8 mitos de alimentação que não são verdade

Por , em 3.01.2018

É fácil que um boato seja tomado como verdade uma vez que esteja amplamente espalhado, certo? Está na hora de abandonar sensos comuns, no entanto, e prestar atenção na ciência.

Confira mitos alimentares sem uma base real:

Mito 1: alimentos gordurosos não são saudáveis


Claro, parece fazer sentido: tem gordura, não é saudável. Mas absolutamente não é o caso.

Este mito não é suportado pela pesquisa científica, incluindo um grande estudo com mais de 135 mil pessoas em 18 países publicado na revista The Lancet.

Ao longo do estudo, cerca de 6.000 pessoas morreram e aproximadamente 5.000 sofreram ataques cardíacos ou adquiriram doenças cardíacas.

Surpreendentemente, aqueles com o maior risco de doença ou morte não eram os que comiam dietas com alto teor de gordura, mas sim os que tinham dietas ricas em carboidratos.

Em outras palavras, alimentos com alto teor de gordura, como abacate e azeite, não estão ligados à má saúde. Já alimentos com alto teor de carboidratos – como pães e massas – estão ligados a mais problemas neste campo.

Mito 2: a intolerância ao glúten está ficando mais comum


Está “na moda” cortar o glúten da dieta, como se esse ingrediente fizesse mal para as pessoas.

A verdade é que apenas cerca de 1% das pessoas em todo o mundo tem doença celíaca, a rara doença genética que torna as pessoas intolerantes ao glúten.

Para o resto de nós, não há nenhum motivo cientificamente plausível para não comer glúten.

Mito 3: os ovos são cheios de colesterol e nos fazem mal


Sim, os ovos possuem um alto teor de colesterol (um único ovo tem cerca de 185 mg), mas comê-los provavelmente não se traduzirá em colesterol nas suas veias.

Os primeiros estudos que sugeriram essa ligação foram feitos em coelhos, e outras pesquisas não confirmaram essa ligação.

Mito 4: a cafeína faz mal para a saúde


De acordo com a Clínica Mayo, o adulto médio pode consumir com segurança até 400 mg de cafeína diariamente. A maioria das xícaras de café padrão contém entre 90 e 120 mg. Então, se você se limitar a menos de quatro xícaras por dia, não terá problemas de saúde.

Ainda assim, alguns cafés são mais fortes, então você deve prestar atenção para não exagerar – um copo grande do Starbucks, por exemplo, tem cerca de 260 mg de cafeína.

Mito 5: água com gás causam pedras nos rins


Não sei se você já ouviu alguns desses mitos, mas a água com gás já foi acusada de tudo, desde causar pedras nos rins até desgastar o cálcio em seus ossos até eliminar o esmalte dos seus dentes.

De acordo com Jennifer McDaniel, nutricionista e especialista em dietética esportiva, a água com gás é feita dissolvendo dióxido de carbono na água, e tal processo apenas adiciona bolhas – não açúcar, calorias ou cafeína – ao líquido. É segura para consumo como a água regular.

Vale notar que água tónica ou água com sabor são tipos diferentes de água gaseificada, que também possuem outros ingredientes, como sódio, vitaminas ou adoçantes.

Mito 6: adoçantes artificiais causam câncer


A Administração de Drogas e Alimentos dos EUA (o órgão de saúde americano) avaliou centenas de estudos sobre sucralose, aspartame e sacarina, tipos de adoçantes artificiais, e por enquanto têm considerado as doses padrão seguras.

Então, não, adoçantes não causam câncer.

Dito isto, algumas pesquisas preliminares já ligaram os adoçantes a alguns potenciais problemas de saúde, por exemplo, eles parecem alterar as bactérias intestinais.

Além disso, por não satisfazer seu desejo por doces, eles podem não ser eficazes em reduzir sua ingestão geral de açúcar.

Mito 7: organismos geneticamente modificados causam câncer e estragos no meio ambiente


As culturas transgênicas, que existem desde a década de 1980, foram estudadas extensivamente e absolutamente todo mundo descobriu que elas não representam um risco maior para o meio ambiente do que culturas regulares, e nem são menos seguras para comer do que alimentos convencionais.

Transgênico é ok, parem de criar caso sem base científica.

Mito 8: peixes são ricos em mercúrio e podem deixá-lo doente


Enquanto o mercúrio pode se acumular em peixes predadores maiores como marlins e tubarões, geralmente não é um problema em peixes menores.

De acordo com a Administração de Drogas e Alimentos dos EUA, salmão, truta, ostra, arenque, sardinha e cavala são boas escolhas. [ScienceAlert]

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