5 coisas aparentemente insignificantes que podem definir a sua vida sexual

Por , em 22.04.2015

Namoros e relacionamentos não são fáceis. Você pode fazer tudo certo e ainda assim acabar sozinho. Isto porque o caminho para um relacionamento bem sucedido é tão mal sinalizado, cheio de buracos e com curvas perigosas que é bastante surpreendente que a raça humana não tenha desistido e sido extinta há milênios.

E quanto mais a ciência pesquisa a respeito do assunto, mais encontra fatos que nós não fazíamos ideia que tinham influência sobre a nossa relação com as outras pessoas. Os cinco exemplos abaixo mostram detalhes da nossa vida corriqueira que influenciam bastante se, ou com quem, a gente transa.

5. Um homem pode ter problemas de ereção se a sua parceira for muito próxima dos amigos dele

group of teenagers hanging out
Para muitos homens heterossexuais, a namorada ideal é aquela que não só é completamente desencanada em relação aos seus passatempos e vícios, mas também aquela que se dá bem e adora sair com todos os amigos dele. Mas é aí que uma coisa estranha pode acontecer: o cara – que recebe exatamente o que quer – de repente percebe que sua vontade sexual discorda.

O fenômeno é conhecido como “Partner Betweenness” e tem a ver com os papéis de gênero tradicionais (também conhecidos como aqueles em que a mulher deve submissão ao homem). Em outras palavras, tem a ver com o quanto o homem se sente no controle da mulher.

Não que ele automaticamente acredite que ela está traindo ele com todos esses caras – como tudo relacionado com o sexo e relacionamentos, é mais complicado do que isso. Há um grupo inteiro de regras complexas e não ditas em qualquer rede de relacionamentos e essas regras nos seguem em todos os lugares, incluindo o quarto. O que a pesquisa aponta é que os homens são ensinados a conseguir três coisas no seu relacionamento com uma mulher: autonomia, privacidade e controle. Ela pode ser membro do grupo de amizade, mas que fique bem claro que ela “pertence” ao parceiro.

Se ela tem mais contato do que ele com seus amigos – mesmo não sendo sexual -, essas três coisas ficam ameaçadas e ele se sente menos homem. Quão menos? O suficiente para aumentar as chances de uma disfunção erétil em 92%. Isso não afeta todos (a estimativa é de 25% dos homens), e é algo que fica melhor com a idade e maturidade, conforme o cidadão lentamente percebe que grande parte do que ele ouviu falar sobre masculinidade era um monte de besteira dita por adultos inseguros e machistas.

4. O tamanho e o custo da festa de casamento afeta a relação (mas não como você imagina)

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Se os nossos estereótipos não estiverem enganados (spoiler: eles estão), todas as mulheres sonham com um casamento perfeito, com uma festa enorme, uma decoração fantástica, pombas voando e o noivo chegando montado em um cavalo branco. Enquanto isso, o homem estereotipado ficaria feliz com um casamento que se resumisse a alterar o status do Facebook para “casado”. Afinal, por que ter todo esse trabalho quando nada disso importa no longo prazo?

Na verdade, importa, e por algumas razões.

O Instituto Nacional do Casamento dos EUA descobriu que pessoas que têm casamentos maiores têm um nível superior de satisfação ao longo dos primeiros cinco anos – e quando falamos em “maior”, estamos puramente medindo o número de convidados, não o custo. Esse resultado é apoiado por outro estudo que mostra que quanto maior o casamento, menos provável de levar ao divórcio. Casamentos com apenas de uma a dez pessoas de testemunhas têm quase três vezes mais chances de terminar em divórcio do que casamentos com mais de 200 convidados. Até mesmo um casamento de tamanho decente, com um número de convidados entre 11 e 50, ainda é duas vezes mais provável que acabe em divórcio em comparação com o supercasamento de mais de 200 pessoas.

A teoria é que casamentos maiores dão ao casal um suporte maior – ou pressão maior, se você preferir – para ficar juntos. Em outras palavras, você investiu em seu relacionamento, e você quer proteger o seu investimento.

“Tudo bem”, você diz. “Então, a solução para uma relação eternamente funcional é gastar um monte de dinheiro em um grande casamento. Isso é péssimo, mas ei, pelo menos sabemos que existe uma solução. Isso tem que contar para alguma coisa”.

Errado. Surpreendentemente, gastar todo o seu dinheiro – e potencialmente o dos seus pais e o dos seus sogros – em uma grande festa não é a melhor maneira de entrar na vida “eternamente junta”, também. O mesmo estudo aponta que, quanto mais você gastar em seu casamento, mais chances você tem de acabar divorciando. Casamentos que custam menos de mil dólares têm cerca de metade da probabilidade de terminar em divórcio do que aqueles que custam entre 5 mil a 10 mil dólares, que por sua vez, têm cerca de dois terços da probabilidade de terminar em divórcio do que casamentos que custam mais de US$ 20 mil.

A lição é clara: se você quer um casamento infalível estatisticamente, convide cada pessoa que você conhece e mantenha uma meta orçamentária baixa.

3. Um estilo só é sexy até que todo mundo comece a imitá-lo

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Vamos usar a barba como exemplo. Se você acha que barbas são incríveis, você está com sorte, porque aparentemente boa parte das pessoas em todo o mundo está achando o mesmo. Mas a ciência diz que, assim que o nível de barbas do planeta aumentar demais, nós estaremos arruinando o charme da barba.

