10 teorias psicológicas que provam que somos robôs estúpidos

Por , em 16.04.2015

Nós somos os arquitetos de nossa própria personalidade – pelo menos, aprendemos a acreditar nisso porque nossas mães nos ensinaram assim.

Mas a verdade é que não temos muito controle sobre o nosso comportamento e nossas percepções do mundo. Várias teorias psicológicas sugerem que nossas personalidades, nossas progressões de pensamento e até mesmo os nossos sentimentos são o produto de processos corporais descontrolados.

Será que isso significa que somos na verdade robôs estúpidos levados a pensar que temos controle sobre nosso comportamento?

Provavelmente.

10. Memória explícita e implícita

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Quando pensamos na nossa própria memória, normalmente a vemos como algo que foi conscientemente construído, como uma lista de ideias decoradas. Esta memória, da qual estamos cientes, é chamada de memória explícita.

Mas ela não é a única. Os seres humanos têm memórias de coisas que simplesmente não podem se lembrar. É a chamada memória implícita.

A memória implícita é inconsciente, e não exige memorização deliberada. Estamos real e completamente inconscientes dela. Ainda assim, ela desempenha um papel importante no controle de nosso comportamento.

Quando criança, por exemplo, você pode ter tido uma tradição de ir ao cinema e pedir pipoca. Só que você não pode nem mesmo ter gostado muito de pipoca; apenas associou uma experiência tão agradável a ela, de forma que sua memória implícita prolonga o prazer de seus sentimentos por pipoca.

Psicólogos, por vezes, associam esta tendência a um comportamento impulsivo. Mesmo quando você é adulto, em vez de degustar o simples prazer do sabor da pipoca, você inconscientemente experimenta uma ligação fisiológica com uma infância feliz.

9. A questão do gênero

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A sociedade tem basicamente imposto uma distinção entre os sexos por volta da idade de três anos. Mas a pergunta de um milhão de dólares é se atributos de gênero são determinados pela biologia, ou construídos através dos nossos ambientes sociais.

O debate da natureza vs. ambiente social desperta uma longa polêmica na comunidade psicológica, mas o consenso agora parece ser que a nossa personalidade depende de uma mistura dos dois.

Nós somos obviamente influenciados por papéis de gênero socialmente construídos – creio que essa não é uma grande novidade. As meninas têm que brincar com bonecas Barbie e meninos com Lego e carrinhos. As roupas das meninas são cor-de-rosa, as roupas dos meninos são azuis. E quem usar trocado está fazendo “errado”, ou ganha um rótulo precoce relacionado à sua sexualidade.

Mas, apesar de nossos ambientes sociais nos incentivarem para os caminhos ditos como “certos”, é ainda claro que a biologia desempenha um papel enorme nisso também.

Cientistas descobriram que uma causa provável para a distinção de gênero é exposição hormonal durante o desenvolvimento pré-natal. Um estudo com ratos descobriu que ratos machos expostos a hormônios anti-macho durante a infância ficam menos agressivos do que a média dos ratos machos ao longo da sua vida útil.

Estes hormônios poderiam desempenhar um papel estruturalmente diferente nas composições de cérebros de homens e mulheres. Os homens tendem a experimentar uma maior estimulação no hipocampo esquerdo, e as mulheres no hemisfério direito. Isso resulta em mulheres com excelência em linguagem, e homens que têm o maior noção de espaço, por exemplo.

8. Desenvolvimento moral

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Nós podemos achar que controlamos o desenvolvimento de nossa moral. Mas, pelo menos de acordo com as teorias de Piaget e Kohlberg, a verdade é que a moralidade aumenta em estágios conforme ficamos mais velhos. Se algo bloqueia a progressão para a próxima fase, então o seu desenvolvimento moral fica sensivelmente prejudicado.

Kohlberg desenvolveu uma teoria da progressão moral em três etapas. Ele estudou meninos com idades entre dez aos dezessete anos, e ofereceu a eles um dilema. O pesquisador contou uma história sobre um homem cuja esposa estava morrendo de câncer. Como o marido não podia pagar a sua medicação, ele a roubou. Os meninos então explicaram o que eles pensavam que era a coisa certa a fazer.

