5 “obras de arte” que rapidamente se transformaram em crimes

Por , em 6.05.2015

Pode parecer que a arte não tem limites, mas a verdade é que temos que desenhar uma linha quando se transforma em um crime. Tudo é permitido? Não é bem assim; arte só continua sendo arte e não tempo de cadeia quando é feita dentro dos conformes da lei.

Veja alguns exemplos de “artistas” quebrando o código penal:

5. Os artistas que prenderam uma mulher em um bloco de gesso

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Recentemente, um grupo de artistas selou uma voluntária em um pedaço gigante de gesso. Ela quase morreu, porque o corpo humano ainda não evoluiu para sobreviver à vida no que é basicamente um caixão.

Então por que diabos fazer isso, você pergunta? Nem sequer conseguimos imaginar um motivo.

Cinco artistas de rua holandeses fizeram uma exposição onde uma mulher se deitou em uma caixa de papelão e foi coberta por uma espessa camada de gesso. Sua única ferramenta de sobrevivência era um canudo para respirar em um furo minúsculo.

Nunca saberemos que grande declaração sobre a existência esta façanha deveria ter feito, porque tudo desmoronou em um piscar de olhos. Aparentemente, as grandes mentes envolvidas nessa “arte” se esqueceram que gesso endurece rapidamente. Além disso, é extremamente pesado. Consequência: o pequeno buraco cedeu e a mulher dentro da caixa de papelão tornou-se incapaz de receber o oxigênio necessário para viver.

O resultado foi cinco artistas em pânico, uma voluntária extremamente pânico e um grupo de bombeiros que se tornaram os verdadeiros artistas:

Felizmente, a menina sobreviveu sem grandes ferimentos. Infelizmente, todo mundo foi preso.

4. Ex-docente do MIT se filma roubando um banco

Experimental filmmaker and ex MIT instructor Joseph Gibbons filmed himself robbing a Manhattan Bank. He's seen being arraigned in Manhattan Criminal court.
Joseph Gibbons é um artista performático que se especializa em confessionalismo autobiográfico, usando “sua própria vida como material de origem, como um laboratório para a auto-observação e experimentação”. Em suma, ele faz coisas idiotas e registra.

Por exemplo, Gibbons se viciou em drogas ilícitas simplesmente para ter algo interessante para filmar. Ele também se envolveu em voyeurismo. Recentemente, revelou sua obra-prima: o roubo a um banco em plena luz do dia. Por volta das 14:00 na véspera de Ano Novo, ele entrou em um Citizens Bank em Manhattan, Nova York, nos EUA, e exigiu dinheiro “para a igreja”. Não há nenhuma igreja, claro.

O artista/ladrão filmou seu próprio assalto. Apesar de ter conseguido 1.000 dólares naquele dia, seu objetivo não era dinheiro (segundo ele), mas sim filmar um material interessante para o seu próximo filme.

Não surpreendentemente, ele foi preso uma semana depois, e uma de suas primeiras ações foi vangloriar-se para seu companheiro de cela que ele não tinha filmado um assalto – ele tinha filmado arte.

Os colegas de Gibbons do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ou MIT, onde ele costumava dar aula, acham que ele está apenas vivendo um momento “maluco”. Eles não acreditam que Gibbons estava atrás de dinheiro, apenas que queria filmagens diferentes e foi um pouco longe demais. Nesse caso, talvez a polícia devesse deixá-lo manter seus US$ 1.000, juntamente com US$ 3.000 que roubou do Rhode Island Citizens Bank anteriormente, presumivelmente como um ensaio para sua grande estreia em Nova York.

3. Artistas usam água benta para ressuscitar e exorcizar Vladimir Lenin


Alguns grupos comunistas na Rússia insistem que irão voltar algum dia ao poder. É por isso que, 80 anos depois de morrer, o fundador soviético Vladimir Lenin ainda está deitado em um mausoléu em Moscou ao invés de ser enterrado (aparentemente, isso significaria o enterro do sonho comunista também).