Um estudo de 2013 descobriu que as mulheres apontam os homens com a barba por fazer como os mais atraentes, deixando para trás tanto aqueles com uma barba cheia quanto os que raspam tudo. Outra pesquisa, ainda mais recente, de 2014, indica que as mulheres acham tanto barbas por fazer quanto cheias preferíveis à falta total de pelos faciais. No entanto, há um problema: isso só funciona quando barbas são raras.

Os pesquisadores descobriram que, apesar das mulheres ainda poderem achar barbas atraentes, essa característica só pode ser sexualmente desencadeada quando a maioria dos homens não têm barbas. Aí está o paradoxo. Nós tendemos a julgar a atratividade de uma pessoa comparando-a com os outros. Ao ostentar um visual popular e comum, um cara pode estar sinalizando que não tem nada de especial, no final das contas.

Basicamente, você tem que entrar na onda quando ela ainda está em ascensão, mas cair fora antes que cada festa pareça uma convenção de sósias do ZZ Top.

2. A volta do desejo sexual perdido pode levar ao divórcio

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Embora as pílulas contra a disfunção erétil, como o Viagra, tendam a ser vistas como uma coisa maravilhosa, a proeza da volta da ereção perdida traz muitas armadilhas, mesmo se você for completamente fiel ao seu cônjuge. Na verdade, de acordo com um estudo feito pela Escola de Medicina de Harvard, usar Viagra pode realmente aumentar as chances de divórcio.

Não há números específicos, mas conselheiros matrimoniais insistem que há um padrão. O problema é que mudanças bruscas nos níveis de libido podem levar a sentimentos de mágoa e ressentimento. Especialmente em casais mais velhos, nos quais a mulher terá perdido parte de seu próprio desejo sexual, um interesse renovado do marido pode alimentar discussões sobre questões sexuais que eles têm ignorado nos últimos anos. Ele pode ter tido problemas para fazer a coisa funcionar, mas ela pode ter estado ok com isso. Como resultado, ela pode não receber muito bem o retorno de sexo regular, especialmente se as tradicionais relações de meia hora dos dois se tornaram longas sessões quimicamente induzidas de horas de sexo selvagem.

Os médicos advertem que pílulas para melhorar o desempenho devem ser tomadas acompanhadas de uma comunicação aberta. Afinal, sexo é uma coisa que ambos os lados devem se beneficiar.

1. Nosso olfato controla a atração de muitas maneiras bizarras

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Como a indústria do perfume faz questão de nos lembrar, o sentido do olfato desempenha um papel importante na atração. Nós sabemos, por exemplo, que o aroma natural de uma pessoa ajuda o nosso subconsciente a decidir se podemos fazer bebês saudáveis ​​com ele ou ela. O que você pode não perceber, no entanto, é quão grande é o papel que seu nariz desempenha no jogo dos relacionamentos.

A ciência já começou a descobrir que o cheiro não é um ator unidimensional em sua vida amorosa, mas sim um diretor particularmente obscuro, manipulando você a conseguir o efeito desejado, como um Stanley Kubrick olfativo. E nós estamos falando de manipulação mesmo. Para começar, o seu olfato pode levá-lo a acreditar que as pessoas são mais ou menos bonitas do que elas realmente são. Ele não se importa também se a fonte da atração é natural ou artificial. Segundo algumas pesquisas, um bom perfume pode fazer o rosto do usuário parecer mais atraente para quem está cheirando – assim como um perfume ruim provavelmente têm o efeito oposto.

E isso é apenas o começo dos muitos superpoderes nasais relacionados com relacionamentos que todos nós temos, estejamos conscientes disso ou não. Muitos animais usam o cheiro como forma de comunicação e há uma quantidade crescente de evidências que, apesar de nossos cérebros tenderem a manter isso em um nível subconsciente, os humanos não são diferentes. Homens cujo olfato não funciona direito tendem a ter menos relacionamentos, enquanto as mulheres tendem a ser mais inseguras neles quando não sentem cheiros apropriadamente.

Isso pode ser porque o nariz é uma ferramenta muito significativa para os relacionamentos: quanto mais longo for um relacionamento, mais precisamente cada indivíduo pode dizer se o seu parceiro está relaxado ou estressado apenas pelo cheiro do suor da outra pessoa. Narizes femininos são particularmente bons em farejar potenciais problemas de relacionamento. Em uma relação heterossexual, elas conseguem detectar de forma confiável medo, nojo e excitação sexual pelo cheiro de um homem. Talvez como o exemplo mais estranho, os resultados de um estudo de 2014 sugerem que nós somos capazes de reconhecer convicções políticas das pessoas a partir de seus odores corporais e gravitamos em torno daqueles com ideias mais próximas das nossas. Aliás, há a tese de que muitos cheiros que caracterizam emoções são altamente contagiosos, o que pode ser a nossa forma de comunicar emoções rapidamente em grandes multidões. Sim, a ciência está dizendo que a humanidade é basicamente uma colmeia inconsciente de suor. [Cracked]

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1 comentário

  • Joaquim Jota Amelao:

    Adorei esta explicação e aprendí muito o que não sabia realmente.!

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