…
    é isso que dá!!!

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