Só que outros grupos, como o grupo de arte Blue Rider, rejeitam esta ideia, acreditando que o apego a um passado serve apenas para prejudicar o crescimento do futuro. Assim, em janeiro, durante a Epifania (data em que cristãos ortodoxos comemoram o batismo de Jesus), dois artistas, Oleg Basov e Yevgeny Avilov, lançaram seu mais novo projeto: “O Exorcista: Profanação do Mausoléu”.

Gritando “surja e desapareça”, os dois homens marcharam até o mausoléu e mergulharam o local em água benta. A intenção era provar que Lenin nunca mais ia voltar – se revivê-lo da maneira como Jesus fez não deu certo, é porque que ele está morto para sempre.

Os policiais não se importaram com essa exibição de arte, já que exorcismo simbólico é muito parecido com invasão e vandalismo a olho nu. Sendo assim, os Blue Riders foram arrastados para fora do mausoléu e condenados a 10 dias de prisão por “hooliganismo mesquinho”. Essa tem que ser nova.

2. Artista faz clientes montarem armas ilegais

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O artista holandês Art van Triest é especializado em quebra-cabeças. A diferença é que ele não curte muito papelão; prefere armas totalmente reais e ilegais. Ele as corta, desafiando seus clientes a montá-las novamente, um ato que poderia absolutamente levar todos os envolvidos a um extenso tempo na prisão.

Na Holanda, as leis de armamento são muito estritas. Então, o que Van Triest faz? Ele adquire armas ilegais, às vezes comprando-as em outros países, usa um cortador de jato de água poderoso para deixá-las em pedacinhos, e em seguida as exibe para o mundo.

Aliás, esses “quebra-cabeças” são não apenas ver, mas sim para tocar e brincar. Na verdade, Van Triest considera montá-los a parte mais importante do trabalho, apesar de eles serem, provavelmente, os quebra-cabeças mais simples já criados.

O constante risco de prisão vale a pena para Van Triest, que deseja “criar um trabalho que encarna uma espécie de atrito, um objeto que é ao mesmo tempo um brinquedo e uma arma”. Quanto aos clientes que possam ser mais desconfiados do tempo de cadeia do que ele, Van Triest simplesmente os “desafia a pensar e interagir com objetos que eles prefeririam evitar na vida cotidiana”.

1. Robô autônomo vasculha a Dark Web e compra coisas como passaporte falso e ecstasy

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Para os não iniciados, a Dark Web é qualquer canto escuro da web que Chrome, Firefox e outros não podem alcançar. Para passear por ela, você precisará de um navegador especial e um monte de dinheiro de fiança, porque uma grande parte do que está lá é terrivelmente ilegal em quase todos os lugares.

Com isso em mente, o coletivo de arte suíço !Mediengruppe Bitnik projetou um robô especial chamado “Random Darknet Shopper” (em português, algo como “comprador Darknet aleatório”), programado para gastar até 100 bitcoins por semana em um site de compras da Dark Web. O bot tinha autonomia total sobre o que comprava.

Apesar de também haver itens legais para compra, o robô preferiu adquirir calças jeans falsificadas, um boné de beisebol com uma câmera escondida no interior, uma bolsa falsificada, cigarros piratas, um passaporte falso e 10 comprimidos de ecstasy embrulhados em um preservativo.

Surpreendentemente, o grupo considerou a construção desse robô um sucesso, já que seu projeto foi concebido para “lançar luz sobre as margens da sociedade e fazer questões contemporâneas fundamentais”, como o quão longe deve ir a autonomia eletrônica.

É verdade que o robô quebrou a lei, mas quem deve ser responsabilizado quando uma máquina comete um crime? A resposta, pelo menos na Suíça, é ninguém. O pessoal de lá é incrivelmente tolerante quando se trata de “arte”. Não só os caras do coletivo saíram impunes, como puderem fazer uma exposição sobre seu experimento em uma galeria (embora a polícia tenha confiscado as compras ilícitas um dia após a exibição terminar). [Cracked]

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