Depois de estudar as suas respostas, Kohlberg elaborou a sugestão de que existem três níveis de desenvolvimento moral. A primeira é a fase de pré-convencional, quando as crianças não têm qualquer empatia com os outros e sua única motivação para fazer o bem é de medo de punição.

A segunda é a fase convencional, quando a motivação da criança vem de querer ser considerada como boa aos olhos dos outros. E a última etapa é a pós-convencional, quando a pessoa começa a questionar a autoridade, pensar de forma independente e entender que os direitos individuais, por vezes, têm consequências coletivas.

7. Puberdade

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Aquele período maravilhoso (só que não) em que somos afetados pela puberdade desempenha um papel importante nas personalidades que temos hoje. O início da puberdade inflama uma forma de egocentrismo, ou autoconsciência.

Algumas crianças se preocupam que eles estão se desenvolvendo muito rapidamente, e outras que estão em desenvolvimento mais lento que a média. Como passamos pela puberdade em diferentes idades, a maturidade é atingida em momentos diferentes também.

Um estudo descobriu que os meninos que amadurecem sexualmente mais cedo do que os seus pares muitas vezes desenvolvem maturidade social antes também, e são percebidos como líderes de seu grupo.

Meninos do outro lado da moeda tendem a se tornarem mais hostis, socialmente retirados e propensos a desenvolver problemas de comportamento.

O aspecto negativo para as meninas é um pouco mais complicado. Alguns estudos têm indicado que as meninas que amadurecem sexualmente mais cedo são mais propensas a serem percebidas como tendo um status mais elevado em encontros sociais; por outro lado, elas também são mais propensas a participar de atividades de quebra de regras, como roubar, enganar e abusar do álcool.

6. Orientação sexual

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Os gays são gays porque eles escolhem? Eles têm uma orientação sexual predisposta? Embora este seja um tema amplamente debatido, psicólogos concordam que a homossexualidade é, pelo menos parcialmente, biologicamente determinada.

Ao contrário do que vimos nas questões de gênero, os hormônios não parecem desempenhar um papel importante na orientação sexual. Estudos descobriram que os homossexuais podem ter o mesmo nível de testosterona que os homens heterossexuais. Isso é importante, porque mostra que você não pode “consertar” uma pessoa gay, bombardeando-a com uma dose ridiculamente alta de hormônios.

Infelizmente, a resposta é que ainda não sabemos exatamente certos o que determina nossa sexualidade. Mas, curiosamente, os homens homossexuais são mais propensos a ter um irmão mais velho do que os homens heterossexuais. Esta estatística conta apenas para irmãos nascidos da mesma mãe e, surpreendentemente, quanto mais irmãos mais velhos uma pessoa têm da mesma mãe, maiores são as suas chances ser gay.

Uma possível explicação é que cada vez que uma mãe está grávida de um menino, seu sistema imunológico torna-se bombardeado com proteínas encontradas apenas nos machos. A exposição extrema leva a anticorpos maternos contra essas proteínas, o que afeta o desenvolvimento do cérebro do feto. Este pode ser um dado controverso se alguma vez comprovado, porque pode levar as pessoas a acreditarem que a homossexualidade é uma síndrome que pode ser medicamente prevenida.

5. Agressão

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Existe uma ideia comum de que os níveis mais elevados de testosterona podem causar maiores níveis de agressão, e isso tem sido aceito na comunidade médica por um bom tempo. Alguns criminosos sexuais condenados foram também tratados com a terapia anti-androgeno, na esperança de que isso diminuiria impulsos de agressão causados pela testosterona. Embora essa correlação seja comprovada em certa medida, os psicólogos também descobriram que o oposto é verdadeiro em alguns estudos de caso.

Eles descobriram que os níveis de testosterona no sangue de um grupo de cinco homens, que estavam confinados em um navio durante duas semanas, mudaram ao longo do tempo conforme os homens estabeleceram uma ordem de classificação de dominância. Quanto maior era a classificação do homem, seus níveis de testosterona aumentavam. Isso sugere que o nosso ambiente externo pode realmente mudar a composição química do nosso corpo, o que permite que nos tornemos as pessoas que precisamos ser a fim de cumprir um determinado papel social estabelecido.

4. A “tríade do mal”

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Alguns cientistas acreditam que nossos traços de personalidade são, em grande parte, genéticos – portanto, inerentes à nossa biologia. Para estudar mais essa questão, pesquisadores compararam um grupo de gêmeos fraternos com um grupo de gêmeos idênticos com base em cinco traços de personalidade, incluindo extroversão, estabilidade emocional, consciência, afabilidade e abertura a novas experiências. Os resultados foram bastante previsíveis: gêmeos idênticos eram muito mais semelhantes entre si do que gêmeos fraternos.

A conclusão disso é que os nossos traços de personalidade são, pelo menos parcialmente, genéticos.

O que acontece se a sua personalidade é determinada por um grupo desagradável de genes? Psicólogos têm chamado isso de “Tríade do Mal”, que implica em três características conhecidas como maquiavelismo (sendo que a pessoa se torna um manipulador sem escrúpulos), psicopatia (quando a pessoa passa a exibir uma falta de empatia e um alto nível de impulsividade) e narcisismo.

Uma pessoa com azar de ser sorteada pela tríade do mal na loteria genética geralmente se torna um criminoso impiedoso, inteligentíssimo e de coração frio. De fato, os indivíduos que apresentam esses traços de personalidade compõem o principal tipo de criminosos.

3. O que é bonito é bom

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Isso é uma tristeza que a gente conhece bem em época de eleições. Quem não se lembra de pessoas falando que votariam no Collor porque “ele é bonito”? Infelizmente, a maioria das pessoas bonitas colhem benefícios adicionais na nossa sociedade.

Embora na superfície sabemos que a atratividade não sugere qualquer traço de personalidade em particular, na maioria das vezes ainda nos enganamos.

No Canadá e nos EUA, as pessoas atraentes são geralmente vistas como mais felizes, mais inteligentes e mais socialmente qualificadas. Em seguida, vem o resto de nós.

A maioria simplesmente não quer ser vista como superficial e, portanto, minimiza a importância de atratividade física. Naturalmente, é possível que nossas percepções estejam certas mesmo, uma vez que tendem a ser autorrealizáveis. Pessoas atraentes podem de fato ser mais felizes e mais socialmente qualificadas, justamente porque foram favorecidas por todos nós durante toda a vida.

2. Excitação fisiológica

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Romances dos filmes de Hollywood são melodramáticos, para dizer o mínimo. O amor sempre parece sobre uma combustão espontânea nos lugares mais inconvenientes, como no meio de uma zona de guerra, por exemplo. Mas, de acordo com psicólogos, estas situações tensas podem realmente ser catalisadores para atração.

Um estudo recente colocou uma mulher gostosona para entrevistar estudantes universitários do sexo masculino enquanto eles caminhavam por uma ponte frágil. Então, para estabelecer uma comparação, a mesma mulher entrevistou homens caminhando por uma ponte resistente e estável. A mulher deu a cada homem seu número de telefone, e disse-lhes que eles poderiam ligar caso tivessem alguma dúvida sobre a entrevista.

Os homens entrevistados na ponte “da morte” se mostraram muito mais propensos a ligarem. Logo, a conclusão dos pesquisadores é que é possível que os homens que atravessaram a ponte frágil tenham tido uma experiência de elevada excitação geral e, subconscientemente, atribuíram essa excitação a mulher, o que aumentou a percepção da sua gostosura.

1. Ah, o amor…

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Seria impossível terminar essa lista sem falar do sentimento que tem razões que a própria razão desconhece. Pois muito bem, eu tenho uma pergunta capciosa: como você sabe que você está apaixonado?

Alguns psicólogos chegaram à conclusão de que esse sentimento existe quando a pessoa sente cinco elementos distintos: a necessidade de intimidade com a pessoa; um sentimento de paixão com ela; pensamentos obsessivos sobre ela; dependência emocional; e uma sensação de êxtase se a pessoa parece retribuir.

As meninas de quatorze anos de idade que estão entre nós sem dúvida concordam fortemente com esses itens.

Então, vou melhorar a pergunta: o que faz você se apaixonar por alguém?

Além dos fatores óbvios, tais como a aparência física e simetria facial (?), também parece que geralmente as pessoas amam pessoas que são semelhantes a elas mesmas. Um estudo demonstrou que a maioria dos casais de longa duração eram semelhantes entre si em aparência, ideologia e inteligência.

Aparentemente, os opostos não se atraem, afinal. [listverse]

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